domingo, 12 de fevereiro de 2017

Metrô SP identifica peça com problema que causou descarrilamento de trem em SP


Segundo a companhia, equipamento que dá sustentação para as rodas superaqueceu em viagem da Linha 3-Vermelha na terça.
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Metrô já sabe a causa do descarrilamento de trem na última semana

O Metrô identificou o equipamento que quebrou no trem que descarrilou na terça-feira (7) na linha 3-Vermelha, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a companhia, a suspeita é que tenha havido superaquecimento no truque, equipamento que dá sustentação para as rodas.
As equipes tiveram que usar quatro macacos de remoção para levantar o vagão. Fotos obtidas com exclusividade pelo SPTV mostram a substituição da peça que quebrou no trem que descarrilou.
“Na estação anterior, o nosso operador escutou um ruído, imediatamente, avisou o centro de controle. Imediatamente nosso centro de controle alinhou rota para esse trem ir para o pátio, tirando de circulação”, disse o diretor de operações do Metrô, Milton Gioia. “O trem, no trajeto de Arthur Alvim a Corinthians-Itaquera, apresentou problema. Então não houve tempo para que ele fosse para a oficina de manutenção”.
O Metrô diz que o centro de controle de operações não errou ao mandar o operador do trem seguir viagem com passageiros no vagão, mesmo após ter sido avisado de que o trem apresentava um ruído.
O problema poderia ter sido detectado se o sensor de descarrilamento estivesse funcionando corretamente. Mas ele estava amarrado com uma fita de plástico, medida que foi adotada depois que o equipamento começou a se soltar das rodas dos trens.
Frota K
O trem que descarrilou roda há quase 40 anos na Linha Vermelha. É um dos 25 trens que integram a Frota K, modernizada em 2011.
A reforma desses trens e de outros 73, das linhas 1-Azul e 3-Vermelha, custou mais de R$ 1,75 bilhão aos cofres públicos. Os contratos estão sob investigação porque os promotores entenderam que as três empresas vencedoras formaram um cartel.
A empresa que reformou o trem da Frota K que deu problema se chama TTrans. A reportagem do SPTV conversou com representantes dela, que contaram ter enviado técnicos ao local para identificar o problema.
Eles constataram que a falha foi num sistema que não foi reformado em 2011 porque esse serviço não estava previsto no contrato fechado com o governo do estado.
“Existem várias ocorrências de problemas ocorridos com essa Frota K, inclusive trens que andam sozinhos e trens que descarrilam”, disse o promotor Marcelo Milani. “É uma frota sucateada porque o Metrô, em vez de comprar trens novos, resolveu optar por reformar os trens de 40 anos”.  
Em nota, o metrô disse que o laudo sobre as causas do acidente deve ficar pronto na próxima sexta-feira (17). A companhia confirmou que dois componentes do truque, o rodeiro e o rolamento, não estavam incluídos no contrato de modernização das composições.
Sobre o sensor de descarrilamento, o Metrô disse que está cobrando do fabricante uma nova versão do sistema.
G1 – Wallace Lara - 11/02/2017
Comentário do Sinferp
E assim, de falha em falha, e o Metrô vai se transformando em uma grande CPTM

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