quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Mulher afirma ter sido atacada com produto químico no Metrô de SP


Agressão teria acontecido na estação Corinthians-Itaquera por volta das 7h.
Uma mulher afirma ter sido vítima de um ataque com produto químico na estação Corinthians-Itaquera por volta das 7h desta segunda-feira (18). Segundo relato da analista de operações Karoline Leite Ramos Pereira, ela estava subindo a escada rolante do terminal quando sentiu as coxas e as nádegas esquentando.
— Levei a mão na região e senti o molhado. Quando olhei, minha mão já estava seca, bem grossa e com os dedos grudados. Na hora não vi nenhum agente do Metrô e fui socorrida por uma passageira.
A vítima relata que a usuária do Metrô que a ajudou viu que estava saindo fumaça do seu vestido e ajudou a cessar a reação química. Depois disso, Karoline diz que ficou muito abalada, desorientada e que começou a chorar. Ela, então, diz ter subido em um ônibus para voltar para casa para trocar de roupa. O vestido e as roupas de baixo teriam estragado.
— A única coisa que ela me disse foi é que viu dois homens atrás de mim, mas que não dava para ver se eles estavam ou não fazendo alguma coisa. Tenho muita esperança de achar [as pessoas que fizeram isso]. Estou muito chateada pelo o que aconteceu.
A mulher conta que a reação química com fumaça voltou a acontecer dentro do ônibus e que foi socorrida uma segunda vez por passageiras do coletivo. Ela afirma ainda que foi para o hospital São Luiz, na zona leste, tratar da pele, que ficou irritada, e de uma forte dor de cabeça que teria sido causada pelo odor do produto e pelo histórico de enxaqueca dela.
— Fisicamente eu estava bem, mas psicologicamente você fica acabada. Ontem eu estava mais envergonhada por toda minha exposição. Como é que uma pessoa pode se dispor a sair de casa, gastar dinheiro e de manhã para prejudicar uma pessoa que não conhece?
A vítima afirma que irá registrar um boletim de ocorrência no 63º DP na manhã desta terça-feira (19) e que espera que câmeras de segurança auxiliem na identificação dos suspeitos.
Procurado pela reportagem, o Metrô se limitou a dizer por telefone que “não há registro da ocorrência e que ficou sabendo do fato pelas redes sociais”. Além disso, a companhia afirma que funcionários da estação não foram acionados “nem pela vítima e nem por terceiros”.
R7 – 19/08/2017

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