segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ferroviários e metroviários de São Paulo suspendem paralisação para esta terça-feira


Funcionários da CPTM vão aguardar nova audiência de conciliação, marcada para quarta, mas podem parar na sexta contra desconto de salários. Metroviários manterão "estado de greve" contra privatização.

São Paulo – Ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, em assembleias no início na noite de hoje (31), suspender a greve que estava marcada para começar nesta terça-feira (1º), devido a uma redução nos salários. Eles vão aguardar nova audiência de conciliação marcada para quarta-feira, às 15h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2). E ameaçam cruzar os braços a partir de sexta (4), se não houver acordo. Os metroviários de São Paulo, que finalizaram assembleia por volta de 20h40, também suspenderam o movimento previsto para amanhã, mas se manterão em "estado de greve".
Embora sejam do transporte coletivo e tenham o mesmo empregador, o governo paulista, as motivações das categorias são diferentes neste momento. Os metroviários buscam resistir a tentativas de privatização da Companhia do Metropolitano (Metrô), inicialmente em todas as bilheterias e também na Linha 5-Lilás e na 17-Ouro (monotrilho). E os ferroviários protestam contra uma decisão da CPTM de reduzir em 3,515 os salários, com base em uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) referente a dissídio coletivo de 2011.
Na sexta-feira (28), não houve acordo em audiência de conciliação dos ferroviários comandada pelo vice-presidente judicial do TRT2, Carlos Roberto Husek. Ele propôs parcelar o desconto em duas vezes, a primeira em agosto (1%) a segunda em dezembro (2,51%). A título de compensação, sugeriu uma "movimentação interna e uniforme" dos funcionários entre janeiro e fevereiro de 2018. "A categoria não aceita essa proposta", disse o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos.
Antes, o Tribunal havia deferido liminares que restringiam as possíveis paralisações, tanto no caso da CPTM como no Metrô. No primeiro caso, o vice-presidente judicial determinou manutenção de 80% do efetivo de todos os serviços de operação das 4h às 10h e das 16h às 21h – para os demais, 60%. Ele também proíbe a liberação de catracas aos usuários. Foi fixada multa de R$ 100 mil/dia.
Para o Metrô, o desembargador Willy Santilli também fixou 80% para os períodos das 6h às 9h e das 16h às 19h. O valor da multa é o mesmo.
A representação dos ferroviários se divide em três sindicatos da categoria, além dos engenheiros: o dos trabalhadores em empresas ferroviárias (filiado à UGT) inclui as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, o da Central do Brasil (CUT) tem a 8-Diamante e a 9-Esmeralda e o da Sorocabana, as 11-Coral e 12-Safira. No total, são 92 estações em 22 municípios, em um total de 260,8 quilômetros. No ano passado, a média de passageiros transportados foi de 2,7 milhões em dias úteis.
Já o Metrô transportou, em média, 3,7 milhões de passageiros por dia útil. As linhas mais movimentadas são a 3-Vermelha (média de 1,409 milhão/dia) e a 1-Azul (1,371 milhão). São mais 652 mil na Linha 2-Verdade e 260 mil na Linha 5-Lilás. Na Linha 4-Amarela, administrada pelo setor privado em regime de concessão, a média é de 700 mil por dia.
RBA – 31/07/2017

Metrô e CPTM podem paralisar nesta terça-feira


Funcionários farão assembleia para tomar decisão.
Trabalhadores do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trem Metropolitano) se reúnem nesta segunda-feira (31), a partir das 18h30, para votar se entram em greve e paralisam a circulação dos transportes na próxima terça-feira (1º).
Os metroviários paulistas protestam contra a terceirização das bilheterias e a privatização da Linha 5—Lilás, que liga Capão Redondo a Adolfo Pinheiro, na zona sul.
Já os funcionários da CPTM pretendem fazer greve para impedir uma possível redução salarial da categoria.
Nesta segunda-feira, Metrô e CPTM funcionam normalmente.
R7 – 31/07/2017

Conluio de elites sufoca a democracia em São Paulo


O conceito de separação de poderes, fundamental para a democracia, tem sido pisoteado no estado de São Paulo. Uma tese de doutorado publicada neste ano na FGV-SP pela advogada Luciana Zaffalon confirma a percepção que sempre se teve sobre a promiscuidade entre Executivo, Legislativo e o Judiciário em solo bandeirante.
Foi a partir da experiência como ouvidora externa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo que Zaffalon decidiu estudar as dinâmicas que operam no funcionamento da Justiça paulista. A pesquisa analisou centenas de projetos de lei e documentos das instituições judiciárias de São Paulo (Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Ministério Público) entre 2012 e 2015 e concluiu haver uma relação de compadrio com governo do Estado e Assembleia Legislativa (Alesp). A força política do PSDB, hegemônica no estado de São Paulo, opera dentro do sistema de justiça, numa dinâmica em que os poderes se blindam e defendem seus interesses corporativos.
Luciana fez um levantamento dos pedidos de suspensão de decisões judiciais solicitados pelo governador paulista ao Tribunal de Justiça.Todos os recursos contra o Estado vão para lá, a segunda instância, um lugar em que Alckmin raramente sai com uma decisão desfavorável. Há uma única situação em que o governo perde todas as vezes: quando questiona o teto salarial das carreiras jurídicas, as mais bem pagas do Estado. Por outro lado, 82% dos “processos que trataram de licitações, contratos ou atos administrativos” foram aprovados, assim como 87%  das “questões afetas à privação de liberdade” –  relativas à suspensão de direitos dos presos. São casos de transferência por superlotação, problemas com banheiros, com ventilação e descumprimentos do Estatuto da Criança e do Adolescente na Fundação Casa. Bruno Shimizu, defensor público do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública, foi entrevistado para a pesquisa e deu um exemplo:
“em uma ação pedimos a instalação de aparelhos para aquecimento de água nos dias mais frios do ano porque os presos com tuberculose tomam banho frio. Mesmo no inverno, tomam banho frio. A gente entrou com uma ação pública bem instruída, com parecer médico, prova. O juiz concedeu uma liminar mandando o Estado em 60 dias fazer as obras para instalar pelo menos um chuveiro por raio. Essa liminar foi suspensa pelo presidente do Tribunal, na época ainda era o Ivan Sartori, e está suspensa até hoje.”
Em 2015, 96,8% dos membros de carreira do Ministério Público paulista tiveram rendimento mensal de R$46 mil, muito acima do teto constitucional, que era de R$33.763. Tudo isso sem contar férias e 13º salário. Parece que o termo “constitucional” não vale para essa casta abastada.
O Legislativo também entra nessa rede de camaradagem. Todo começo de ano, após a aprovação das Leis Orçamentárias, a Alesp transfere para o governador o poder de requisitar suplementações orçamentárias, uma atribuição que deveria ser dos deputados, segundo a Constituição do estado. Segundo a pesquisa, só em 2015, isso resultou em quatro aumentos de verbas para o Tribunal de Justiça em formas de auxílios creche, alimentação e funeral.
Zaffalon analisou 404 propostas legislativas apresentadas à Alesp que propunham mudanças no sistema judiciário entre 2012 e 2015. Apenas 17% delas não implicaram em aumento do orçamento, o restante resultou em bonificações e auxílios diversos. Os campeões em aprovação em propostas, claro, foram os tucanos.
Quando consideramos a taxa de aproveitamento dos projetos, o governador do Estado assume destacada diferença frente aos demais, com 91% de suas propostas aprovadas. É seguido pelos deputados do mesmo partido (PSDB) Mauro Bragato, que obteve aprovação de 36% de suas propostas, e Fernando Capez, com 23% de aprovação.
Oriundo do Ministério Público paulista, Fernando Capez (PSDB) foi presidente da ALESP até março deste ano, quando foi substituído por  Cauê Macris (PSDB), eleito com 88 dos 94 votos. Os tucanos ocupam a presidência da casa há 10 anos ininterruptamente, uma hegemonia para ninguém botar defeito. Não é à toa que lá CPIs são engavetadas em série.
Capez tem um irmão procurador aposentado, um outro irmão que é juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e sua esposa e uma cunhada fazem parte do corpo do Ministério Público paulista.
Outro fato curioso é a proximidade quase umbilical entre o MP e a Secretaria de Segurança Pública. Dos oito secretários que ocuparam a pasta nos últimos 20 anos, apenas um não veio do MP. Promotores que hoje fiscalizam as ações da Polícia Militar são potenciais candidatos a comandantes dela amanhã, basta não desagradarem o governador e se manterem alinhados ideologicamente. É esse o nível de independência judicial em São Paulo. Talvez ajude a explicar a dificuldade do MP em investigar a violência policial em manifestações e nas periferias, em questionar a política de encarceramento em massa e a recorrente prática de tortura nas delegacias.
A lógica se repete em outras áreas do governo, como mostra a Agência Pública:
“de janeiro de 2015 a 2016 dez membros do MPSP se afastaram para ocupar cargos no Executivo estadual. Desses, três foram para a SSP e quatro para a Secretaria de Meio Ambiente. Outros dois deixaram temporariamente o órgão por posições na Assembleia Legislativa. A Corregedoria-Geral do Estado de São Paulo também passou a ser presidida por um procurador. Todos puderam manter os salários de promotor ou procurador, maiores do que os pagos no Executivo e no Legislativo.”
A lerdeza e a omissão com que são tratados casos de corrupção envolvendo tucanos em São Paulo é flagrante. O escândalo do cartel dos trens é o exemplo mais clássico. Em 2011, autoridades suíças solicitaram ao Ministério Público investigações sobre três suspeitos no caso. O procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações no Brasil, ficou quase três anos sem responder. Depois de muito insistirem, os suíços cansaram de esperar e desistiram de prosseguir no caso, arquivando a investigação. O motivo alegado pelo procurador é um escárnio: o pedido foi guardado em uma pasta errada.
Apesar de estar escancaradamente consolidada no estado, essa calamidade na separação dos poderes não é uma exclusividade paulista. Ela se repete em menor grau em outros estados da federação. Como bem lembrou a jornalista Maria Cristina Fernandes – uma das poucas vozes da grande mídia a comentar a pesquisa de Zaffalon – em um momento em que se fala muito sobre a “judicialização da política”, é bom atentar também à outra face da moeda, a “politização do judiciário”.
Poderes que deveriam estar se moderando, trabalhando como contrapesos a fim de evitar autoritarismos, estão do mesmo lado da balança e funcionando como linhas auxiliares entre si. Enquanto esse conluio de elites serve para manter privilégios e atender a interesses corporativos, à maioria pobre restam o abuso de autoridade, a violência policial, a tortura e as cadeias.
The Intercept – João Filho - 30/07/2017
Comentário do SINFERP
São Paulo TREM Jeito vem insistindo nisso faz tempo, muito tempo.

Consórcio negocia venda de concessão da 'linha das universidades' do metrô se São Paulo


O consórcio Move SP recebeu proposta de uma empresa internacional interessada em adquirir a concessão da linha 6-laranja, mais conhecida como "linha das universidades", do metrô paulistano.
A negociação, de caráter confidencial, é válida por 60 dias e foi comunicada à pasta dos transportes da gestão Alckmin (PSDB). Caso o acordo se concretize, o governo não precisará relicitar o processo de concessão e as obras, que estão paradas, têm a previsão de serem retomadas ainda neste semestre.
Nos próximos dois meses, a Move SP vai analisar questões jurídicas, financeiras e técnicas da nova proposta.
O interesse internacional pelo empreendimento alivia a situação financeira da Move SP. Três das empreiteiras do consórcio (Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia) estão sendo investigadas pela operação Lava Jato pelo pagamento de propinas a políticos, o que inviabilizou a obtenção de financiamento para o prosseguimento das obras.
A implantação da linha 6-laranja teve início em janeiro de 2015 e, em 2 de setembro do ano passado, por decisão unilateral, a Move São Paulo informou a paralisação integral das obras, alegando dificuldades na obtenção de financiamento de longo prazo junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Pelo contrato, a concessionária é a única responsável pela obtenção dos financiamentos para a construção, cuja execução atingiu os 15%. O governo Alckmin aportou, até o momento, R$ 694 milhões para pagamento de obras e R$ 979 milhões para pagamento das desapropriações de 371 ações.
Prometida durante a campanha de Alckmin, a linha 6-laranja é apenas uma das seis obras de expansão do Metrô. Todas elas estão atrasadas.
ATRASO
Com 15 km de extensão e 15 estações, a linha 6-foi apelidada de linha das universidades, por ter em seu trajeto sedes de instituições de ensino como PUC, Mackenzie e FAAP. O anúncio da linha foi feito ainda na gestão José Serra (PSDB), em 2008. Na época, a promessa era de que a linha já estaria em operação em 2012.
Na época, moradores de Higienópolis se organizaram para protestar pela presença do metrô. O termo "gente diferenciada" chegou a ser usado para descrever as pessoas que seriam atraídas por uma estação no tradicional bairro paulistano.
A assinatura do contrato de PPP (parceria público privada) só ocorreu em dezembro de 2013, quando a estimativa era de que a linha poderia funcionar parcialmente até 2018.
O contrato foi comemorado por ser a primeira PPP plena do Brasil. Ou seja, o consórcio vencedor não apenas faria a obra, como seria responsável pela operação da linha por 25 anos. A expectativa é de que isso tornaria o projeto mais atrativo à iniciativa privada, além de incentivar o término das obras. O custo total do empreendimento é de R$ 9,6 bilhões, dos quais R$ 8,9 bilhões serão divididos entre governo e o consórcio.
OUTRAS LINHAS
Ramais previstos no planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos em 2013, mas que não tiveram nem as obras iniciadas

Linha 19-celeste (Campo Belo - Guarulhos)
Linha 20-rosa (Limão - Santo André)
Linha 23-magenta (Lapa - Dutra)

Folha de São Paulo – 31/07/2017

Comentário do SINFERP
Venda de concessão... Um negócio dentro de um negócio chamado concessão. Tá certo: esse governo faz o que bem entende com os interesses públicos,  como se fossem interesses privados deles.

domingo, 30 de julho de 2017

João Dória cortou 148,3 milhões de terminais e corredores de ônibus para subsidiar empresas


Doria: o lobista tornado prefeito
A gestão do prefeito João Dória (PSDB) cortou R$ 148,3 milhões previstos em obras de implementação de corredores e terminais de ônibus em São Paulo e na reforma do Autódromo de Interlagos para subsidiar as empresas de ônibus. As empresas de transporte em São Paulo lucram milhões com esses subsídios além da tarifa extremamente cara enquanto a população sofre em ônibus precários e lotados.

Segundo o jornal Estado de São Paulo o orçamento de R$ 1,8 bilhão destinado a suprir o déficit entre o custo do sistema e a receita com as passagens já acabou, faltando ainda cinco meses para o término do ano. Ou seja, as empresas já lucraram bilhões, e devem seguir agora prejudicando mais a população, já que as obras de corredores de ônibus serão suspensas.
"Essa é a primeira (transferência de dinheiro). A partir de agora vai ter todo mês", resumiu o secretário municipal da Fazenda, Caio Megale. A expectativa é de que o gasto com subsídio tarifário chegue a R$ 3 bilhões neste ano, volume recorde - em 2016 foram R$ 2,5 bilhões. Isso significa que será preciso remanejar mais R$ 1 bilhão para cobrir o “rombo” do sistema de transporte municipal.
O decreto destinando mais verba para os ônibus foi publicado ontem pelo presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), que está como prefeito interino por causa da viagem de Doria à China e da licença do vice Bruno Covas (PSDB).
A maior parte dos recursos foi retirada do orçamento de corredores de ônibus (R$ 70 milhões) e terminais (R$ 62,6 milhões), cujas obras estão suspensas desde a gestão de Fernando Haddad (PT) por falta de repasse de dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Entre elas estão a ampliação do Terminal Jardim Ângela, na zona sul, e a construção do Corredor Radial Leste 1, na zona leste.
"O governo federal já sinalizou, por causa da crise fiscal, que esses recursos não virão. Ou seja, essas obras dificilmente sairiam este ano. A origem do problema está no orçamento aprovado pela Câmara no ano passado, que reservou R$ 1,8 bilhão para subsídio do ônibus quando já havia gasto quase R$ 3 bilhões", afirmou Megale.
“Crise fiscal” que nunca atinge os privilégios dos políticos e juízes, mas sim só serve para prejudicar mais a população e retirar seus direitos. Neste mês, a gestão Doria reduziu o horário de vigência do benefício do Passe Livre Estudantil para duas horas e até quatro embarques por dia para cortar R$ 70 milhões até o fim do ano.
Dória até agora só não autorizou aumentar novamente o transporte por medo da mobilização da juventude e dos trabalhadores, tal como foi vista em junho de 2013.
Esquerda Diário – 28/07/2017
Comentário do SINFERP
Parece que a máscara do alcaide engomadinho vai cair mais depressa do que se imaginava. Tomara que sim.

sábado, 29 de julho de 2017

A culpa é da SuperVia (crônica)


O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui (Texto publicado originalmente no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 2017)
José Carlos Prober, presidente da Supervia.
Leopoldina está abandonada? O teleférico do Alemão não funciona? O elevador da estação de Bonsucesso está parado? A passarela de São Cristóvão está às escuras? Camelôs vendem produtos roubados nos trens? O pantógrafo desarmou, o trem parou e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos? A linha está cheia de lixo? Tem homem no vagão feminino? Estão construindo barracos na beira dos trilhos? O trem está superatrasado? Circulando com a porta aberta? Assaltos e tiroteios assustam passageiros? Pessoas acessam as linhas por passagens clandestinas? Dependentes de drogas perambulam pelos trilhos?

Tudo isso e mais alguma coisa, saibam todos, não é culpa da SuperVia, como geralmente sugere a mídia, que, sem tempo ou espaço, nem sempre contextualiza os problemas diários do serviço. Mas é tudo isso, infelizmente, que ajuda a manter no imaginário carioca um conceito (ou preconceito) que exige do trem do Rio um esforço muito além dos trilhos para firmar-se como alternativa saudável no mapa do transporte público do estado. O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui, lembremos. E resolve o transporte de massa nas maiores cidades do mundo.
Claro, todos sabemos que há ainda muito por fazer no transporte ferroviário do Rio. Mas, nos últimos anos, o trem igualou-se ao metrô para fazer dos trilhos, por exemplo, o único modal do Rio a oferecer ar-refrigerado praticamente pleno aos passageiros. Ainda assim, ao contrário dos outros modais, trem rodar lotado nos horários de pico costuma ser manchete nos noticiários de serviço da manhã. O trem responde por meros 7% das viagens diárias do Grande Rio, mas qualquer atraso é mais noticiado do que o tempo que os passageiros de outros transportes perdem nos congestionamentos do trânsito.
A operação dos trens do Rio é uma concessão. Para resolver todos os problemas que o imaginário da metrópole supõe serem dela, a concessionária teria que ter estrutura comparável a de um governo estadual. No passado, por exemplo, o serviço chegou a contar com um batalhão exclusivo da PM, hoje minguado com a crise da segurança pública no estado.
Em nenhuma das respostas às perguntas do primeiro parágrafo o sujeito é a SuperVia. Hoje, de cada dez ocorrências no sistema, podemos dizer que oito são interferências externas, contra as quais a concessionária nada pode fazer. Ainda assim, o sistema chegou a transportar 700 mil passageiros/dia no ano passado (a crise econômica comeu 100 mil deles) e sua frota quase toda renovada faz em média mil viagens por dia, 95% delas em composições com ar-refrigerado.
A despeito do que a SuperVia já investiu no sistema — R$ 1,6 bilhão nos últimos cinco anos — o serviço continua carecendo de investimentos maciços do poder público (a exemplo do que ocorre com o metrô), os quais, por sua vez, dependem de uma visão estratégica sobre transporte público em toda a área metropolitana do Rio.
Enquanto isso não ocorre, operar o trem do Rio só com resiliência. Uma superdose diária de resiliência.
O Globo – 27/07/2017 – mas republicado pela Associação dos Arquitetos e Engenheiros do Metrô de São Paulo, puxando o saco do presidente da SuperVia. Afinal, o homem pode gerar empregos, né?
Comentário do SINFERP
Ô dó da SuperVia e de seu resiliente presidente.

Metrô e trens podem parar na próxima terça em São Paulo


Metroviários e ferroviários anunciaram possível paralisação na próxima terça.

O motivo para os ferroviários é a ameaça de redução da tabela salarial em 3,51%.
Já os metroviários afirmam lutar contra privatização e terceirização do Metrô e as reformas do governo.

Caso as paralisações ocorram, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu liminares que obrigam que 80% do efetivo da CPTM trabalhe das 4h às 10h e das 16h às 21h.
Já no Metrô, os mesmos 80% devem ser mantidos das 6h às 9h e das 16h às 19h. 

Metro  - 29/07/2017

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Trem da Linha Esmeralda da CPTM é esvaziado após mochila de usuário pegar fogo


Passageiro carregava um litro de cloro em sua mochila. Por segurança, passageiros tiveram que descer do veículo e continuar a viagem em outros trens.
SÃO PAULO - Todos os passageiros de um trem da Linha 9-Esmeralda tiveram de descer do veículo após a mochila de um usuário pegar fogo na noite desta quarta-feira, 26. O fato ocorreu na Estação Santo Amaro em um trem que viajava no sentido Osasco-Grajaú.
Pelo Twitter, passageiros informaram que um celular pegou fogo dentro de uma mochila e assustou os passageiros do veículo.  
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que os passageiros apagaram o incêndio com os extintores que estavam dentro do trem e que o veículo foi encaminhado para limpeza. Por motivos de segurança, os passageiros seguiram viagem em outros trens. 
O Estado de São Paulo – 26/07/2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Itaquaquecetuba (SP) sedia audiência pública do Ferroanel nesta quinta


Nesta quinta-feira (27), em Itaquaquecetuba, uma audiência pública discute o licenciamento ambiental do Ferroanel. O evento é às 17h, no Centro Esportivo Municipal (Cemi).
O traçado do ferroanel vai passar pela cidade e também por Arujá, Guarulhos e São Paulo. O Ferroanel Norte é um ramal ferroviário de 53 quilômetros de extensão que interligará as estações de Perus, em São Paulo, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, em área contígua ao traçado do Rodoanel.
O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Trecho Norte do anel ferroviário foi entregue em junho ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Segundo a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A, uma primeira audiência já foi realizada em Arujá na terça-feira (25).
Entre outros aspectos gerais sobre o empreendimento, representantes da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e da DERSA informarão à sociedade que a previsão é desapropriar apenas uma propriedade agrícola do município, cuja área será necessária para a execução das obras.
Em todo o traçado serão desapropriados 127 hectares, 31 moradias, 64 edificações vinculadas a atividades econômicas e 77 propriedades agrícolas.
O EIA e o Rima servirão como base para as análises de viabilidade ambiental do empreendimento e sua discussão com a população. O Estudo foi preparado pela DERSA, empresa vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, com recursos repassados pela EPL, empresa pública federal.

Ferroanel

A implantação do Ferroanel Norte, iniciativa estratégica entre União e Governo do Estado, possibilitará que os trens de carga que hoje compartilham os mesmos trilhos com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) sejam desviados, eliminando o conflito entre cargas e passageiros nos trilhos que cortam o interior da metrópole.
O novo ramal, cuja extensão inclui 6,4 quilômetros no município de Itaquaquecetuba, permitirá a movimentação de cargas do interior do Estado para o Porto de Santos, bem como a passagem de comboios entre o interior e o Vale do Paraíba.
A transposição da Região Metropolitana de São Paulo em uma via dedicada terá a função de transferir cargas, hoje rodoviárias, para o modo ferroviário.
As projeções indicam a retirada a médio prazo de 2,8 mil caminhões/dia das estradas com boa possibilidade desse número superar 7,3 mil caminhões/dia ao longo do tempo.

Audiência Ferroanel em Itaquaquecetuba
Quando: quinta-feira (27)
Horário: 17h
Onde: Centro Esportivo Municipal (CEMI)
Endereço: Rua Manoel Garcia, 160, Centro, Itaquaquecetuba

G1 – 27/07/2017
Comentário do SINFERP
Bem, discutir não custa nada e nem obriga ninguém a nada, não é?

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Trem oferece jantar passando por pontos turísticos


Oferecer uma experiência única. Essa é a proposta de trens-restaurantes que circulam pela Itália com a promessa de surpreender os clientes pela gastronomia e pelo turismo. Em Milão, a versão do trem-restaurante é comandada pela empresa ATMosfera, que introduziu pela primeira vez o serviço em 2006 e até hoje leva seus clientes de uma forma diferente aos principais pontos turísticos da cidade.

O passeio, que custa 70 euros - cerca de R$ 256 -  por pessoa, dura cerca de 2h30 e serve pratos e vinhos especialmente selecionados. Há três opções de cardápio (carne, peixe ou vegetariano) e o restaurante é comandado por chefes italianos e estrangeiros.

Em entrevista à agência de notícias Ansa, Fabio Mosconi, responsável pelo departamento de Serviços Diversificados do ATMosfera, contou que, "em 2016, foram servidos 15.600 jantares, com uma média de preenchimento de 91% das vagas disponíveis".

Apesar de ser uma atração turística, o passeio atrai mais italianos que estrangeiros. "O público consiste na maior parte de italianos, mas também recebemos clientes do mundo todo e a reserva precisa ser feita on-line", explicou o manager. Para quem procura uma experiência mais exclusiva, é possível alugar os trens para festas privadas e casamentos, que são realizados, segundo Mosconi, uma vez a cada três meses.

O ATMosfera possui dois trens de época restaurados, os quais comportam 24 pessoas e seu ponto de partida fica na via Cantù. O serviço é oferecido todos os dias da semana, com um trem partindo às 20h00 e o outro, às 20h30. Equanto janta, o público aprecia música clássica e atravessa os principais pontos turísticos de Milão.


Roma


Já em Roma, dois trens disponibilizam o serviço de restaurante. Um é o Tramjazz, uma opção mais romântica, pois uma banda de jazz toca pelo trajeto enquanto o jantar é servido à luz de velas, com pratos típicos da região da Lazio e com vista para o Coliseu. O ingresso custa 70 euros.

O outro é o Ristotram, que também oferece música ao vivo e menus exclusivos por 60 euros - equivalentes a R$ 220 - por pessoa. O passeio em ambos os trens-restaurantes dura cerca de 3 horas, partindo da praça Porta Maggiore e passando pelos principais pontos turísticos de Roma.
Band.com – 24/07/2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

Viagens de trem e VLT de Maceió (AL) ficarão suspensas por três dias, informa CBTU


Medida foi tomada após solicitação da Prefeitura de Maceió para obras em uma galeria danificada devido às chuvas.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou por meio de nota, nesta segunda-feira (24), que as viagens de trens e do VLT ficarão suspensas por três dias após uma solicitação da Prefeitura de Maceió.  Durante o período, serão feitos reparos em uma galeria que foi danificada no bairro do Mutange, devido às chuvas no último sábado (22). 
As viagens devem ser normalizadas a partir da próxima quinta-feira (27).
De acordo com a assessoria da CBTU, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) informaram que será necessária a utilização de máquinas pesadas no local, o que impedirá a circulação dos trens por questões de segurança.
A galeria danificada provou a queda de uma barreira que fica próxima à linha férrea que corta o bairro. Desde o último sábado, moradores da região interditaram a Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, via principal do Mutange, por conta que o rompimento da galeria provocou uma enxurrada e terminou invadindo as casas. O tráfego de veículos foi liberado no início desta tarde.
Gazeta Web – Rafael Maynard – 24/07/2017

Vendedores ilegais de passagens de trem e Metrô continuam agindo em SP


Esquema fraudulento pode ser visto em estações da capital paulista e região metropolitana. Passageiros pagam R$ 3 para usar o Bilhete Único.

A venda ilegal de passagens de trem e Metrô continua sendo realizada em estações da capital paulista e da região metropolitana. O esquema foi flagrado pela equipe de reportagem do SP1.

Na estação Celso Daniel, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na Grande São Paulo, pelo menos quatro vendedores ilegais agiam ao mesmo tempo.

Ao invés dos R$ 3,80, valor unitário da viagem, os passageiros pagam R$ 3 usando o bilhete dos infratores. Os passageiros pegam o bilhete das mãos do vendedor clandestino e passam pela catraca, devolvendo pela porta giratória da saída.

Em Mauá, outra cidade da Grande São Paulo, a venda ilegal de passagens também ocorre no meio da rua. A diferença é que lá, quem vende o bilhete vai até a catraca com o passageiro.

Na estação Vila Matilde do Metrô, na linha 3-Vermelha, na Zona Leste de São Paulo, a cena se repete.

O SP1 já mostrou que esses bilhetes as vezes também são carregados de forma fraudulenta. o dinheiro nunca chega ao sistema de transporte.

No primeiro semestre, a SPTrans aprendeu bilhetes falsos que se fossem usados causariam um prejuízo de um milhão e duzentos mil reais ao sistema de transporte.

Em breve, esse problema poderá ser da iniciativa privada. O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo, o bilhete único, está nos planos de concessão da Prefeitura de São Paulo que, para isso, fechou um convênio com o estado.

A manutenção do sistema custa cerca de R$ 250 milhões por ano. A ideia é que alguma empresa assuma o serviço. Desta forma, estado e Prefeitura ficariam livres dos custos e ainda poderiam arrecadar com a concessão. A empresa que ganhar a concorrência poderá explorar os 15 milhões de bilhetes único de outras maneiras.

“Hoje, o bilhete único não tem valor agregado, ele só serve para pagar transporte. E uma boa parte da população não tem conta em banco. Ela anda com dinheiro e o Bilhete Único. Esse cartão em países mais modernos em cidades mais modernos, ele já serve como cartão de débitos, cartão de benefícios, cartão que dar prá fazer outras coisas”, afirmou Wilson Poit, secretário municipal de Desestatização e Parcerias.

De acordo com o secretário, os ganhos com o bilhete único vão para saúde e educação.

G1 – 24/07/2017

VLT de Fortaleza (CE) inicia operação assistida nesta terça com viagens grátis


A Operação Assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no trecho das estações Borges de Melo a Parangaba terá início nesta terça-feira (25). De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), o trecho faz parte do Ramal Parangaba/Mucuripe que se integrará com as linhas Sul e Leste e, indiretamente, com a Linha Oeste, cruzando 22 bairros.
São 13 km de via dupla, sendo 1,5 km de via elevada e 10 estações. Quando concluído, a demanda prevista é de 90.000 passageiros por dia.
O governador do Ceará, Camilo Santana, dará início à utilização do sistema, com saída prevista para 8h30min da Estação Borges de Melo, perfazendo o trajeto entre as estações Borges de Melo, Vila União, Montese e terminando em Parangaba.
Por se tratar de uma Operação Assistida, não haverá cobrança de passagem nesta fase. O sistema funcionará, no período, entre as 8h e 12h, de segunda a sexta-feira.
O trecho em Operação Assistida tem cinco quilômetros de extensão, compreende quatro estações e vai ligar a Parangaba ao Bairro de Fátima, passando pela Vila União, Itaoca e Montese. Para a operação, serão utilizados três trens – dois na via e um de reserva. Neste primeiro momento o VLT se integrará com o Metrô de Fortaleza e transporte rodoviário urbando, através da estação da Linha Sul e terminal, ambos no bairro Parangaba.
O início da Operação Assistida representa um avanço nas obras do trecho 2 (Parangaba – Borges de Melo) do VLT, que operava em fase experimental, sem passageiros, desde setembro do ano passado. Com 96% de execução, o trecho já está em fase de conclusão.
Além do trecho 2, as obras seguem no trecho 1, que corresponde à passagem inferior da Borges de Melo e já alcança cerca de 70% execução, com entrega prevista para setembro deste ano. Já no trecho 3, que fica entre as estações Borges de Melo e Iate, as obras vão passar por nova licitação nos dias 17 e 18 de agosto, para acelerar a conclusão.
Atrasos e paralisações nas obras
O VLT estava previsto inicialmente para ser inaugurado em 2014, a tempo de ser usado na Copa do Mundo, mas sofreu uma série de atrasos, e o então governador do Ceará, Cid Gomes, rompeu o contrato com a empresa responsável.
Foram iniciados um novo processo de licitação para contratar uma nova empresa, que concluiu a obra do VLT com três anos de atrasos.
G1 – 24/07/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Doria planeja vender o transporte público de São Paulo todo de uma só vez


A Prefeitura de São Paulo planeja lançar ao mesmo período as três grandes privatizações de transporte público: a operação dos terminais de ônibus, das linhas e do sistema de pagamento do bilhete único.



A Prefeitura de São Paulo planeja lançar ao mesmo período as três grandes privatizações de transporte público: a operação dos terminais de ônibus, das linhas e do sistema de pagamento do bilhete único. Trata-se de formar um "pacotão do transporte público" e vende-lo aos empresários para lucrarem em cima da mobilidade urbana da maior cidade do país.

É um grande risco à qualidade do transporte público e ao custo do transporte público na vida do trabalhador, pois submete esse direito fundamental aos interesses de mercado, de lucro, de grandes empresários estrangeiros e despreocupados com a população.

A estratégia, diz o prefeito João Doria (PSDB), é atender ao "grande apetite" de capitalistas árabes e asiáticos no setor. Doria, em visita à China, tem hoje reuniões no Banco da China e no Banco de Desenvolvimento da China e deve focar as conversas em duas das três privatizações: terminais e bilhete único. A estratégia é preparar terreno para "negócios" futuros.

Esquerda Diário – 24/07/2017

Comentário do SINFERP

Realmente, é a fome com a vontade de comer. O grande apetite dos capitalistas árabes e asiáticos diante da grande oferta da apetitosa oferta capitalista do engomadinho alcaide da capital dos paulistas.

Acidente interrompe parte da linha 12 da CPTM


Um acidente envolvendo um trem de manutenção nas proximidades das estações Tatuapé e Engenheiro Goulart, zona leste de São Paulo interdita uma via da linha 12 Safira (Brás/ Calmon Viana), fazendo com que os trens sigam em velocidade reduzida.
O trem de manutenção bateu no muro de uma casa. Ainda não há informações sobre vítimas.
As composições de passageiros seguem apenas por uma na região, provocando lentidão no trecho entre USP Leste e Tatuapé.
A CPTM acionou ônibus da operação PAESE para dar apoio aos passageiros, São 25 veículos operando neste trecho.
Não há previsão para normalização.
Diário do Transporte - Adamo Bazani – 24/07/2017
Comentário do SINFERP

Ah! Foi um acidente, e não uma falha.