sábado, 18 de março de 2017

Alckmin diz que 3,5% de ferrovias da CPTM têm problemas: 'agulha em palheiro'


Reportagem do SPTV mostrou que os maquinistas são obrigados a reduzir a velocidade em 49 trechos da rede devido a problema nos trilhos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (17) que apenas 3,5% da ferrovia da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) carecem de manutenção. O governador comparou os problemas nos trilhos a "agulha em palheiro". "Você vai sempre achar para criticar", acrescentou.

Reportagem do SPTV mostrou que os maquinistas são obrigados a reduzir a velocidade em 49 trechos da rede devido a problema nos trilhos. O problema mais antigo da linha é de 2001, quando os técnicos da CPTM disseram que o trilho entre Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, na linha 7- Rubi, estava desnivelado. Por isso, o limite de velocidade caiu de 90 km/h para 20 km/h.  Hoje, 16 anos depois, o problema não foi resolvido e nem tem data pra ser.

"Você tem 3,5% da ferrovia com problema, com manutenção, que é periódica, permanente. Mas não enxerga que a CPTM transporta três milhões de passageiros por dia. E o Metrô, cinco milhões de passageiro/dia. Se ficar procurando agulha em palheiro, você vai sempre achar para criticar", justificou.

De acordo com Alckmin, focar nos problemas do transporte público em vez de ressaltar o serviço que ele presta à população "é um desestímulo a quem está trabalhando, ao ferroviário que está se dedicando".

Segundo o governador, São Paulo é o único estado brasileiro que investe no sistema metroferroviário. "É um exemplo. Questões pontuais permanentemente nós estamos avançando", concluiu.

A reportagem do SPTV mostrou também que a linha 12-Safira é a campeã de lentidão. Ao todo, em 18 quilômetros de trilhos os trens rodam mais devagar, o que corresponde a quase 24% da linha. Entre as estações Tatuapé e USP Leste, por exemplo, a travessia do córrego Tiquatira está danificada, o que provoca o desnivelamento das vias na curva. A falha persiste desde março de 2015 e não tem data para mudar.

G1 – 17/03/2017

Comentário do SINFERP

O governador até puxa o saco de ferroviários para contornar um fato incontornável: NADA justifica a CPTM apresentar serviço meia boca para usuários. Agulha no palheiro? Problemas da CPTM estão à vista de quem quiser ver, e em qualquer estação. O que dizer, então, no que não está à vista dos usuários?

6 comentários:

Anônimo disse...

O chuchu tem que montar um plano operacional!

Uma boa pedida : "Operação Tartaruga"!

Faz jus a sua reputação.

SINFERP disse...

Ah, ele já esta nessa operação faz tempo. Pobre CPTM. Reclama que recebeu herança maldita da CBTU e da Fepasa. Interessante, não fosse o fato dessa herança ter mais de vinte anos. Aliás, as da Fepasa (linhas 8 e 9) proporcionalmente melhores do que hoje.

Anônimo disse...

Exclusivo !

Olha o que é a Supervia realmente:

Transporte de qualidade uma m.......

http://www.oantagonista.com/posts/supervia-da-odebrecht-bancou-politicos-do-rio

Anônimo disse...

E tem mais , as tais agências reguladoras que não regulam é nada .

http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/odebrecht-pagou-diretores-de-agencia-reguladora-de-transportes-do-rio.html

Anônimo disse...

o que desestimula o ferroviario nao sao as noticias, mas sim a reduçao de direitos trabalhistas,o sucateamento da ferrovia, e priorizaçao por terceirizados, o PCCS que nunca é implantado e toda a gama de humilhaçoes que passa a categoria. eu nao quero reconhecimento na boca do governador, ou nos e-mails de fim de mes do presidente da CPTM, quero o reconhecimento no bolso. discursinho barato nao enche barriga de ninguem nao.

SINFERP disse...

Sem dúvida. Bem, mas isso não ocorre apenas com os ferroviários, não é?