quinta-feira, 13 de julho de 2017

Jovem denuncia assédio em trem da CPTM


Vítima relata à polícia que homem ejaculou e conseguiu fugir do local.

Uma jovem de 26 anos foi assediada dentro de um trem da CPTM por volta das 8h30 da última sexta-feira (7). O trem que seguia para a estação Tatuapé.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima embarcou na estação Guaianases da CPTM, com destino ao seu trabalho. Devido ao horário de pico, o vagão estava lotado e a vítima estava no corredor do trem.

Com o deslocamento da composição da estação Dom Bosco, a mulher percebeu que um rapaz se posicionou atrás dela. Quando as portas se abriram na estação Itaquera, a moça sentiu algo quente em sua nádega esquerda, e ao passar a mão, percebeu que tratava-se de esperma.

A mulher viu que o rapaz estava com a mão no órgão genital fechando o zíper da calça. Ela então segurou o homem pelas roupas e desembarcou com ele.

A vítima pediu ajuda para vigilantes que estavam na plataforma. O suspeito, ao perceber a presença dos vigilantes, se desvencilhou dela e deixou-a no local.

Após o ocorrido, ela foi até um sanitário e limpou a sua calça, o que, segundo a polícia, prejudicou a perícia. Foi determinado o encaminhamento de ofício à CPTM, requisitando mídia contendo imagens gravadas dos fatos.

A ocorrência foi registrada como importunação ofensiva ao pudor no 65° Distrito Policial e encaminhado ao 6° DP Metropolitano.

A CPTM se posicionou por meio de nota. Leia a íntegra:

“Na manhã do dia 7 de julho, uma usuária solicitou auxílio a equipe de segurança após ter sido importunada durante a viagem de trem. O infrator fugiu e as imagens do circuito interno serão encaminhadas para a Delpom, onde o Boletim de Ocorrência foi registrado.
                                                       
A CPTM ressalta que o abuso sexual é um crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A Companhia tem intensificado suas campanhas de cidadania e conscientização e as ações de combate ao crime.  Isso tem estimulado mulheres que passam por este constrangimento a registrarem denúncia e BO em delegacias de polícia.

Em casos de ocorrência, a usuária importunada deve informar o fato imediatamente a um funcionário, apontando o autor, a fim de que o mesmo seja conduzido à Delegacia de Polícia para o registro do BO. Lembrando que, de acordo com a legislação vigente, essa é a única forma de obter êxito na ação, visto que, para a prisão do assediador, é exigido flagrante e testemunha.

A colaboração dos usuários, acompanhando a vítima para servir como testemunha e o registro da ocorrência na polícia são fatores fundamentais para que todos os passageiros tenham seus direitos respeitados e os abusadores sejam punidos.


Os usuários também podem contribuir com a segurança do sistema, denunciando eventuais irregularidades pelo serviço do SMS-Denúncia. Em caso de abuso sexual é importante que seja apontada as características e roupas do autor do crime para que o mesmo seja localizado e detido. O serviço garante total anonimato ao denunciante e a mensagem é recebida no Centro de Controle de Segurança, que destaca os agentes mais próximos para verificação imediata e providências.

As estratégias de segurança contam com agentes uniformizados, em todas as estações do sistema, trajando coletes específicos que facilitam sua localização em meio aos usuários, além de rondas com agentes descaracterizados (sem uniforme) e com o uso de sistema de segurança monitorado com mais de 5 mil câmeras de vigilância em trens e estações de toda a rede. Os denunciados apreendidos pelas equipes de Segurança e as vítimas são encaminhados às autoridades policiais, responsáveis pelos registros legais (Boletim de Ocorrência e Inquérito Policial)”.

R7 – 10/07/2017

Comentário do SINFERP

CPTM e a conversa fiada de sempre, transferindo ao usuário a responsabilidade de denunciar, de identificar, etc. Grande coisa as 5 mil câmeras, se não servem para flagrar e nem prevenir nada.

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