quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Sindicatos de motoristas e ferroviários, de São Paulo, não devem aderir à greve do dia 5 de dezembro

Embora signatária da convocação da greve geral nacional do dia 5, a UGT (União Geral dos Trabalhadores) –que congrega condutores e ferroviários da cidade de São Paulo– poderá ficar de fora das paralisações. Sem adesão de trabalhadores dos transportes da capital, o protesto em repúdio à reforma da Previdência será esvaziado.

Reunidos nesta terça-feira (28), os diretores da UGT apontaram dificuldades para organização de uma greve no período de onze dias, já que sua convocação foi anunciada na noite de sexta-feira (24).

Diretor-executivo do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Francisco Xavier da Silva afirma que "não tem nada definido" sobre a participação dos condutores de ônibus na greve.

"Vamos consultar os trabalhadores. Mas achamos complicado [arregimentar grevistas]", afirmou.

O presidente do Sindicato dos Ferroviários, Eluiz Alves de Matos, também afirma que consultará os trabalhadores em assembleia. Mas lembra que a categoria se declarou em estado de greve no dia 8 de novembro, e, ainda sem um acordo sobre o Programa de Participação de Resultados para o setor, ameaça parar na quinta-feira (30).

"Primeiro estamos resolvendo nosso problema", disse Eluiz.

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, também reconhece um açodamento na convocação. Patah, que estava no exterior no dia em que as centrais decidiram convocar a greve, diz que "não haveria tempo hábil" para a mobilização. Segundo nota, a "a UGT defende que a Previdência seja unificada e tenha as mesmas bases para todo mundo, trabalhador público ou privado. Quem quiser algo a mais que procure a Previdência privada".

A UGT afirma que é favorável à greve geral, mas diz achar que o tempo é muito curto para a sua preparação. 


Folha de São Paulo – 29/11/2017

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