quarta-feira, 8 de março de 2017

Metrô de SP manda fechar bilheterias e sala de controle durante panes


O diretor diz que não houve nenhuma ocorrência específica que tenha resultado no diagnóstico de que o esvaziamento de trens deveria ser acelerado.


O Metrô de São Paulo editou norma instruindo que os funcionários da empresa fechem as bilheterias e a SSO, a Sala de Supervisão Operacional, em situações em que seja preciso esvaziar trens parados nas plataformas - quando é detectada alguma falha que atrapalha a operação da rede.

A norma orienta os funcionários a abandonarem seus postos e descerem até a plataforma para ajudar na emergência: os bilheteiros podem fechar as bilheterias, os técnicos podem sair do SSO e os outros funcionários também devem priorizar essa função. O documento diz ainda que o número de catracas de entrada na estação pode ser reduzido.


Segundo o diretor de operações da empresa, Milton Gioia, a medida serve para acelerar essas ações de esvaziamento dos trens "Em algumas situações, isso demora mais do que a gente espera. O objetivo da empresa é atender bem o usuário e manter a operação", diz. "Quanto mais rápido o trem é esvaziado, mais rápido pode ser recolhido e liberar o prosseguimento da operação", explica.


Não é o que argumenta o Sindicato dos Metroviários. Para a entidade, a medida é reflexo da falta de funcionários no quadro da empresa, uma vez que não haveria gente suficiente para agir nessas emergências e manter os demais serviços.


Gioia rebate. "Nós temos 4.153 funcionários operacionais hoje. Nosso déficit de funcionários é menor do que 5%. Às vezes, temos de realocar os funcionários de acordo com nossas necessidades", afirma.


O Metrô teve duas ocorrências graves no mês passado que envolveram descarrilamento de trens. O primeiro, no dia 7, foi na Linha 3-Vermelha. O segundo, no dia 21, foi na Linha 5-lilás.


O diretor diz que não houve nenhuma ocorrência específica que tenha resultado no diagnóstico de que o esvaziamento de trens deveria ser acelerado. "O Metrô sempre analisa fatos, ocorrências. Essa é uma pequena mudança", diz.



Joven Pan – 08/03/2017

6 comentários:

Anônimo disse...

Falta de funcionários na CPTM também ocorre. Há estações onde há somente um agente de estação nos bloqueios . Se esta pessoa tiver algum problema , vejamos um mal súbito ou até uma "necessidade fisiológica" , tomar água , quem ira render seu posto ?

SINFERP disse...

SE isso acontecer na CPTM não dá em nada, pois seus passageiros são de segunda classe, circulam na periferia, e longe das atenções e objetivas das mídias. Infelizmente é assim.

Anônimo disse...

O Metrô também está virando "segunda classe". As linhas concedidas a iniciativa privada são as linhas de primeira. Só não vê quem não quer ou quem é muito alienado o processo de sucateamento do Metrô e da CPTM. Não dou mais de 10 anos para o fim da CPTM e sua concessão a iniciativa privada, o jogo acabou.

Anônimo disse...

o sucateamento é claro e notorio pelo objetivo mencionado acima. contudo, utilizando-se de dados da propria STM, a linha 4 ainda nao é a melhor, pois proporcionalmente tem mais falhas por passageiros transportados e km de linha. e essa linha custa uma fortuna aos cofres publicos, que acaba pagando muito acima do que recebe na bilheteria.

Anônimo disse...

Vai acabar virando uma Supervia! Já se sabe qual será o resultado !

SINFERP disse...

Olha, o sistema piora dia a dia. Não há perspectiva de nada de melhor. Vão prometendo e escamoteando ate a passagem das eleições de 2018.