quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Lava Jato teme que MP proteja tucanos paulistas


Investigadores da operação Lava Jato expressam temor que as irregularidades em contratos da Odebrecht com os governos tucanos do estado de São Paulo, revelados por delatores do grupo, não sejam investigados a fundo pelo Ministério Público estadual paulista (MP-SP); segundo o jornal Valor, acordo de leniência do conglomerado também levará a novas investigações de competência estadual para apurar desvios em obras de rodovias, saneamento e de construção de estádios de futebol; entre as investigações estaduais mencionadas por integrantes das equipes da Lava-Jato está a da Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo, inaugurada pelo governador Geraldo Alckmin

SP 247 - Longe dos holofotes da mídia, investigadores da operação Lava Jato expressam temor as irregularidades em contratos da Odebrecht com os governos tucanos do estado e da prefeitura de São Paulo, revelados por delatores do grupo, não sejam investigados a fundo pelo Ministério Público estadual paulista (MP-SP).

O acordo de leniência do conglomerado também levará a novas investigações de competência estadual para apurar desvios em obras de rodovias, saneamento e de construção de estádios de futebol.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira, 26, entre as investigações estaduais mencionadas por integrantes das equipes da Lava-Jato está a da Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo, que surgiu em planilha que sugere corrupção em 746 obras públicas em todo o país, apreendida com o doleiro e delator Alberto Youssef. Em outubro de 2015, a Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo arquivou o inquérito civil sobre o monotrilho.


Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, uma força-tarefa de promotores paulistas poderá ser constituída para cuidar das investigações abertas pelas delações da Odebrecht. "Nós vamos analisar todos os casos. E montar um grupo de promotores para isso, se for necessário".

Brasil 247 – 26/01/2017

Comentário do SINFERP

Puxa! Têm “temor”. Nós temos a mais completa certeza, e não é de hoje.

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