terça-feira, 18 de julho de 2017

Atrasos provocados por defeitos no metrô de Recife (PE) geram reclamações de usuários


O metrô é um meio de transporte utilizado por 400 mil pessoas por dia na Região Metropolitana do Recife (RMR). São duas linhas elétricas: a Sul e a Centro, e uma a diesel, que liga o Cabo de Santo Agostinho a Jaboatão dos Guararapes. Pelo menos na teoria, um meio de transporte rápido e barato, cuja tarifa custa R$ 1,60, mas nem sempre é fácil de utilizar.

Na última semana, duas paralisações no sistema tumultuaram a vida de milhares de pessoas que tiveram que atravessar de um lado para outro da Estação Cajueiro Seco, pelos trilhos, e enfrentaram plataformas mais lotadas que o normal. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o número de falhas nos trens é pequeno.

Na linha Sul de 1 de junho a 13 de julho, foram realizadas 7.294 viagens e registradas falhas em apenas 43 delas, o que significa cerca de 0,58% das viagens. Um número que isolado parece insignificante, mas que na vida dos usuários acarreta uma série de transtornos.

Relatos

A jornalista Tereza Moura já viveu a experiência de estar em um vagão quando o trem quebrou. De acordo com ela, era um dia de muita chuva e todos os passageiros, inclusive idosos, tiveram que descer e caminhar em meio aos trilhos, de volta a uma estação, para pegar outra composição.

A maioria das pessoas reclama que os trens são velhos e desconfortáveis. Além disso, apresentam goteiras, e em muitos o ar condicionado não funciona. Os atrasos provocados pelos defeitos são de longe a principal reclamação, o que revela que a percepção dos usuários sobre as falhas no sistema é bem diferente dos números da CBTU.

TV Jornal – 17/07/2017

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