terça-feira, 25 de julho de 2017

Vendedores ilegais de passagens de trem e Metrô continuam agindo em SP


Esquema fraudulento pode ser visto em estações da capital paulista e região metropolitana. Passageiros pagam R$ 3 para usar o Bilhete Único.

A venda ilegal de passagens de trem e Metrô continua sendo realizada em estações da capital paulista e da região metropolitana. O esquema foi flagrado pela equipe de reportagem do SP1.

Na estação Celso Daniel, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na Grande São Paulo, pelo menos quatro vendedores ilegais agiam ao mesmo tempo.

Ao invés dos R$ 3,80, valor unitário da viagem, os passageiros pagam R$ 3 usando o bilhete dos infratores. Os passageiros pegam o bilhete das mãos do vendedor clandestino e passam pela catraca, devolvendo pela porta giratória da saída.

Em Mauá, outra cidade da Grande São Paulo, a venda ilegal de passagens também ocorre no meio da rua. A diferença é que lá, quem vende o bilhete vai até a catraca com o passageiro.

Na estação Vila Matilde do Metrô, na linha 3-Vermelha, na Zona Leste de São Paulo, a cena se repete.

O SP1 já mostrou que esses bilhetes as vezes também são carregados de forma fraudulenta. o dinheiro nunca chega ao sistema de transporte.

No primeiro semestre, a SPTrans aprendeu bilhetes falsos que se fossem usados causariam um prejuízo de um milhão e duzentos mil reais ao sistema de transporte.

Em breve, esse problema poderá ser da iniciativa privada. O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo, o bilhete único, está nos planos de concessão da Prefeitura de São Paulo que, para isso, fechou um convênio com o estado.

A manutenção do sistema custa cerca de R$ 250 milhões por ano. A ideia é que alguma empresa assuma o serviço. Desta forma, estado e Prefeitura ficariam livres dos custos e ainda poderiam arrecadar com a concessão. A empresa que ganhar a concorrência poderá explorar os 15 milhões de bilhetes único de outras maneiras.

“Hoje, o bilhete único não tem valor agregado, ele só serve para pagar transporte. E uma boa parte da população não tem conta em banco. Ela anda com dinheiro e o Bilhete Único. Esse cartão em países mais modernos em cidades mais modernos, ele já serve como cartão de débitos, cartão de benefícios, cartão que dar prá fazer outras coisas”, afirmou Wilson Poit, secretário municipal de Desestatização e Parcerias.

De acordo com o secretário, os ganhos com o bilhete único vão para saúde e educação.

G1 – 24/07/2017

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