segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Chuva afeta trânsito, trens e alaga ruas e avenidas em SP nesta segunda (27)

A chuva que atingiu São Paulo, do final da madrugada até o início da manhã desta segunda-feira (27), afetou a ida do paulistano ao trabalho e colocou parte da cidade e a região metropolitana em estado de atenção para alagamentos.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), no ápice do temporal, por volta das 7h30, a cidade acumulava 60 km de lentidão —-no horário, a média de pontos de parada da capital varia entre 38 km e 64 km.

O empresário José Luiz do Nascimento, 60, foi um dos prejudicados com o trânsito engarrafado. Ele perdeu uma reunião de trabalho em Interlagos (zona sul) porque ficou preso num congestionamento na marginal Pinheiros. "Eu estacionei o carro, fui tomar café e nada mudou por aqui", disse. Após mais de duas horas parado na via, o empresário deu meia volta e retornou para sua empresa, na Chácara Santo Antônio (zona sul).

A chuva forte também afetou a circulação das linhas 7 (rubi), 10 (turquesa) e 11 (coral), da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O excesso de água nos trilhos diminuiu a velocidade de circulação das composições. O problema foi contornado com a diminuição da chuva, por volta das 8h40.

As zonas oeste, sul, sudeste e a região da marginal Pinheiros entraram em estado de atenção para alagamentos. De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), órgão da prefeitura, a cidade chegou a acumular 12 pontos ativos de alagamentos. Até o final da manhã, ainda haviam oito locais com excesso de água da chuva.

A zona sul da cidade foi a mais afetada. Por lá, dois pontos ficaram intransitáveis para a passagem de veículos: um, na avenida Guarapiranga, no M'Boi Mirim, e outro na avenida Santo Amaro. Por volta das 16h30, as vias seguiam alagadas, mas já transitáveis para veículos.

Os demais pontos alagados, mas transitáveis para veículos, ficaram distribuídos em Santo Amaro (2), M'Boi Mirim (1), Pinheiros (1), Lapa (2), Butantã (3) e na Vila Maria/Vila Guilherme (1). Ainda na capital, o córrego Olaria, na altura da avenida Nações Unidas, transbordou.

GRANDE SÃO PAULO

A passagem da chuva pela Grande São Paulo também causou transtornos na região. Nesta segunda, Santo André e São Caetano do Sul registraram transbordamentos de rios, que alagaram ruas e avenidas.

Segundo a Defesa Civil de São Caetano, os bairros São José, Prosperidade, Fundação e Vila Gerty foram os mais afetados porque estão nas encostas do córrego dos Meninos e do rio Tamanduateí, que transbordaram.

A água atingiu uma altura máxima de até 50 centímetros e alagou ao menos 70 casas de São Caetano, de acordo com balanço atualizado da Defesa Civil.

Também foram resgatados seis motoristas que estavam no interior de veículos "ilhados" no meio de avenidas alagadas. Ninguém se feriu. "O trânsito já foi liberado, mas os motoristas precisam ter atenção porque a água ainda está em processo de escoamento", informou Juscelino Brilhante, coordenador da Defesa Civil de São Caetano do Sul.

Brilhante disse também que choveu 41,7 milímetros nesta segunda —o dobro do previsto para o dia na cidade.

A prefeitura de Santo André informou que registrou seis grandes pontos de alagamentos pela manhã. O último local a ser liberado para a circulação de veículos, por volta das 10h30, foi o cruzamento entre a avenida Lauro Gomes com a rua Afonsina.

No km 13 da rodovia Anchieta, na divisa entre São Bernardo do Campo e São Paulo, o rio Ribeirão dos Couros transbordou e interditou as duas pistas centrais por volta das 8h20. A estrada só foi liberada totalmente 2h depois, informou a Ecovias, concessionária que administra a via.

PREVISÃO

A chuva que causou transtornos nas primeiras horas desta segunda vai perder força na Grande São Paulo nesta terça-feira (28), segundo o CGE. A madrugada vai começar com temperatura mínima na casa dos 18ºC e, durante a tarde, a máxima não vai passar dos 23ºC em função do tempo mais fechado e chuvoso.

Os ventos vão mudar de direção e causar uma leve sensação de frio. A umidade estará elevada, com índices acima de 60%.

Folha de São Paulo – 27/11/2017

Comentário do SINFERP


Vamos ver como ficarão as áreas alagadas de costume, na capital, pois o prefeito metido a “gestor” reduziu em muito os recursos previstos no orçamento para obras anti-enchentes. Bem, dirá que é culpa do Haddad, como de costume.

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