quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Governo paulista estuda privatizar a linha 7-Rubí da CPTM


O Governo do Estado de São Paulo estuda, desde o ano passado, transferir as operações de linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a iniciativa privada, à exemplo do modelo já adotado na Linha 4-Amarela do Metrô.
Segundo anunciou o presidente da CPTM, Paulo Magalhães Gonçalves – no encontro de negócios entre operadores e a cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a NT Expo, recentemente, em São Paulo – um dos trechos em que a privatização está sendo analisada é o da Linha 7-Rubi, que compreende o trajeto entre a estação da Luz, no centro da cidade, ao município de Jundiaí – passando por outras importantes regiões, como Barra Funda, Lapa, Jaraguá e Francisco Morato – e transportando cerca de 450 mil passageiros por dia.
“Este é um projeto que ainda está sendo estudado, mas a ideia é atrair mais investimentos para o trajeto. Queremos aumentar a capacidade deste trecho, que atualmente conta com duas linhas, e construir mais quatro: duas para trens de passageiros e duas para trens de cargas”, afirmou.
Outras Privatizações – Os primeiros trechos cotados para serem privatizados, ainda em 2016, foram os que contemplam a Linha 8-Diamante (que liga a cidade de Itapevi, na Grande São Paulo, à estação Júlio Prestes, na capital paulista) e a Linha 9-Esmeralda (que conecta Osasco ao bairro Grajaú, na zona sul de São Paulo), que somadas transportam, aproximadamente, 1 milhão de passageiros por dia.
Para Gonçalves, houve avanços nas negociações dessas privatizações. “Em breve teremos novidades, como as datas para os próximos passos dessas concessões. A Linha 9, por exemplo, deve ganhar duas novas estações”. De acordo com informações divulgadas no Diário Oficial da União, em maio deste ano, já há cinco empresas aprovadas para participarem do processo de aprofundamento de estudos para uma Parceria Público-Privada (PPP): CCR, Odebrecht Mobilidade, Grupo Metropolitano 89, Logit Engenharia Consultiva e CAF.
Linha 13-Jade – Outro trecho da CPTM que segue a todo vapor é o da Linha 13-Jade, que deve ir da estação da Luz até o Aeroporto de Guarulhos, passando por bairros como Carrão e Mooca, na zona leste de São Paulo. Orçado inicialmente em R$ 2,2 bilhões, o trajeto terá 12,2 km de extensão, sendo 4,3 km pela superfície e 7,9 km em vias elevadas.
Um dos diferenciais desse trajeto é que, além das viagens tradicionais, ele também deve ter oito viagens expressas por dia, sem paradas, até o aeroporto, em um tempo estipulado de 30 minutos cada. “Iremos inaugurar esta linha em março de 2018”, finaliza o diretor-presidente da CPTM.
Rodada de Negócios – A reunião de operadores do setor de transporte de passageiros sobre trilhos antecipou a Rodada de Negócios, também realizada pela ANPTrilhos, que ocorrerá durante a 20ª edição do principal evento dedicado ao mercado metroferroviário da América Latina, a NT Expo – Negócios nos Trilhos.
A feira visa incentivar a interação entre as empresas da cadeia e otimizar a realização de negócios entre os players do setor. Promovida de 7 a 9 de novembro, em São Paulo (SP), a NT Expo reúne fornecedores nacionais e internacionais especializados em bilhetagem, construção e infraestrutura, eletrificação, gerenciamento de sistemas, operadoras de cargas e passageiros, manutenção, metalurgia e usinagem, sinalização, dormentes, peças e componentes, interiores e telecomunicações, entre outros segmentos.
Jornal da Região – 03/10/2017

4 comentários:

Anônimo disse...

O fim da linha está chegando para o ferroviário. Quem ficar na ferrovia vai ser como terceirizado ou quarterizado nas concessionárias. Com um terço do salário atual.

SINFERP disse...

Ah, não deve ser isso que passa pela cabeça do ferroviário. No mínimo imagina que "finalmente" será reconhecido e valorizado. Foi assim quando da privatização da Fepasa.

Anônimo disse...

Na edição dos 25 anos da CPTM da Revista Engenharia, o presidente Paulo Magalhães escancarou com palavras bonitas o que muito ferroviário coxa e alienado teima em não querer ver, o sucateamento da CPTM para a privatização da operação e manutenção da Companhia. A CPTM vai se tornar um mero órgão regulador e fiscalizador para abrigar os engenheiros e comissionados. Pessoal operacional ou vai ser demitido ou vai ser terceirizado e/ou quarterizado nas concessionárias.
https://issuu.com/www.viapapel.com.br/docs/634

SINFERP disse...

Ferroviário dorme e vive em berço esplêndido. Não está nem ai com ferrovia, com transporte, com passageiros e nem mesmo com a profissão. A CPTM será apenas uma administradora da operação, mas não operadora e nem mantenedora. Vai ser apenas um escritório com a finalidade de fazer negócio$$$, se nos fazemos entender.