quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Responsabilizando crise econômica, Alckmin investe 35% menos em transportes urbanos em 2016 na comparação com Orçamento


Citando os efeitos da crise econômica, o governador Geraldo Alckmin cortou investimentos em 2016. A queda foi de 34% em comparação que foi previsto no Orçamento para o ano passado.

O relatório foi divulgado ontem, dia 31 de janeiro de 2017, pela Secretaria Estadual da Fazenda.

Dos R$ 12,5 bilhões planejados em obras e programas para o ano passado, apenas R$ 8,25 bilhões foram aplicados de fato. É o menor volume de recursos desde 2008.

Para 2017, a gestão Alckmin congelou R$ 1,2 bilhão investimentos, o que significa 9% de aproximadamente R$ 13 bilhões, que estavam planejados no orçamento aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

O total de investimentos em 2016 foi 11,7% menor do que em 2015, totalizando R$ 9,34 bilhões e chegou a ser 44,5% menor do que o realizado em 2014, ano em que a soma foi de R$ 14, 86 bilhões.

Em 2016, a queda na arrecadação Estadual foi de 7,7%, o que significa que deixaram de entrar nos cofres do Estado, R$ 15 bilhões, aproximadamente.

Um dos setores mais atingidos pelo corte foi de Transportes.

Em 2016, foram aplicados R$ 12,9 bilhões, valor 25% menor do que os R$ 17,2 bilhões previstos no orçamento.

Na área de transportes urbanos, que inclui expansão de linhas de metrô e de trem e compra de novas composições, teve uma queda maior ainda – 35%. Dos R$ 6,5 bilhões previstos para investimentos, apenas R$ 4,2 bilhões foram aplicados.

Além da crise econômica, no caso dos transportes urbanos, também contribuíram para o número menor de investimentos, os atrasos em obras como da linha 4-Amarela do Metrô, linha 5-Lilás do Metrô, linha 6-Laranja do Metrô, e 15 Prata e 17 Ouro do monotrilho, além das linhas 9-Esmeralda e 13-Jade da CPTM.

A demora na entrega de parte de 65 trens novos por fornecedores também explica a queda de 35% nos investimentos em transportes públicos.

O Governo do Estado afirmou que quando o orçamento foi feito em agosto de 2015, havia outros parâmetros econômicos e que em 2016, houve piora na economia, o que explica a queda.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Diário do Transporte – 01/02/2017

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