sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Alckmin enrola mais uma vez e atrasa entrega de estações de Metrô

O secretário estadual dos Transportes de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, admitiu, na terça-feira, dia 14, que as estações Santa Cruz e Chácara Klabin, da linha 5 do metrô, não serão entregues este ano. As licitações das obras, com fraudes contratuais, equivalem à soma atualizada em 6,6 bilhões de reais, além de atrasos nas obras que deveriam ser entregues em 2015. Essas licitações para obras de expansão do metrô foram abertas em 2008, durante o governo de José Serra (PSDB) e prosseguida por seu sucessor, Geraldo Alckmin (PSDB).
O cartel formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Andrade Guitierrez e Queiroz Galvão, durante os governos PSDB em São Paulo, foi admitido pela empreiteira Camargo Corrêa. Em acordo judicial, a empreiteira reconheceu a existência do cartel formado pelo conjunto de empreiteiras, chamadas de G5, com a divisão da obra da linha-5 Lilás do metrô paulistano e o superfaturamento da obra, levando a um prejuízo bilionário aos cofres públicos.
Desde 2012, quando foi inaugurada, a linha 4-Amarela (privada) do metrô de São Paulo é a linha que mais sofre falhas no sistema. Comparado com as demais linhas estatais (L1, L2, L3, L5) nos últimos cinco anos, a linha 4-Amarela teve 40% a mais de falhas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin do PSDB, vem sendo denunciado sistematicamente pelos trabalhadores do metrô de que a privatização do metrô levará ao sucateamento ainda maior do sistema.
Sempre tem alguma linha de metrô com problemas, gerando atrasos e problemas para os trabalhadores e as questões do metrô vêm se arrastando há tempos, quem mora em São Paulo e faz uso das linhas sabe bem disso. O atraso também é conveniente para o PSDB que vai utilizar a inauguração das linhas próximo das eleições para fazer demagogia com a população com as novas estações.
É importante saber, porém, que o governo tem planos de privatizar todo o metrô e o sucateamento é a via mais rápida de conseguir que seja feito. Bem longe de ser uma solução, a privatização só aumentará o gasto para o trabalhador e não será garantia de serviço de qualidade, temos o exemplo da linha amarela que é privatizada e que além de sempre ter algum tipo de problema opera com menos tempo que as demais linhas.


Causa Operária – 16/11/2017

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