domingo, 30 de abril de 2017

Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô


Dificuldades de expandir transporte público, essencialmente deficitário, com parceria privada em SP.

A Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, responsável pela ligação do centro com a região sudoeste da cidade, tem uma história longeva, inconclusa e pontuada por percalços institucionais, crises econômicas e acidentes. O resumo da ópera se expressa bem nos consecutivos atrasos de entrega completa do projeto: foi mencionado pela primeira vez em 1993, teve obras iniciadas em 2004, foi prometido para 2010, mas ainda está longe de operar com seu total de 11 estações. Em um momento em que o metrô é alvo de uma série de acusações de improbidade e corrupção na Justiça, o histórico da linha e seu modelo de implantação também ajudam a compreender o nó do transporte sobre trilhos na cidade.

Metrô não é fácil de fazer. Isso é consenso entre técnicos e especialistas. Todo projeto é marcado por complexas questões jurídicas, institucionais e técnicas, além, naturalmente, das econômicas. Apesar disso, é de espantar que São Paulo, uma megalópole de 11 milhões de habitantes, tenha menos quilometragem de metrô do que cidades como Santiago do Chile e Paris – com respectivamente 103 e 214 quilômetros, sem sequer terem a metade do número de moradores da capital paulista. A malha metroviária paulistana é de apenas 78,3 quilômetros. Para resolver o déficit, o Governo do Estado, comandado pelo PSDB há mais de 20 anos, tem apostado em diferentes modelos de desenvolvimento, como as Parcerias Público Privadas (PPP). É o caso da Linha 4-Amarela, em que a concessionária Via Quatro é responsável pela operação da linha – o que inclui fornecimento de trens e gestão da logística –, enquanto o poder público constrói: estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura.

Segundo diferentes administrações tucanas, a opção pela PPP seria responsável por acelerar a expansão metroviária paulista. Em 2016, o Governo Estadual revelou um plano em que 60% das linhas da cidade seriam delegadas à iniciativa privada. Contudo, questões envolvendo o formato do edital da Linha 4-Amarela e sucessivos atrasos nas obras colocam essa opção em xeque. Em entrevista à Folha de S. Paulo no ano passado,  próprio presidente da Va Quatro, Harald Zwetkoff, disse que a Linha 4-Amarela ainda não havia chegado a um “modelo ideal”, em grande parte por causa do descasamento entre as diferentes responsabilidades de construção e administração da linha.

Uma multa foi estabelecida em contrato, caso o Governo atrasasse a entrega do trajeto. Como quatro das 11 estações da linha ainda não foram inauguradas, e as que já estão em operação sofreram atrasos, a Via Quatro cobra uma dívida de 500 milhões de reais do Governo estadual. Zwetkoff disse que a concessionária foi prejudicada porque, sem as receitas previstas, ela tem que buscar financiamentos adicionais para comprar trens novos e fazer reparos de manutenção, gerando um efeito cascata. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), as questões relacionadas à multa estão sendo discutidas e avaliadas internamente, sem prejuízo para o serviço prestado aos passageiros. Procurada pelo EL PAÍS, a Via Quatro preferiu não se pronunciar novamente sobre a questão.

“É normal que haja uma evolução de um edital para o outro. No da Linha 6-Laranja, que também trabalha com o modelo de PPP, o concessionário já é responsável também pela obra, o que poderia sanar os problemas que o Governo do Estado teve para entregar as obras no cronograma”, diz o economista e advogado Pedro Baumgratz. Além da abertura de uma cratera na estação Pinheiros, em 2007, que matou sete pessoas e atrasou as obras, em 2015 o Governo rompeu o contrato com o consórcio responsável pelo término das obras, alegando que ele havia descumprido termos do que fora acordado. Os trabalhos foram retomados em julho passado, depois de um novo edital. Na melhor das hipóteses, estarão prontos até 2018, com ao menos oito anos de atraso.

O rompimento do contrato é alvo de investigação do Ministério Público, que aponta pagamentos feitos ao consórcio responsável pelas obras em períodos nos quais ela esteve completamente paralisada. O Metrô nega que haja irregularidades.

Percalços de uma linha

Apesar de projetos do traçado da Linha 4-Amarela já serem estudados desde 1968, foi em 1993 que se falou pela primeira vez na sua construção de fato. Àquela época, o governador Mário Covas já anunciava que o novo trajeto seria tocado pelo Estado, mas operado por uma empresa privada. Foram necessários mais de dez anos, contudo, para que um modelo de edital fosse encontrado e as obras, em 2004, iniciadas.

A entrega da primeira fase da linha (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz) ficara prometida para 2008, mas a abertura de uma cratera na atual estação Pinheiros, em 2007, que matou sete pessoas, postergou os planos. Assim, foi só em 2011 que todas as estações da primeira fase entraram em operação

Inicialmente prevista para 2010, a segunda fase (Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis Mackenzie) só tem o início das obras aprovado dois anos depois, em 2012. O prometido era que em 2014 a linha estaria operando em sua integridade.

Mais uma vez, não foi o que aconteceu: só a estação Fradique Coutinho foi inaugurada naquele ano. Em 2015, o Governo Estadual rompeu o contrato com o consórcio Corsán-Corviam que construía a segunda etapa, tudo foi paralisado e só em julho de 2016 as obras foram retomadas por outro consórcio, o TC-Linha 4, vencedor de novo edital. Agora, a promessa é que tudo só seja finalizado em 2018. A estimativa, contudo, já é questionada.

Apesar da mudança no edital da PPP, a Linha 6-Laranja também já enfrenta seus problemas. “O andamento está parado, porque o consórcio vencedor não consegue financiamento para iniciar a construção”, diz Baumgratz, que estudou os contratos firmados nos editais das linhas 4-Amarela e 6-Laranja.

Responsável por cerca de metade do aporte de dinheiro para execução das obras, - ficando o Governo do Estado com a outra metade –, a concessionária Move São Paulo é formada pelas empresas Odebrecht Transport e Queiroz Galvão, ambas foco da Operação Lava Jato. Esse novo trecho já carrega um atraso e uma interrupção. Por nota, a Move São Paulo diz que cumpriu as obrigações previstas em contrato, mas que suspendeu as atividades por diferentes fatores, como a crise econômica e mudanças nas exigências que o BNDES fez para a liberação de empréstimos. A STM diz que vem colaborando para que a concessionária consiga o financiamento e estendeu o prazo para que isso ocorra até 15 de junho deste ano.

A cidade por trás das mudanças de um traçado

“O transporte público é essencialmente deficitário. Nas capitais europeias, por exemplo, o subsídio público aos sistemas varia entre 20% e 75%”, diz Baumgratz. O urbanista Geraldo Moura acrescenta que, em média, a partir da quinta linha de metrô nas cidades, o sistema deixa de receber novos passageiros. “O montante de usuários se estabiliza e passa a ser compartilhado entre linhas e pelo sistema como um todo”, afirma Moura. Além disso, o sistema metroviário também trabalha com concessão de gratuidades, que são decisões políticas, que devem ser bancadas em forma de repasses monetários pelo Governo

Segundo o urbanista, tudo isso contribui para que PPPs na área de transporte público sejam pouco atraentes para as empresas privadas. Para ele, não é por acaso que o projeto da Linha 4-Amarela foi mencionado pela primeira vez em 1993, mas que só em 2004 as obras foram iniciadas. Chegar a um edital interessante foi muito difícil. “Incialmente, o projeto não se mostrou atrativo para o mercado. Assim, foram criadas condições mais favoráveis, com o desenho de um trajeto que prioriza áreas mais ricas da cidade”, diz Moura.

Em 1982, por exemplo, um mapa do trajeto desejado para a Linha 4-Amarela, incluía dois braços que desceriam para regiões periféricas da zona sudeste da cidade. Para Moura, não é à toa que o plano foi excluído do projeto atual. As estações em regiões em que há muita concentração de emprego e em que, por isso, as pessoas entram e descem muito do metrô, foram priorizadas. Foi uma forma de atrair empresas para o negócio, mostrando que ele seria vantajoso. O erro do modelo, argumenta o urbanista, é insistir em uma lógica que tem levado São Paulo a problemas clássicos de mobilidade e desigualdade, já que há uma reafirmação de que apenas a região central da cidade é desenvolvida

 “Como as empresas não se interessaram pelos editais em um primeiro momento, o Estado acabou ficando a reboque do setor privado”, opina Moura. Para o economista e advogado Pedro Baumgratz, o traçado escolhido tem relação direta com a lógica do mercado. Isso fica bem claro quando se vê o cronograma das obras, em que a fase inicial de implantação previa estações em um miolo que vai da região central até o Butantã, passando por lugares como Avenida Faria Lima, Avenida Paulista e o bairro de Pinheiros. As estações mais afastadas, como São Paulo-Morumbi e Vila Sônia ainda não saíram do papel.

Baumgratz faz a ressalva, contudo, que pela total carência de metrô, a linha acabou servindo como uma extensão de outros trajetos mais periféricos e isso fez com que as características socioeconômicas dos passageiros sejam bem diferentes do que era inicialmente esperado. “O problema está no modelo de construção de cidade. O metrô deveria ser essencialmente um indutor de crescimento, de planejamento urbano, mas isso não aconteceu mais uma vez”, opina Moura. Para ele, uma linha de metrô nunca é apenas uma linha, mas uma parte essencial de como a cidade deveria se desenvolver.

“O problema está no modelo de construção de cidade. O metrô deveria ser essencialmente um indutor de crescimento, de planejamento urbano"

As PPPs deveriam ser descartadas de pronto, então? “Trabalhar com o mercado não é necessariamente ruim, não se trata de uma demonização de privatizações. Em Tóquio, por exemplo, as linhas são privadas”, comenta Baumgratz ao citar a capital japonesa, cidade conhecida por seu ótimo serviço de transporte público. Por que, então, funciona lá e aqui é tudo tão lento? “É difícil estabelecer comparações, porque as instituições dos lugares são muito diferentes, mas, por isso mesmo é necessária muita transparência nos processos para que a população entenda o que está em jogo”, comenta o pesquisador.

Segundo Moura, as linhas metroviárias em Tóquio fazem parte de um processo bem maior de operação urbana, servindo quase como uma compensação por explorações imobiliárias residências e comerciais em uma cidade com o uso do solo extremamente regulado. “Comparações são complicadas mesmo, mas o transporte público precisa urgentemente ser pensado em um contexto maior de cidade”, diz. Em São Paulo, o arranjo que possibilitou as PPPs passa muito mais por questões contratuais do que por um pensamento que englobasse desenvolvimento urbano.

El Pais – 14/03/2017

sábado, 29 de abril de 2017

A poluição do ar nos sistemas de metrô pode ser muito pior do que imaginávamos


Como qualquer um que já andou de metrô sabe, o ar lá embaixo é desagradável. Uma nova pesquisa feita no Canadá mostra que os níveis de poluição do ar no sistema de metrô de Toronto são dez vezes maiores do que os da superfície. É uma preocupação séria para os usuários do metrô, mas existem maneiras de manter os sistemas subterrâneos limpos.

Um novo estudo realizado pelo engenheiro químico Greg Evans, da Universidade de Toronto, que foi publicado na Environmental Science and Technology, mostra que os trens e as plataformas ao longo da Toronto Transit Commission (TTC) têm os níveis mais altos de poluição do ar em todos os três sistemas de metrô do Canadá — dez vezes maiores do que o ar de fora. Os níveis de poluição no metrô de Toronto são três vezes piores do que os de Montreal, enquanto o de Vancouver foi classificado como o mais limpo dos três sistemas de metrô do país.

Para obter esses resultados, os pesquisadores recrutaram os estudantes da universidade e os equiparam com instrumentos portáteis que mediram pequenas partículas no ar menores do que 0,00025 centímetros, ou 25 microgramas. Materiais particulados tão pequenos são facilmente inalados e podem causar problemas respiratórios e dano aos tecidos pulmonares.

A poluição em Toronto tem, em média, dez microgramas por metro cúbico de ar, mas pode chegar a 30 em um dia especialmente ruim. Ao longo do TTC, no entanto, os níveis chegaram a até cem microgramas de poluentes por metro cúbico. Isso é tão ruim quanto em Beijing em um dia normal. Uma análise posterior mostrou altas concentrações de metais, que oferecem uma dica às origens da poluição: as rodas e os freios dos trens de metrô em si.

“Quando você está de pé na plataforma, você pode sentir um sopro de ar conforme o metrô chega”, Evans explicou ao Gizmodo. “Isso é porque o trem está vindo do túnel como um pistão, empurrando o ar na sua frente. Metrôs são basicamente abaixo da terra, então não tem para onde as partículas irem. Quando um trem chega à estação, ele faz a poeira e as partículas irem para o ar.” Evans acha que muito das partículas está vindo das rodas de metal nos trilhos. Traços de bário também foram encontrados nas amostras de ar, que provavelmente vem dos freios em si.

Evans diz que os níveis de poluição nos metrôs de Toronto são maiores do que ele gostaria, mas que não é algo que o impeça de andar de metrô. Posto isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classifica uma leitura acima de 101 microgramas como insalubre para grupos sensíveis. O problema é que os efeitos da exposição intermitente a esses níveis de poluição do ar não são completamente conhecidos. “Nós não sabemos realmente quais os riscos de saúde ao andar de metrô”, Evans disse. “É uma área pouco estudada.”

Não precisamos notar que esse estudo deveria atrair a atenção de outros sistemas de metrô e autoridades ao redor do mundo. Até agora, apenas uma pequena porção de sistemas de metrô conduziram estudos similares, e os que conduziram encontraram resultados parecidos. Evans apontou estudos feitos em Barcelona, na Espanha, e em Seul, na Coreia do Sul, onde os níveis de poluição eram similares aos observados em Toronto. “Acho que [os metrôs de outras cidades] devem definitivamente conduzir estudos similares se não o fizeram ainda e descobrir como estão seus sistemas particulares”, Evans disse.

Felizmente, existem formas de manter o ar nas linhas de metrô limpo. Evans propôs um sistema parecido com aspiradores, em que sejam feitas limpezas periódicas nos túneis. Outra solução rápida seria os operadores de trem usarem os freios antes de entrar na estação, permitindo aos trens chegarem devagar. Isso preveniria um acúmulo de resíduo de freio próximo às estações. Por fim, Evans disse que seria uma boa ideia melhorar o sistema de ventilação dentro dos metrôs.

Esse novo estudo acrescenta ao nosso conhecimento sobre todas essas coisas nefastas que nos esperam em estações de metrô. Em 2015, pesquisadores encontraram 15.152 formas de vida ao longo das 466 estações de metrô de Nova York. Incrivelmente, metade do DNA desses microorganismos não bateu com nada na literatura científica.

[Environmental Science and Technology]

Ariquemes – 27/04/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Vândalos sabotaram linha de trem usando corrente, diz CPTM



Objeto foi arremessado nos fios de eletricidade que alimentam os veículos, entre as estações Osasco e Presidente Altino, da linha 8-Diamante.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registrou uma sabotagem linha 8-Diamante. Uma corrente foi arremessada nos fios de eletricidade que alimentam os trens entre as estações Osasco e Presidente Altino por volta das 8h, quando um dos trens se preparava para circular. Funcionários da CPTM trabalham nos reparos aos fios e a empresa vai registrar boletim de ocorrência.
Os trens voltaram a operar nesta manhã em trechos da linha 10-Turquesa (entre as estações Luz e Tamanduateí) e na 9-Esmeralda (entre Santo Amaro e Pinheiros). A CPTM faz um plano de contingência com os funcionários que não aderiram à greve geral convocada pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência.
Como os três sindicatos que representam os trabalhadores da CPTM decidiram paralisar a atividades, todas as linhas de trem metropolitano estavam paralisadas no início desta sexta. Os sindicatos decidiram paralisar 100% das atividades, apesar da exigência legal de um contingente mínimo de operação, por ser serviço essencial, e de decisões da Justiça contra a greve da categoria.
Veja – 28/04/2017
Comentários do SINFERP
Os três sindicatos “decidiram paralisar as atividades” coisíssima nenhuma. O Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana emitiu nota afirmando que apoia eventual greve espontânea da categoria, mas que não iria organizar e nem liderar o movimento. Não se deu ao trabalho de promover uma assembleia para sabem qual seria o desejo da categoria em relação a greve geral. Estranhamente, porém, declarou que ele, sindicato, estaria em greve (greve de seus diretores e funcionários).
De novo a velha conversa da sabotagem? Só faltou a foto ridícula do governador com uma foto da tal corrente na mão, como o fez no passado com um pedaço de vassoura. Prenderam a corrente, levaram para a delegacia, ela prestou depoimento, denunciou o mandante? Que tal delação premiada para a corrente?
Ridículo, ridículo. Sempre a mesma história, sempre a mesma choradeira, sempre a mesma denúncia sem qualquer evidência ou autor. A leviandade sem criatividade, mas também sem limite.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Veja quais foram os deputados federais paulistas que votaram “sim” pela reforma trabalhista


DEM
Alexandre Leite SP Sim
Eli Corrêa Filho SP Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Missionário José Olímpio SP Sim

PCdoB
PDT
PEN
PHS
PMB

PMDB
Baleia Rossi SP Sim

PP
Fausto Pinato SP Sim
Paulo Maluf SP Sim
Ricardo Izar SP Sim

PPS
Alex Manente SP Sim
Pollyana Gama SP Sim

PR
Capitão Augusto SP Sim
Marcio Alvino SP Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim

PRB
Alan Rick AC Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Celso Russomanno SP Sim
Marcelo Squassoni SP Sim
Roberto Alves SP Sim
Vinicius Carvalho SP Sim

PROS
PRP

PSB
Luiz Lauro Filho SP Sim

PSC
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Pr. Marco Feliciano SP Sim

PSD
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Jefferson Campos SP Sim
Walter Ihoshi SP Sim

PSDB
Adérmis Marini SP Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Eduardo Cury SP Sim
Izaque Silva SP Sim
João Paulo Papa SP Sim
Lobbe Neto SP Sim
Mara Gabrilli SP Sim
Miguel Haddad SP Sim
Ricardo Tripoli SP Sim
Silvio Torres SP Sim
Vanderlei Macris SP Sim
Vitor Lippi SP Sim

PSL
PSOL
PT

PTB
Nelson Marquezelli SP Sim

PTdoB
Cabo Daciolo RJ Não
Luis Tibé MG Sim
Rosinha da Adefal AL Não
Silvio Costa PE Não
Total PTdoB: 4

PTN
Renata Abreu SP Sim

PV
Antonio Carlos Mendes Thame SP Sim
Evandro Gussi SP Sim

REDE
Solidariedade

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Greve Geral de 28 de abril: Confira onde foram decididas pelos sindicatos paralisações nos transportes.


Curitiba é uma das cidades que devem ser atingidas.
Devem ser afetados serviços de ônibus, trens e metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Recife, Fortaleza, Salvador, Cuiabá, Alagoas, Manaus, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte dizem sindicatos.

ADAMO BAZANI
Os ferroviários da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos confirmaram em assembleias na noite desta terça-feira, 25 de abril de 2017, que os funcionários das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz), 10-Turquesa (Rio Grande da Serra – Santo André – Brás), 11 Coral (Luz – Mogi das Cruzes/Estudantes) e 12-Safira (Brás – Poá/Calmon Viana) vão aderir ao Dia Nacional de Paralisação, a greve geral que deve ocorrer na sexta-feira, 28 de abril, contra as reformas da Previdência e trabalhista. A paralisação será de 24 horas, de acordo com os dois sindicatos que representam os trabalhadores destas quatro linhas.
O governo do Estado de São Paulo deve entrar na justiça pedindo frota mínima.
Podem parar os trens das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).
Também devem parar na capital, os metroviários, motoristas e cobradores de ônibus.
Rodoviários de cidades da Grande São Paulo e Litoral Paulista também prometem cruzar os braços, de acordo com os sindicatos.
Se metroviários, ferroviários e motoristas e cobradores de ônibus seguirem de fato a recomendação dos sindicalistas, ao menos 13 milhões de passageiros em 30 cidades da Região Metropolitana e Litoral de São Paulo podem ficar sem transportes, a maior parte por 24 horas.
No caso do Metrô em São Paulo, devem ser paralisadas na sexta-feira as linhas estatais: 1 Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2 Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), 3 Vermelha (Corinthians Itaquera / Palmeiras Barra Funda), 5 Lilás (Capão Redondo/Adolfo Pinheiro) e o monotrilho da linha 15-Prata (Vila Prudente/Oratório). Apenas a linha 4 Amarela (Butantã/Luz), que é privada, deve funcionar.
O sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista também decidiu aderir ao Dia de Paralisações na próxima sexta-feira. A exemplo do que ocorreu no último dia 15 de março, entretanto, os ônibus do subsistema estrutural (viações de linhas maiores) devem parar e os ônibus e micro-ônibus do subsistema local (ex-cooperativas) devem operar normalmente.
Os motoristas e cobradores de ônibus do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) também devem paralisar as atividades na próxima sexta-feira, 28 de abril, por 24 horas.
Também confirmaram adesão ao dia de paralisações, motoristas e cobradores de ônibus de Guarulhos, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Osasco, Embu das Artes, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Vargem Grande Paulista e Taboão da Serra.
Nestes casos, de acordo com os sindicatos, as paralisações serão por 24 horas e vão atingir tanto as linhas municipais como as intermunicipais gerenciadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.
No litoral paulista, devem paralisar as atividades os motoristas e cobradores de ônibus em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Cubatão e Praia Grande.
RIO DE JANEIRO:
O Sintraturb Rio, sindicato dos rodoviários do Rio de Janeiro, decidiu uma paralisação parcial dos motoristas e cobradores.
De acordo com a entidade sindical, em torno de 950 profissionais devem cruzar os braços.
A paralisação deve começar na madrugada de sexta-feira.
A entidade também vai pedir que a prefeitura faça um aditivo contratual para que seja proibida a terceirização no setor de transportes.
Ainda não foi definido o percentual de ônibus que devem ficar nas garagens.
BELO HORIZONTE E REGIÃO:
Na capital mineira, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana – STTR diz que a expectativa é que 100% dos funcionários das empresas de ônibus participem da greve.
O Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais – Sindimetro/MG decidiu em uma assembleia nesta terça-feira, dia 25, que o Metrô de BH também não deve funcionar.
Os sindicalistas dizem que querem parar toda a frota de trens.
DISTRITO FEDERAL:
A CUT -Central Única dos Trabalhadores informou que no Distrito Federal, os rodoviários que atuam em Brasília e nas cidades vizinhas também devem cruzar os braços. No entanto, ainda será definida se a adesão à greve será por 24 horas ou apenas nas primeiras horas de operação.
PARANÁ:
O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana decidiu no final da tarde desta terça-feira, 25 de abril, que a categoria também vai aderir totalmente à greve do dia 28 de abril. De acordo com a entidade, pode haver um outro ônibus nas linhas, mas o transporte estará “extremamente reduzido”.
A greve deve atingir os ônibus da capital e das cidades da região metropolitana, como Almirante Tamandaré, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária, Contenda, Colombo, Campo Magro, Campo Largo, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Piraquara e Fazenda Rio Grande.
RIO GRANDE DO SUL:
Em nota oficial, o Daer – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Estado do Rio Grande do Sul informou que determinou que as empresas responsáveis pelas linhas de transporte intermunicipal cancelem as viagens programadas para esta sexta-feira, 28 de abril, por causa da greve geral. O objetivo é garantir a segurança dos passageiros, funcionários e dos próprios veículos. Estão previstas manifestações nas rodovias. Confira a nota oficial:
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) determinou que as empresas responsáveis pelas linhas de transporte intermunicipal de passageiros no Rio Grande do Sul cancelem as viagens na próxima sexta-feira (28). A medida foi adotada devido à greve geral anunciada por centrais sindicais em todo o país, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. A ordem de serviço foi emitida nesta terça-feira (25) pela Diretoria de Transportes Rodoviários do Daer. A determinação é para que as empresas de ônibus que têm como destino estações rodoviárias gaúchas parem as atividades a partir da 4h de sexta. As linhas com chegada prevista após esse horário não poderão deixar o local de embarque.
De acordo com o diretor Lauro Hagemann, o objetivo é preservar a integridade dos passageiros durante o dia de manifestações. “Estamos priorizando a segurança dos usuários do transporte intermunicipal e evitando que passem por inconvenientes durante o itinerário”, reforça.
A ordem garante, ainda, o ressarcimento do valor integral aos passageiros que já haviam adquirido os bilhetes. O usuário também pode optar pela remarcação da data de embarque, sem que precise pagar a mais.
O transporte fretado de passageiros não é afetado pela ordem de serviço, mas o Daer orienta que as viagens nessa modalidade também sejam canceladas.
O Sindimetro/RS – Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul decidiu aderir à paralisação. Segundo a entidade, nenhum trem deve deixar o pátio durante todo dia. O governo deve entrar com recurso para impedir a paralisação total.
RECIFE E REGIÃO:
No Grande Recife, os motoristas e cobradores de ônibus, por meio do sindicato, também anunciaram que devem cruzar os braços na próxima sexta-feira, 28 de abril.
O sindicato que representa a categoria fez anúncio na tarde desta segunda-feira durante uma manifestação contra a demissão de cerca de 400 cobradores de ônibus.
O Consórcio Grande Recife de Transporte, responsável pelas linhas, que ao menos 50% de frota nos horários de pico e 30% nas demais horas.
Os metroviários devem realizar uma assembleia nesta terça-feira para definir se param ou não.
FORTALEZA E REGIÃO:
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará – Sintro-CE diz que os motoristas dos ônibus rodoviários interurbanos vão aderir ao Dia Nacional de Manifestações.
Não foi definido ainda se haverá paralisação total, o que deve ser decidido ainda nesta semana.
SALVADOR E REGIÃO:
Passageiros que dependem de ônibus em Salvador e em diversas cidades da Bahia devem estar atentos.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários no Estado da Bahia, a categoria deve aderir à greve geral no dia nacional de paralisações, prevista pelas centrais sindicais para ser realizada na próxima sexta-feira, 28 de abril de 2017.
Segundo a entidade sindical, a paralisação deve afetar os passageiros na capital Salvador e em mais de 400 cidades do Estado. Cada região, entretanto, deve definir como será a adesão, se total ou parcial.
CUIABÁ E REGIÃO:
No Mato Grosso, o sindicato dos rodoviários confirmou nesta terça-feira, 25, que motoristas e cobradores de ônibus devem cruzar os braços nesta sexta-feira, 28 de abril em Cuiabá e Várzea Grande.
O movimento devem envolver cerca de 2,5 mil rodoviários, promete o Sindicato dos Trabalhadores (Stett/Cuiabá e Região).
Em Cuiabá e Várzea Grande, operam aproximadamente 500 coletivos, que transportam em torno de 250 mil passageiros por dia.
MACEIÓ E REGIÃO:
Em Maceió e região, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro/AL) decidiu que os ônibus só vão sair das garagens a partir do meio-dia.
Representantes da entidade sindical querem impedir a saída de 650 ônibus das empresas São Francisco, Real Alagoas, Veleiro e Cidade de Maceió.
MACAPÁ E REGIÃO:
Em Macapá, a CUT – Central Única dos Trabalhadores diz que os motoristas e cobradores de ônibus também vão cruzar os braços. Haverá atos na Praça da Bandeira e na Praça Veiga Cabral.
SÃO LUÍS E REGIÃO:
No Maranhão, deve haver atos que podem interferir o funcionamento dos transportes nas seguintes cidades: São Luís, Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Bacabeira, Morros, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, Icatu, Humberto de Campos, Barreirinhas, Santo Amaro, Santa Rita, Anajatuba, Miranda do Norte, Cantanhede, Pirapemas, Presidente Vargas, Vargem Grande, Nina Rodrigues, São Mateus, Bacabal, Pedreiras, Lago da Pedra, Lago do Junco, Lago dos Rodrigues, Santa Inês, Imperatriz, Açailândia, Presidente Dutra, Pinheiro, Caxias, Pastos Bons, São dos Patos, Colinas, São Domingos do Maranhão.
MANAUS E REGIÃO:
As centrais sindicais também dizem que haverá paralisação de motoristas e cobradores de ônibus em Manaus e cidades vizinhas. Atos devem ser realizados em garagens
NATAL E REGIÃO:
Em Natal, no Rio Grande do Norte, devem circular apenas 30% da frota de ônibus nesta sexta-feira, 28 de abril.
A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte -Sintro-RN.
Natal possui uma frota hoje de 700 ônibus. Em torno de 210 veículos devem circular na cidade, mas ainda não há informações se em todas as linhas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Diário dos Transportes – 25/04/2017

Comentário do SINFERP

Ferroviários das linhas 8 e 9 da CPTM só cruzarão os braços se por vontade própria, pois a atual direção do Sindicato dps Ferroviários da Sorocabana entendeu que não deve liderar o movimento grevista, pois isso "fere o estatuto da entidade" e pode "gerar desemprego na categoria". Por outro lado, e talvez primeira vez na história mundial do sindicalismo, o próprio sindicato decretou estado de greve para seus diretores e funcionários. Greve do sindicato, mas não da categoria que diz representar. Dá prá acreditar?