quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Comércio irregular nos trens e metrô de São Paulo dispara em 2017


Aumento de mercadorias confiscadas foi de 52,6% no Metrô no 1º semestre.
Chocolate, fone de ouvido, porta-documentos, spinners, amendoim... basta entrar em um vagão do metrô ou da CPTM de São Paulo e eles aparecem: os ambulantes.
Esse tipo de comércio irregular nos vagões cresceu nos primeiros seis meses de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Dados do Metrô mostram que as apreensões aumentaram 52,6%. No primeiro semestre de 2016 foram 5.063 ante 7.727 em 2017.
A média é de 43 ocorrências todos os dias — ou quase duas por hora.
A linha mais procurada pelos ambulantes é a 3-Vermelha, a mais movimentada, por onde passam, em média, 1,4 milhão de passageiros diariamente.
“Quando flagrados, os vendedores têm suas mercadorias recolhidas e são convidados a se retirar do sistema. O Metrô faz o registro dos produtos recolhidos e os encaminha para a Subprefeitura mais próxima da estação onde ocorreu a ação. O vendedor poderá retirar a mercadoria de acordo com os critérios estipulados pela Prefeitura”, diz a companhia em nota.
Usuários incomodados com o comércio ambulante têm a opção de denunciar pelos canais disponibilizados pelo Metrô.
É preciso passar algumas informações, como a linha, número do carro, sentido e a próxima estação.
O levantamento também mostra que o número de denúncias cresceu 37,2% no semestre.
CPTM
Já na CPTM, a alta foi de 20,5% no mesmo período. A companhia de trens diz que as ocorrências pularam de 6.355 em 2016 para 7.659 neste ano.
Por outro lado, o número de itens apreendidos nos trens caiu de 169 mil para 118,5 mil. A empresa atribui isso a uma mudança de estratégia dos ambulantes.
"Os vendedores irregulares têm carregado pequena quantidade de mercadorias, suficiente apenas para a venda em um vagão, e o restante fica com comparsas que não se identificam como vendedores", diz a CPTM em nota.
A CPTM ainda alerta sobre os produtos vendidos nos trens. 
"A prática é combatida, principalmente, pelo fato dos produtos comercializados não terem origem de procedência. Entretanto, a solução para a questão também passa pela conscientização dos usuários no sentido de que não comprem produtos no interior dos trens, uma vez que correm riscos ao adquirir produtos de origem duvidosa e que, em muitos casos, podem estar com prazo de validade vencido ou adulterado, por exemplo".
R7 – 09/08/2017
Comentário do SINFERP
Ah, o denunciante deve informar linha, número do carro, sentido e a próxima estação. Por que não, também, nome completo e número de identidade do ambulante? É o usuário trabalhando para CPTM e Metrô, e correndo risco se for flagrado na delação.

Um comentário:

Anônimo disse...

Vende-se de tudo .....
Alegria dos ambulantes quando passa aquele carro continuo.....
claro com a segurança bem longe , mas se caçar pega.......

Salgadinhos tipo "Pururuca" , Amendoins , Kitkat , Refrigerante , Chocolate , Carregador de Celular , Pendrive , Fone de Ouvido , Cabo USB e outros ........até spiner........



"O verdadeiro Shopping Trem".......