sexta-feira, 3 de março de 2017

Sistema que diminuiria intervalo e ajudaria a evitar acidentes na CPTM parou de ser implantado em 2015


Especialista diz que tecnologia ajudaria a impedir acidentes, como a colisão entre dois trens que ocorreu na quinta-feira, quando maquinista passou mal.
Um sistema de tecnologia de sinalização mais moderno, que diminuiria o intervalo entre os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), começou a ser instalado em 2012 mas parou em 2015 devido a dificuldades financeiras. Especialistas ouvidos pelo SPTV afirmam que o sistema ajudaria a evitar acidentes como a colisão dos dois trens ocorrida na quinta-feira, quando uma maquinista sentiu tonturas e com o sol, perdeu a visibilidade, e acabou colidindo com outro trem.
O sistema em questão, chamado de CBTC, significa, da sigla em inglês, controle de trens baseado em comunicação. Neste sistema, as distâncias entre os trens e as velocidades de todos os trens são monitorados por computadores e que diminuiria a capacidade de uso dos trens e a segurança.
Se um trem chega muito perto do outro, o freio de emergência é acionado, independente do que o maquinista faça na cabine.
Na quinta-feira (2), dois trens da linha 8 Diamante colidiram. Um deles, com passageiros, já estava na plataforma da Estação Barueri, sentido Júlio Prestes. O outro, guiado por uma maquinista, vinha vazio e bateu no que trem que estava parado. A maquinista disse que teve crise de enxaqueca no momento do acidente, sentiu tonturas, náuseas e o sol aumentou sua sensibilidade à luz. Por isso, ela parou de enxergar no momento do acidente.
Especialistas ouvidos pelo SPTV afirmam que o sistema ajudaria a evitar acidentes como a colisão dos dois trens ocorrida na quinta-feira.
Só que a modernização do sistema de trens da CPTM parou. Segundo o relatório administrativo de 2015, o último divulgado pela CPTM, a companhia disse para os acionistas que “a modernização da sinalização e o controle dos trens com a implantação do sistema de sinalização CBTC nas linhas 8, 10 e11 teve a execução suspensa em função da restrição financeira”, disse o relatório.
A maquinista que colidiu na linha 8 na quinta-feira disse que teve uma crise de enxaqueca que, somada à luz do sol, fez com que ela perdesse o controle do trem e acabasse batendo. A maquinista até acionou os freios de emergência, mas já era tarde. A maquinista e mais cinco pessoas ficaram feridas.
Segundo o professor de engenharia da Universidade de São Paulo, Jorge Rady de Almeida Júnior, especialista em análise de segurança, o sistema que a CPTM deixou de implantar para a comunicação dos trens ajudaria a evitar acidentes como o de quinta-feira.
"Se tudo estiver funcionando corretamente, não há a menor possibilidade de fazer uma colisão dessa forma, porque automaticamente os freios serão acionados. Essa automação tem esse objetivo de evitar que o ser humano, principalmente por engano, por cansaço, possa ocasionar uma operação errada, e dessa forma provocar acidentes, ne?", afirma Almeida Júnior.
Equipamentos comprados pela CPTM para este novo modelo de sinalização foram abandonados nos fundos da estação Brás. Alguns enferrujaram e estão no meio do mato. A CPTM diz que o material está ali desde 2013, que custou R$ 34 milhões e que iria colocar as peças em um local adequado mas, nesta sexta-feira, continuavam lá, debaixo de chuva.
Em nota a CPTM diz que não é verdade que este sistema de sinalização CBTC impediria o acidente da colisão dos trens registrada na quinta-feira e que o procedimento de manobra que a maquinista fazia com o trem vazio seria feito com o sistema desligado, caso estivesse instalado. Segundo o especialista, se o sistema estivesse implantado, só manobras feitas em pátios seriam manuais.
A CPTM disse ainda que abriu uma sindicância para apurar se houve falha humana no acidente de quinta e que os materiais estocados no Brás estão sendo removidos para um depósito, o que só deve terminar dia 15.
G1 – 03/03/2017
Comentário do SINFERP
Ah, mas foi falha humana. De todos os gestores no mínimo coniventes com sistemas de sinalização praticamente abandonados. Como, porém, para esses nada “sobra”, evidente que irá “sobrar” para  a maquinista, conforme já sugerido pelo secretário dos Transportes Metropolitanos em entrevista concedida a emissoras de TV. Bem, bola por nós cantada em comentário da notícia anterior relativa ao mesmo acidente.

5 comentários:

Anônimo disse...

Linhas 8 e 9 com ATC que trabalham na frequência de 50 Hertz , diferente nas demais linhas da CPTM . E tem mais , os antigos não permitem conexão com os sistemas ATP e ATO atuais com transmissão wifi , o CBTC na sua essência , pois cada um destes sistemas têm uma digamos "hierarquia" de comando , onde cada um destes entram em ação quando diminuem a distância entre blocos e nem há mais a existência deles ( circuito de via ). Então vêm a expressão "bloco móvel" , onde cada trem , seu movimento "autorizado" é dado entre a posição relativa do mesmo em relação as antenas na faixa de domínio , os transponders na via e a localização / distância de cada trem a frente e/ou atrás do mesmo.

Ainda são pendências......há resolver !!!

Anônimo disse...

A coisa vai apertar

Ou muda o disco de "promessas" , senão ...........

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2017/03/sindicato-dos-ferroviarios-de-sp-denuncia-falta-de-manutencao-de-trens.html?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

SINFERP disse...

Excelentes informações. Gratos.

Anônimo disse...

A reportagem em vídeo

http://globoplay.globo.com/v/5696413/

SINFERP disse...

Gratos. Lamentavemente não tem código embeb para trazer para o blkog.