terça-feira, 7 de março de 2017

Trem entre SP e Campinas só depende de liberação de terrenos da União, diz Alckmin


O traçado pretendido pelo projeto é o mesmo que estava inserido no plano do trem de alta velocidade, defendido pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

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BRASÍLIA - A viabilidade da licitação do trem de passageiros de média velocidade para interligar Campinas e São Paulo depende da liberação, pelo governo federal, da "faixa de domínio" da ferrovia de carga que já liga as duas cidades. 

Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o projeto depende apenas dessa confirmação do governo para que a oferta de parceria público-privada (PPP) do empreendimento seja apresentada ao mercado. "É um projeto extremamente importante. E sua viabilidade depende do terreno", disse Alckmin ao 'Estado'. 

"O estudo que nós fizemos mostra que cabe mais uma linha do trem de carga, dá para dobrar a capacidade, além das duas linhas do trem de média velocidade, na mesma faixa de domínio", comentou o governador, que confirmado ter entregado a proposta do projeto nas mãos do presidente Michel Temer no mês passado. "Só estamos aguardando o governo federal dar um ok, que ele concorda."

Alckmin confirmou que pretende incluir na licitação do trem de média velocidade o trecho 7 da CPTM, que seria incorporado ao projeto "para ajudar no funding" da proposta comercial. "Estamos otimistas. O grande problema hoje é o custo do terreno. É muito cara a desapropriação. Se temos a faixa de domínio, já viabiliza o projeto", disse.

O governo paulista não descartou ainda a possibilidade de a PPP ter contrapartidas financeiras da União, reunindo governos federal e estadual e a iniciativa privada no mesmo projeto. A renovação das concessões de ferrovias federais pode ser uma alternativa para injetar recursos no projeto de São Paulo. "Isso seria o ideal", comentou Alckmin. 

O projeto tem sido assessorado por técnicos do Banco Mundial. Trens de velocidade são aqueles que fazem viagem de até 200 km por hora, em média. O traçado pretendido pelo projeto é o mesmo que estava inserido no plano do trem de alta velocidade, que era defendido pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff. 

Não há valores fechados sobre o empreendimento. A se basear pelo custo de outro projeto previsto para ligar Brasília a Goiânia, os 135 km de trilhos que ligariam São Paulo à Campinas e Americana teriam custo aproximado de US$ 5,5 bilhões. Diversos fatores, no entanto, podem influenciar diretamente nesses custos, como a escolha da tecnologia que será usada e as desapropriações necessárias no traçado do trem.

O Estado de São Paulo – André Borges – 07/03/2017

Comentário do SINFERP

“Só depende”? Nosso governador é mesmo uma piada. Não consegue nem mesmo levar trem até o aeroporto de Guarulhos.

7 comentários:

Anônimo disse...

Esperar dormindo !!!

Anônimo disse...

Quem vai se interessar num empreendimento destes . Já se sabe que quando se trata deste tipo de transporte sua receita operacional não cobre todos os custo operacionais e sempre gera algum tipo de prejuízo, com taxa de retorno baixissíma. A única linha que se sustenta é a de Tokio - Hokaido!

SINFERP disse...

Amigo: 2018 chegando, e os tucanos mostrando cenourinha para asa pessoas de Jundiai, Americana e Campinas.

Anônimo disse...

A linha 7 parece que vai de brinde para a concessionária que levar esse projeto e com a iminente concessão das linhas 8 e 9, o cerco vai se fechando. Em menos de 10 anos, a CPTM vai deixar de existir.

Anônimo disse...

pela lei de PPP, o poder publico é obrigado a garantir o lucro do "parceiro" privado, o que chama-se de contraprestaçao pecuniaria. ninguem entra para perder, o poder publico é o melhor cliente que essas empresas podem ter, pois a grana que entra é grande

Anônimo disse...

A Odebrech fatura e muito na Supervia! Qualidade de serviço : Péssima . Ok trens novos e a infraestrutura deixa a desejar !
Se o público não faz , vocês acham que o privado irá fazer . Puro "Enrolation".

SINFERP disse...

A CPTM, tal como a conhecemos, com o tempo será transformada em mera administradora de transporte. Esses mesmos administrando. Brincadeira, né?