quarta-feira, 31 de maio de 2017

Metroviários de SP realizam Audiência Pública contra privatização do transporte


Hoje na Assembleia Legislativa de SP (ALESP) aconteceu a Audiência Pública contra a Privatização do Metrô de SP, organizado pelo Sindicato dos Metroviários e o Deputado Carlos Gianazi (PSol- SP), teve a participação para além de metroviários das linhas e manutenção, movimentos sociais de moradia do Jardim União, a presença de Guilherme Boulos pelo MTST, centrais sindicais como CSP-Conlutas, CUT, CTB e Unidos pra Lutar, deputados e vereadores do PT, PC do B e PSOL, além de representantes de outras organizações como o MRT, Mais e o PSTU, entre outros que apoiam a luta contra a privatização.

A privatização que avança no Metrô de SP agora com Geraldo Alckmin decidindo manter o calendário do leilão da concessão das linhas 5-Lilás do metrô e 17-Ouro do monotrilho (leilão este que está marcado para o dia 4 de julho), vendendo-os com o valor mínimo de R$ 189,6 milhões, para um período de concessão por 20 anos, irá precarizar o transporte da cidade e prejudicar ainda mais a população com piores serviços e aumento de passagens. Os consórcios vencedores irão cuidar apenas da manutenção e da operação comercial das linhas, sem custos de construção.

Para Felipe Guarnieri "Com a venda destas linhas estatais às grandes empresas, seguirão sendo aprofundadas as péssimas condições do transporte público em SP para a população que já sofre com o sufoco cotidiano no Metrô, mas também aprofunda as condições de trabalho dos trabalhadores do transporte que irão perder seus empregos para seguir enchendo os bolsos de políticos e empresários de corrupção. A privatização do Metrô nada mais é do que a garantia de continuidade do caixa 2 tucano nas próximas eleições. Os metroviários devem seguir esta luta contra a precarização dos transportes junto a luta nacional, para que não somente Temer caia, mas junto com ele as reformas trabalhista e da previdência. As centrais que demoraram para chamar a greve geral devem fazer uma preparação séria, pois são os patrões e empresários que devem pagar pela crise. Por isso, levantamos a necessidade de uma assembleia constituinte livre e soberana que em primeiro anule todas as reformas, e que possa discutir os principais temas do país como a necessidade da estatização de todo o transporte sob controle dos trabalhadores e da população ".

Esquerda Diário – 29/05/2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Trensurb (RS) dá prazo para empresas apresentarem nova entrega dos trens fora de circulação


A Trensurb se reuniu no último dia 23 de maio com os presidentes das empresas Alstom e CAF para tratar do conserto dos novos trens. Os representantes do consórcio responsável pelos veículos foram convocados a apresentar uma solução até o fim desta semana. As informações são da Rádio Gaúcha.

Dos 15 novos trens, cinco seguem fora de circulação. As empresas deverão enviar oficialmente um novo prazo de forma a resolver definitivamente as pendências técnicas. A Trensurb, porém, não informou o que irá fazer se as empresas não derem uma resposta até sexta-feira (02). O Consórcio FrotaPOA, formado pelas empresas Alstom e CAF, disse em nota que "entregará essa semana o novo cronograma para entrega dos 5 trens."

O Ministério Público Federal (MPF) havia fixado o prazo de 20 de maio para a retomada de todos os novos veículos, o que acabou não ocorrendo. Em abril do ano passado, toda a nova frota foi retirada de operação após a identificação de que havia infiltração nos rolamentos dos veículos que custaram R$ 242,6 milhões.

Zero Hora – 29/05/2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Metrô SP busca entregar novas estações neste ano


Pelo terceiro ano seguido, o Metrô foi eleito o melhor serviço de transporte da cidade de São Paulo, com 57%, segundo pesquisa Datafolha.
A empresa tem sua melhor avaliação entre pessoas com ensino superior (64%) e 41 anos ou mais (62%). A região central, repleta de estações, foi a área com o maior número de citações na pesquisa: 63%.
Apesar de circular boa parte do dia com trens lotados, o Metrô tem assistido a uma queda no total de passageiros transportados. A média diária, no ano passado, foi de 3,7 milhões, 2,4% a menos do que em 2015.
A expectativa é que a abertura de novas estações em 2017, depois de dois anos sem novidades, ajude a desafogar as linhas atuais e, ao mesmo tempo, a atrair mais público.
Para este ano, está prevista a entrega da extensão da linha 5-lilás até a Chácara Klabin, onde haverá conexão com a 2-verde. A inauguração será feita em duas etapas: em julho, devem ser abertas as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin. Em dezembro, outras seis. Para o mesmo mês, também é esperado o início das operações das paradas Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, da linha 4-amarela.
"Fazemos um acompanhamento diário junto às empresas para evitar atrasos nas obras", diz Paulo Menezes, presidente do Metrô.
A empresa, que começou a operar em 1974 com a ligação entre Jabaquara e Vila Mariana, promete ainda resolver uma queixa frequente dos usuários: as filas para o carregamento do bilhete único. Ainda neste ano, pretende começar a operar um serviço próprio de recarga.
Como garantir que as obras sejam entregues no prazo?
Tem que contratar e ficar em cima. Nossa gestão é diária. Por exemplo: amanhã o cara tem que instalar cabos. Se não instalar, depois de amanhã preciso saber o que aconteceu. Muitas empresas do setor estão usando dinheiro de uma obra para tapar buraco em outra e, aí, não conseguem cumprir as obrigações. Às vezes, o cara não consegue pagar o fornecedor dele por falta de capital de giro. Então, passo até a conversar, dentro de um limite, com o fornecedor, para que ele não falhe a entrega e não atrase o empreendimento.
Folha de São Paulo – 28/05/2014

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Estado de SP amplia esforço para tirar o 'Trem Metropolitano' do papel


Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Nova York para 'vender' a investidores pacote de projetos de PPPs, dentre eles o trem que vai interligar o Vale do Paraíba a outras regiões de São Paulo.

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) ampliou os esforços para tentar destravar o Trem Expresso Metropolitano, projeto ferroviário que vai interligar as regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo, Vale do Paraíba, Sorocaba e Baixada Santista.

Na semana passada, Alckmin esteve em Nova York para 'vender' a possíveis investidores um pacote de projetos de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

O trem constava na lista destinada a grupos empresariais com fôlego financeiro.

Na Assembleia Legislativa, na sexta-feira, o empresário Guilherme Quintella, da União Internacional de Ferrovias, apresentou aos deputados o estudo de viabilidade do projeto, concluído recentemente pela instituição.

O esforço do Estado segue na próxima semana, quando o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, vai a Campinas tratar do tema.

Atrasado quatro anos, o trem será viabilizado por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), com custo estimado em R$ 18,5 bilhões, sendo R$ 4 bilhões em recursos públicos. A duração do contrato de concessão será de 30 anos.

"Os estudos indicam a oportunidade da construção e da implantação de dois sistemas ferroviários. Um norte-sul, saindo da cidade de Americana, passando por Campinas, Jundiaí, São Paulo, ABC, Cubatão e Santos. E uma linha oeste-leste, saindo de Sorocaba, São Roque, Barueri, São Paulo e indo em direção a Guarulhos, São José dos Campos e Taubaté", explicou Quintella aos deputados.

"A tarifa para passageiros ficará um pouquinho acima do preço dos ônibus intermunicipais, talvez 10% a mais", completou o empresário.

CONVÊNIO.

A tentativa de retomar o projeto só foi possível porque, no fim de março, o governo federal assinou acordo para o compartilhamento da malha ferroviária nos trechos entre São Paulo, Campinas e Americana, onde acontecerá a primeira etapa do projeto de mobilidade urbana.

A RMVale será a última região a ser atendida pelo Trem Expresso Metropolitano..

O Vale – 23/05/2017

Comentário do SINFERP

A mesma e velha história de sempre. É só ter eleição por perto e surge a novela do trem regional,  Não consegue implantar trem nem até Guarulhos.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Metrô SP tem falha em trens e restringe entrada de passageiros nas estações


Linhas 2 e 3 Verde e Vermelha tiveram problemas em dois trens de manutenção. Velocidade dos trens foi reduzida.
As linhas 2-Verde e 3 Vermelha do Metrô tiveram problemas em dois de trens de manutenção, na manhã desta terça-feira (23), e a entrada dos passageiros foi restringida às 5h. A situação começou a ser normalizada 20 minutos depois, às 5h20, mas até as 6h40 a velocidade dos trens ainda era reduzida.
Às 5h35, os passageiros já podiam passar pelas catracas da Linha 3-Vermelha.
Dois trens que faziam manutenção na madrugada tiveram problemas de tração e travaram o motor. Na linha Vermelha, a falha aconteceu na estação Sé, sentido Barra Funda. A operação foi interrompida e os trens só circulavam da Estação Itaquera até o Tatuapé e de Santa Cecília até a Estação Palmeiras-Barra Funda.
Na Linha Verde, o problema ocorreu na Estação Ana Rosa, sentido Vila Madalena, e a circulação só acontecia de Vila Prudente até Chácara Klabin.
O Sistema Paese chegou a ser acionado, mas os ônibus não chegaram a sair das garagens.
G1 – 12/05/2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Em tempos de crise, metrô vira alternativa para ambulantes e artistas independentes


Comuns em ônibus e trens, trabalhadores informais driblam a fiscalização da concessionária e já são vistos com frequência em vagões.  
RIO — A crise embarcou no metrô. Vendedores ambulantes, que costumavam comercializar produtos como balas, chicletes e barras de cereais em ônibus ou vagões de trem, agora descobriram uma rota alternativa e já circulam com frequência pelas composições das linhas 1, 2 e 4.
— Estou desempregado e tenho oito filhos em casa para sustentar. Tenho que trabalhar — disse um vendedor que oferecia bala em um vagão de metrô, na manhã de ontem, e não quis se identificar.
Um outro ambulante, de prenome Cléber, que, com o fim do verão, trocou o calor da praia pelo fresquinho das composições metroviárias, conta que ganha cerca de R$ 50 por dia com as vendas nos vagões contra os R$ 200 que conseguia trabalhando, de sol a sol, com os pés na areia.
— No metrô é mais confortável — compara ele, que tem de driblar a fiscalização dos funcionários da concessionária para manter o negócio. — Quando os fiscais me veem, eles me tiram do vagão e da estação. Aí, eu compro outra passagem e volto. Qualquer um tem o direito de ir e vir.
Outro que foge da fiscalização é o artesão Wellington de Castro. Ele distribui aos passageiros flores feitas de folhas de coqueiro, na expectativa de uma recompensa. Nesta sexta-feira, pela manhã, Wellington ganhou muitos sorrisos em um vagão. E algumas notas de R$ 2 e R$ 5, além de moedas.
— Também distribuo as flores em ônibus, mas, no metrô, tem mais gente — diz ele.
Uma das pessoas que contribuíram com o trabalho de Wellington foi a administradora Isa Duarte, que pega o metrô duas vezes por semana e diz não se incomodar com a presença dos ambulantes:
— Está tudo muito difícil. É preciso entender que essas pessoas estão sem perspectiva de vida.
RESPEITO AOS PASSAGEIROS
A artista plástica Ira Camacho, que mora em Laranjeiras e vai de metrô para o trabalho, na Cinelândia, comprou bala de um ambulante para ajudá-lo:
— O desemprego está grande. Eles estão vendendo, não estão roubando.
Artistas independentes, o flautista Gustavo Pereira e o cavaquinista André Menezes têm feito o vagão de palco para tocar sambas e choros diariamente. Sempre com respeito aos passageiros, garantem.
— Como é um ambiente fechado, se alguém se incomodar com a música, paramos — afirma Gustavo, antes de tocar “Carinhoso”, de Pixinguinha.
Os fiscais do metrô nem sempre são cordiais na função de impedir que os artistas se apresentem.
— Já fomos agredidos. É uma pena a falta de sensibilidade, é a nossa forma de pagar as nossas contas — lamenta o músico Juan Muñoz, que integra a banda Misto Quente Trio.
Em nota, o MetrôRio afirma que os agentes são orientados a retirar ambulantes de dentro das composições. O MetrôRio diz que há espaço nas estações Siqueira Campos, Carioca e Maria da Graça para apresentações e que os músicos devem se cadastrar no site do projeto Palco Carioca.

O Globo – 20/05/2017

domingo, 21 de maio de 2017

Nova sinalização (CTBC) que permite mais trens em operação começa nesta segunda na Linha 5 – Lilás


O Metrô de São Paulo confirmou que a partir desta segunda-feira, 22 de maio de 2017, entra em operação de maneira definitiva o sistema de sinalização CBTC (baseado em comunicação por rádio) em todo o trecho comercial da linha 5 Lilás, entre as estações Adolfo Pinheiro e Capão Redondo.

Esse sistema permite com mais segurança, menor distância entre as composições, o que na prática significa a possibilidade de colocação de mais trens, podendo reduzir a lotação e os intervalos.

Pelo sistema atual, ATP, é necessária uma distância de 150 metros entre um trem e outro. Pelo CBTC, essa distância pode ser de 30 metros.

Por causa da nova sinalização, entra em operação a partir também de segunda-feira, a nova frota de trens para linha (Frota P). Atual Frota F terá de ser paralisada para se adequar ao sistema CBTC.

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos informou ao Diário do Transporte que neste sábado, 21, o governador Geraldo Alckmin fez a primeira viagem de teste do novo trecho da linha 5 - lilás, entre Adolfo Pinheiro e Brooklin, estação que deve ser inaugurada até julho. Confira na íntegra:

O governador Geraldo Alckmin participou neste sábado (20/05) da primeira viagem teste do novo trecho da Linha 5-Lilás do Metrô, entre Adolfo Pinheiro e Brooklin. Esta é mais uma importante etapa para continuidade e conclusão das obras de ampliação deste ramal até a Chácara Klabin.

Para chegar à estação Brooklin, os novos trens da Frota P, adquiridos para a expansão, vão percorrer um trecho de três quilômetros, passando pelas futuras estações Alto da Boa Vista e Borba Gato. A viagem já é possível porque os túneis estão totalmente construídos, com os trilhos e sistema elétrico implantados. O Metrô agora trabalha na finalização dessas três estações para abertura ao público em julho deste ano.

Esta etapa da ampliação também inclui o funcionamento integral e definitivo do novo sistema de controle automático de trens (CBTC), a partir das 4h40 de segunda-feira (22/05), entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, além do uso dos novos trens, que permitirá a circulação das composições sem restrição de velocidade em dias de chuva.

O CBTC é um moderno sistema de sinalização e controle de trens, que possibilita a diminuição dos intervalos com maior velocidade operacional e menor consumo de energia. É o mesmo sistema utilizado nas Linhas 2-Verde, 15-Prata (monotrilho) e 4 -Amarela.

Já os oito novos trens contam com os mais modernos equipamentos que garantem ainda mais conforto aos passageiros, como sistema duplo de ar-condicionado, portas mais largas, corredor de passagem entre os carros, câmeras de segurança e monitoramento, sistema de freios antideslizantes e antiderrapantes (ABS), além de nova iluminação.

Expansão Linha-5 – Quando completa, de Capão Redondo a Chácara Klabin, a Linha 5-Lilás vai transportar mais de 800 mil pessoas por dia e será uma das principais ligações aos bairros de Santo Amaro, Brooklin, Campo Belo, Moema e Vila Clementino. A expansão da Linha 5-Lilás vai acrescentar mais 10 km e 10 estações à linha. 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Diário do Transporte – 21/05/2017

sábado, 20 de maio de 2017

Tribunal de Contas aponta falhas em contrato para compra de trens em São Paulo


O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou falhas em um contrato para modernização da Linha 11 – Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e fez questionamentos aos responsáveis pelo projeto. O despacho do conselheiro Antonio Roque Citadini sobre o contrato firmado em 2010 foi publicado hoje (17) no Diário Oficial do estado. O documento previa a compra de nove trens, cada um por R$ 33,6 milhões, em um projeto parcialmente financiado pelo Banco Mundial.

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e a CPTM têm 30 dias para apresentar as justificativas e documentos para esclarecer os pontos levantados pelo tribunal.

Entre os pontos sobre os quais foram solicitadas explicações estão as sucessivas prorrogações da vigência do contrato. “É estranha a contagem do prazo feita pela secretaria/CPTM”, ressalta Citadini sobre as cinco mudanças na data de entrega do projeto, inicialmente prevista para abril de 2013 e atualmente esperada para outubro de 2018. “Por que tanta prorrogação?”, questiona o conselheiro.

Além disso, Citadini aponta possíveis falhas de planejamento. “A instalação do ATC [sistema de controle automático dos trens], neste momento do contrato, também está causando atraso. Por que essa decisão não foi tomada desde o início? O sistema ATC pela proposta, já existia? Se, não, por que não foi previsto?” , questiona o conselheiro.

O tribunal também quer o detalhamento das despesas efetuadas. Citadini pede, por exemplo, a prestação de contas do convênio feito com o Banco Mundial, que emprestou US$ 112, 9 milhões ao governo de São Paulo para o projeto. “As prestações de contas do Convênio citado ficaram a cargo da CPTM. Existem relatórios dessas prestações?”, pergunta o conselheiro em seu despacho.

Citadini quer também que a CPTM precise quais foram os serviços prestados pela empresa contratada, a francesa Alstom, e das subcontratadas para fornecimento de peças e serviços.


Resposta


Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e a CPTM informaram que responderão, no prazo estabelecido, aos questionamentos do TCE.

Segundo a CPTM, os nove trens previstos no contrato estão em operação na Linha 11-Coral desde 2014. Já a Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que aplicou R$ 9,5 milhões em multas à Alstom por não cumprimento de índices de performance estabelecidos em contrato.

EBC – 17/05/2017

Comentário do SINFERP

Está mais do que caracterizada a prática de irregularidades em contratos da CPTM. Por que, então, nunca dá em nada, hein?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Blecaute causa lentidão e barra acesso de passageiros no metrô de SP


O metrô de São Paulo operou com velocidade reduzida e com fluxo de pessoas reduzido em estações das linhas 1-Azul e 3-Vermelha na manhã desta terça-feira (16).
De acordo com o Departamento de Imprensa do Metrô, uma falha em três subestações retificadoras da Linha 1-Azul causou problemas na alimentação elétrica dos trens. O transtorno ocorreu por volta das 6h e durou quase 30 minutos.
Por volta das 7h40, os trens ainda trafegavam com lentidão em estações como Tucuruvi e Portuguesa-Tietê, ambas, da linha 1-azul.
Em nota, o metro disse que a estratégia de controle de fluxo de embarque e a restrição de velocidade na circulação dos trens foram adotadas para a segurança dos usuários.
A companhia, ainda, afirmou que usuários que tiveram problemas para honrar os horários de seus compromissos podem solicitar uma Declaração de Ocorrências no site do Metrô.
Folha de São Paulo – 16/05/2017

Falha em trem paralisa trecho da Linha 12-Safira da CPTM


Um trem teve de ser rebocado devido a uma falha na Estação Itaim Paulista, por volta das 6h,
Os trens da Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não circularam durante mais de meia hora entre as estações São Miguel Paulista, na zona leste da capital, e Engenheiro Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, no início da manhã desta quarta-feira (17). Um trem teve de ser rebocado devido a uma falha na Estação Itaim Paulista, por volta das 6h.
O sistema entrou em processo de normalização em torno das 6h30 e foi normalizado às 7h, segundo a CPTM, apesar de passageiros ainda registrarem reflexos. O acesso às estações afetadas chegou a ser fechado, o que gerou superlotação e atrasos em toda a extensão da linha 12, entre as estações Brás, no centro de São Paulo, e Calmon Viana, em Poá, na Região Metropolitana.
Passageiros de outras linhas da CPTM e da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, que tem interligação com a Linha 12, também sofreram atrasos devido aos reflexos da redução da velocidade.
Situação do transporte
Em outras linhas da CPTM, do Metrô de São Paulo e ônibus municipais, não há qualquer outro problema técnico registrado nesta quarta-feira,17. Também não há previsão de protestos ou paralisação de trabalhadores. Nesta terça-feira, 16, os motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista desistiram de tirar os veículos de circulação e seguem negociando reajuste de salários com as empresas.
Leia Já – 17/06/2017
Comentário do SINFERP
Como se vê, a CPTM não precisa de vândalos e de sabotadores para não funcionar. Isso está no DNA de seus gestores.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Rede da CPTM é danificada por ato de vandalismo e Linha 8 sofre atrasos


A circulação dos trens da Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está prejudicada desde por volta das 8h desta segunda-feira, 15, após um ato de vandalismo. Uma corda foi arremessada sobre a rede aérea da linha ferroviária próximo à estação Lapa, na zona oeste de São Paulo, conforme informou a assessoria de comunicação da companhia.

Um trem teve de ser parado antes de chegar ao terminal para que os passageiros desembarcassem em segurança. O trecho entre a Lapa e a estação Palmeiras-Barra Funda da Linha 8 chegou a ser interditado para um reparo emergencial.

Os trens voltaram a circular antes das 9h, mas com velocidade reduzida entre as estações Júlio Prestes e Imperatriz Leopoldina. Funcionários ainda trabalhavam por volta das 9h10 na substituição de peças danificadas e ainda não havia, neste horário, previsão para a normalização total do sistema.

IstoÉ – 15/05/2017

Comentário do SINFERP

Ah, de novo? Agora uma corda no lugar de uma corrente, como anunciado da vez anterior? Que tal delação premiada para a corda? Leva para Curitiba e envolve na Lava Jato. Entra presidente, sai presidente, e o cinismo da CPTM é sempre o mesmo. Não é incompetência para dar conta do funcionamento do sistema ferroviário. É o vandalismo, e não raro a sabotagem.  Bem, gente de confiança do querido governador, não é?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mulher e duas crianças são resgatadas de trilhos da Linha 3-Vermelha do Metrô


Mulher e garota foram levadas para o Hospital das Clínicas e estão em estado grave.
Uma mulher e duas crianças foram resgatadas dos trilhos da Estação Artur Alvim, da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, na zona leste da capital paulista, na manhã desta quarta-feira (10). Conforme informações preliminares, o menino e a menina são filhos da mulher. O incidente ocorreu por volta das 9h.
A mulher e a garota foram resgatadas em estado grave e encaminhadas ao Hospital das Clínicas, em Pinheiros, na zona oeste da capital, segundo a Polícia Militar. O menino não corre risco de morte.
Como consequência do incidente, a Linha 3-Vermelha sofreu atrasos até por volta do meio-dia. Passageiros publicaram em mídias sociais fotos de das filas que se formaram na Estação Artur Alvim por causa do incidente.
R7 – 10/05/2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro


O grupo de concessões CCR anunciou nesta quinta-feira (9) que assinou contrato para adquirir a totalidade da participação da Odebrecht Transport Participações (OTTP) — o correspondente a 15% — na ViaQuatro, pelo valor de R$ 171,1 milhões.

A OTTP é antiga acionista da ViaQuatro, em decorrência de sua cisão e incorporação das partes cindidas por seus então acionistas OTTP e RuasInvest Participações.

O contrato prevê ainda que a consumação da aquisição e o pagamento do preço estão sujeitos ao cumprimento de certas condições suspensivas.

A ViaQuatro é a concessionária responsável pela exploração dos serviços de transporte de passageiros da Linha 4 — Amarela do Metrô de São Paulo e tem como acionistas a CCR, que atualmente detém 60% das ações representativas do seu capital social. A OTPP detém 15%, a Ruas Invest Participações, 15% e a Mitsui & Co, 10%.

A CCR também informou hoje que alterou o preço de aquisição da totalidade da participação da Odebrecht Rodovias (ODBR) na ViaRio — o correspondente a 33,33% — para R$ 61,5 milhões. O preço anterior era de R$ 107,7 milhões.

O adititivo de contrato que altera o preço também prevê o cumprimento de certas condições suspensivas para a aquisição.

A ViaRio é a concessionária responsável, pelo prazo de 35 anos, pelos serviços de implantação, operação, manutenção, monitoramento, conservação e realização de melhorias da Ligação Transolímpica, via expressa com 13 km, ligando o bairro de Deodoro à Barra da Tijuca, na Cidade do Rio de Janeiro.

Valor Econômico – 09/05/2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

Obra de expansão da Linha 9 da CPTM atrasa e custará mais que o dobro do previsto


Prometidas para o primeiro semestre de 2015, as estações Mendes e Varginha, da Linha 9-Esmeralda, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), estão longe de ficarem prontas. Antes da obra começar, o governo estadual estimava que elas custariam em torno de 350 milhões de reais. Agora, a previsão é de que a expansão não saia por menos de R$ 790 milhões.

A Linha 9-Esmeralda liga a cidade de Osasco, na Grande São Paulo, ao Grajaú, no extremo Sul da capital paulista, e atende cerca de 600 mil passageiros diariamente. Em 2013, a CPTM começou a construção de mais duas estações, o que estenderia o percurso dos trens em mais 4,5 km, mas não há nem previsão para a ampliação do trajeto.

É no fim da linha, na Estação Grajaú, onde começa a obra inacabada da CPTM. Inacabada, mas muitos diriam que nunca começada. O terreno vazio foi tomado pelo mato e a única pista de que ali já houve um canteiro de obras são os trilhos amontoados. O trajeto para as futuras estações ainda é um corredor vazio e as passagens subterrâneas, que chegaram a ser construídas, estão fechadas.

A Estação Mendes, na região da Vila Natal, até teve a estrutura de parte do prédio montada, mas os avanços pararam por aí. Sobrou apenas o material usado na construção, abandonado no térreo. Os operários sumiram em dezembro do ano passado, quando o governo estadual parou oficialmente a obra de expansão.

Já na Estação Varginha, que seria a última da Linha 9-Esmeralda, a situação é ainda pior. Apenas dois esqueletos de concreto foram erguidos e, como o local fica aberto, sem portão nem segurança, virou ponto de descarte de entulho e de desova de carro. A reportagem do SPTV encontrou a carcaça de um veículo que parece ter sido incendiada ali mesmo.

A CPTM calculou inicialmente que o novo trecho da linha ficaria pronto em 18 meses. As obras, no entanto, duraram 39 meses e nem chegaram perto do fim. Quando forem retomadas, devem levar outros 18 meses para serem concluídas.

A companhia também estimava que tudo custaria R$ 350 milhões, mas agora o valor mais que dobrou e a obra deve custar R$ 790 milhões – destes, R$ 500 milhões pagos pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal.

A CPTM afirma que a obra está atrasada porque o dinheiro do PAC não foi disponibilizado. Já o Ministério das Cidades diz que o governo estadual não cumpriu as regras exigidas para receber a verba, tanto é que, para retomar a obra, terá de fazer uma nova licitação.

G1 – 09/05/2017

Comentário do SINFERP

Obra ba CPTM atrasar e custar mais do que dobro o previsto? Imagina.... Nunca!

Ministério Público paulista terá inquéritos com base na Lava Jato


Doria, Moro e Capez,  em evento promovido por Doria
O Ministério Público do Estado de São Paulo vai investigar crimes apontados por executivos da Odebrecht nos acordos de delação envolvendo obras, agentes públicos e políticos paulistas, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

O Ministério Público do Estado de São Paulo deu início à instauração de uma série de inquéritos para investigar os crimes apontados por executivos e ex-executivos da Odebrecht nos acordos de colaboração firmados coma Procurador ia-Geral da República. Entre outros, serão investigados o ex-prefeito da capital Fernando Haddad (PT), integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB) – o governador é alvo de pedido de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) –, deputados estaduais e ex-diretores de estatais.

Na mira da promotoria estão obras nas linhas 2,4, 5 e 6 da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), um emissário submarino da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o Trecho Sul do Rodoanel e a Rodovia Carvalho Pinto, ambos tocadas pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), além de uma rodovia construída pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e uma obra não especificada pelos delatores da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

No caso de Haddad, os investigadores querem saber se a Odebrecht obteve vantagens junto à Prefeitura durante a gestão do petista (2013-2016) ao efetuar repasses via caixa 2 para sua campanha. O Estado apurou que ao menos quatro procedimentos preparatórios para instauração dos inquéritos civis haviam sido protocolados até anteontem. Os promotores pretendem instaurar todos os inquéritos até a próxima sexta-feira.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), enviou o conteúdo das delações para o Ministério Público Federal. Por isso, o órgão estadual ainda deverá pedir o compartilhamento das informações. Por enquanto, para a abertura das investigações, os promotores se valem do conteúdo divulgado na internet.

O Ministério Público paulista discute ainda a criação de um Núcleo de Atuação Integrada com base em Corrupção (NAICC) para centralizar as investigações relacionadas à Lava Jato nos âmbitos criminal e cível.

Delações.

Ao todo, oito executivos da Odebrecht delataram pagamentos ilícitos envolvendo obras do governo paulista. Em seis casos, os delatores detalham o esquema e apontam quem teriam sido os operadores e destinatários finais dos recursos, todos oriundos do Setor de Operações Estruturadas da empresa, conhecido como “departamento de propina”.

No caso da Linha 2-Verde do Metrô, por exemplo, há menção a pagamentos para os ex-diretores Sérgio Brasil, Luiz Carlos Frayze David e Décio Tambelli, e a um consultor que atuaria junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ainda no Metrô, Sérgio Brasil também teria recebido R$ 500 mil para modificar um edital da Linha 6-Laranja em 2013. Desse contrato, que é uma Parceria Público-Privada (PPP)  assinada pelo consórcio Odebrecht-Queiroz Galvão com o governo Alckmin, teriam saído R$ 6,8 milhões destinados ao atual secretário estadual de Planejamento, Marcos Monteiro, para a campanha à reeleição do governador Alckmin, em 2014. Mais R$ 1,5 milhão está atribuído a um contrato de construção de emissário submarino na Praia Grande, assinado com a Sabesp. O ex-diretor da estatal e hoje deputado federal João Paulo Papa (PSD-SP) teria levado R$ 300 mil. Monteiro e Papa negam ter recebido pagamentos.

Essas três obras aparecem em planilha entregue à Lava Jato pelo ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior, o BJ, que admitiu ter autorizado pagamentos de propina a partir de 2008. Ele ainda cita projetos da EMTU e da Linha 4-Amarela do Metrô como fontes de repasses ilícitos, mas ficou de fornecer ao MPF detalhes sobre as operações e os nomes dos beneficiários. No caso da Linha 2, BJ cita também que o contrato assinado pela Odebrecht “foi utilizado para pagamento de futuras campanhas políticas do PSDB”.

BJ e outros seis executivos da empreiteira também delataram propina envolvendo as obras do Trecho Sul do Rodoanel e um acordo para que o governo do Estado pagasse uma dívida de R$ 191,6 milhões com a Odebrecht, ambas durante o governo José Serra (2007-2010). Nos dois casos, o agente público citado pelos delatores é o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, que nega as acusações.

Deputados.

Seis deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo serão investigados com base nas citações dos delatores da Odebrecht. Fernando Capez (PSDB), Barros Munhoz (PSDB), Roberto Massafera (PSDB), João Paulo Rillo (PT), Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT) e Campos Machado (PTB) são citados nas delações como beneficiários de propina.

Na lista, há dois ex-presidentes da Assembleia Legislativa. Capez é suspeito de receber, por meio de uma ONG, R$ 100 mil. O outro é Munhoz, que, segundo delatores da Odebrecht, recebeu R$ 50 mil por meio de caixa 2 para campanha eleitoral.

O Estado de São Paulo – 07/05/2017

Comentário do SINFERP

Contra Haddad certamente haverá ações do Ministério Público paulista. Contra os demais, esquecerão em alguma gaveta, ou agirão depois que tudo estiver prescrito, como hábito de um certo procurador federal em São Paulo.

domingo, 7 de maio de 2017

Jovem leva choque elétrico ao 'surfar' em trem da CPTM na zona oeste de SP


Um jovem sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau, na tarde deste sábado (6), ao viajar sobre um trem da CPTM, próximo à estação Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Ele foi socorrido em estado grave.

Segundo a CPTM, o rapaz embarcou em um trem com sete amigos na estação Água Branca da linha 7-rubi, por volta das 16h. No meio do percurso, porém, decidiu sair por uma janela da composição para "surfar" até a estação seguinte. Já próximo da Barra Funda ele encostou na rede aérea e sofreu uma descarga elétrica de 3.000 volts.

O rapaz caiu de cima do trem e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. Um helicóptero Águia, da Polícia Militar, o levou até o Hospital das Clínicas, onde ele permanecia, na noite deste sábado, na emergência cirúrgica. Segundo o hospital, ele está entubado, em estado grave.

O caso deverá ser investigado pelo Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), na Barra Funda, onde os amigos do jovem foram encaminhados para prestar depoimento.

A CPTM informou que a circulação de trens não foi alterada. O rapaz poderá ser responsabilizado por comprometer o fluxo de trens e colocar em risco outros passageiros.

Folha de São Paulo – 07/05/2017

sábado, 6 de maio de 2017

Justiça Federal aceita denúncia contra envolvidos no cartel dos trens em SP


Todos os nove acusados agora são considerados réus do caso; entre os envolvidos
A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia sobre o chamado cartel dos trens, feita pelo Ministério Público, em fevereiro deste ano.
Ao todo, nove pessoas – dentre elas, ex-executivos, consultores, e ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – são acusados de usar empresas falsas de consultoria e contas no exterior em um esquema de lavagem de dinheiro.
Todos agora são considerados réus do caso, que, se condenados, podem pegar penas de 4 a 16 anos de prisão.
De acordo com o Ministério Público, o dinheiro envolvido no esquema de corrupção vinha da contratação do primeiro trecho (Capão Redondo – Largo Treze) da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. 
Os beneficiários foram um cartel de multinacionais que levaram contratos de R$ 527 milhões pagando propina de R$ 26 milhões entre 1999 e 2011, durante as gestões do PSDB – Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.
O juiz decretou sigilo de documentos. Assim que forem intimados, os réus terão dez dias para se defender.
Os documentos que levaram à ação do MP foram obtidos com colaboração com o Uruguai.
Demora
De acordo com o Ministério Público Federal, o caso deve ser concluído ainda em 2017. No entanto, os investigados não devem ser enquadrados em crime de formação de quadrilha, porque a pena já prescreveu.
Durante o período em que o inquérito ficou nas mãos do procurador Rodrigo de Grandis, a maior parte dos R$ 600 milhões sequestrados pela Justiça junto a ex-agentes públicos e empresas envolvidas no esquema foi desbloqueado.
Segundo o MPF, a demora para a conclusão do caso se deve ao fato de a PF ter concluído o inquérito sem o resultado das colaborações internacionais com autoridades de Suíça, Alemanha e Uruguai.
Os países europeus liberaram documentos sobre o cartel dos trens no primeiro semestre de 2016, mas o governo do Uruguai só enviou os dados em outubro. Sem estes documentos, afirma a Procuradoria, não haveria provas para embasar as denúncias.
IG – 05/05/2017
Comentário do Sinferp
E o pedido de documentos feito pelo governo suíço que esse tal Rodrigo de Grandis deixou mofando em gaveta, hein? E agora deixa a pena prescrever?

Novos trens da CPTM não apresentam confiabilidade, diz relatório da engenharia do Ministério Público


Órgão estuda multar CPTM e empresas. Entregas estão atrasadas e novas composições apresentam defeitos.

Os novos trens entregues pela CAF e Hyundai-Rotem à CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos não são confiáveis para prestação de serviços e atendimento à população do estado de São Paulo.

A afirmação está num relatório elaborado pelo Centro de Apoio de Engenharia do Ministério Público Estadual, que investiga os atrasos na entrega de 65 novas composições para a malha e problemas de operação nos novos trens.

De acordo com o relatório divulgado inicialmente pelo Bom Dia Brasil, da Globo, uma licitação de 2013 realizada pela gestão Geraldo Alckmin previa a entrega de 65 novos trens gradativamente até ser finalizada em junho de 2016. O valor foi de quase R$ 2 bilhões.

Pela encomenda, 35 novos trens deveriam ser entregues pela espanhola CAF e 30 pela sul-coreana Hyundai Rotem, mas até agora só 20 foram entregues para testes.

Deste total de entrega, 4 trens da Hyundai-Rotem e 4 da CAF foram reprovados. Um trem da Hyundai-Rotem foi aprovado, mas não está em operação. Já 11 trens da CAF foram aprovados, mas apresentaram vários de problemas, de acordo com o relatório.

Por seis meses, nove dos 11 trens da CAF em operação apresentaram 227 falhas, a maior parte – 80 ocorrências – nas portas, mas houve problemas também como infiltração de água em equipamentos elétricos e nos amortecedores.

Diante do quadro, o setor de engenharia do Ministério Público do Estado de São Paulo concluiu que as novas composições não apresentam a confiabilidade necessária para a prestação de serviços à população no Estado de São Paulo.

Do contrato de quase R$ 2 bilhões, o governo já pagou R$ 750 milhões por 23 entregas.

O promotor Silvio Antonio Marques disse que o Ministério Público estuda aplicar multas à CPTM e às empresas.

Na visão do promotor, a multa de 10% que a CPTM cobra das companhias pelos atrasos e eventuais problemas acaba sendo vantajosa para as fabricantes entregarem produtos de qualidade inferior e no cronograma que elas querem e não no terminado pela licitação.

A CPTM diz que todos os trens são cobertos por garantia e que cobra as multas nesses casos irregularidades.

A CAF afirmou que os trens operam e que eventuais defeitos podem ser normais e corrigidos.

A Hyundai afirmou que existem 4 trens prontos na fábrica em inspeção para serem entregues e que o atraso ocorreu por causa da recuperação judicial da Iesa, uma das parceiras da empresa. A parte da Iesa foi assumida pela Hyundai.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Diário do Transporte – 05/05/3017

Comentário do SIBFERP

Essa tal engenharia deveria visitar as estações, as plataformas e viajar pelas linhas da CPTM, para saber o que de fato é falta de confiabilidade.