terça-feira, 27 de junho de 2017

Metroviários e bancários vão aderir à greve geral desta sexta em SP


Jornal GGN - Os metroviários de São Paulo decidiram que farão uma paralisação de 24 horas nesta sexta-feira (30), junto com as mobilizações da greve geral promovida pelas centrais sindicais contra a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. 

O sindicato da categoria afirma que as atividades serão paralisadas a partir da meia noite de sexta nas linhas 1-azul, 2- verde, 3-vermelha, 5-lilás e 15-prata. A linha 4-Amarela, administrada pela empresa ViaQuatro, deverá funcionar normalmente.

Na CPTM, os ferroviários das linhas 7-rubi e 10-turquesa realizarão uma assembleia na quinta (29) para definir se participam das mobilizações.  

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, responsável pelas linhas 8-diamante e 9-esmeralda, afirma que que não irá aderir à greve. Os ferroviários das linhas 11-Coral e 12-Safira não informaram se irão paralisar as atividades, assim com os motoristas de ônibus, que ainda não se posicionaram. 

Bancários

Ontem (26), uma assembleia do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região decidiu aderir à paralisação do dia 30. De acordo com Ivone Silva, presidenta eleita da entidade, a assembleia referendou consulta feita nos locais de trabalho, em que 80% de 13.666 trabalhadores consultados optaram pela adesão à greve.

Juvandia Moreira, atual presidente do sindicato, disse que as propostas do governo Temer são "contrarreformas que desmontam direitos". "Uma acaba com a aposentadoria. A outra, acaba com a carteira de trabalho. Vai transformar todo trabalhador em alguém que faz bico", afirmou.

Centrais sindicais

Nove centrais sindicais assinaram um manifesto de apoio à greve na última sexta-feira. No entanto, cada categoria ficou livre para apoiar com greve ou somente participando das manifestações. 

Assinam a nota de convocação da greve a CUT (Central Única dos Trabalhadores); Força Sindical; CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil); a CSB – (Central dos Sindicatos Brasileiros); CSP Conlutas (Central Sindical e Popular); CTB (Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil); Intersindical (Central da Classe Trabalhadora); NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores); e UGT (União Geral dos Trabalhadores).
GGN – 27/06/2017

2 comentários:

Anônimo disse...

Sindicato da 8:e 9 bajulando o picolé para manter a base depois da privatização. Como muito provavelmente a Concessionária que assmir as linhas não vai aproveitar os ferroviários e terá seu pessoal próprio (ganhando menos da metade do salário dos ferroviários), ela vai fazer igual a linha amarela, vai negociar com um sindicato de empresas concessionárias. O pelegão vai quebrar a cara

SINFERP disse...

Parece mais ou menos claro que a CCR pode tornar-se a concessionária. Se for isso, fará o mesmo que fez com a linha Amarela - virá trazendo no bolso seu próprio sindicato de trabalhadores. Porém, o pelegão está fazendo jogo para ver se consegue manter representação das linhas.