quarta-feira, 26 de julho de 2017

Trem oferece jantar passando por pontos turísticos


Oferecer uma experiência única. Essa é a proposta de trens-restaurantes que circulam pela Itália com a promessa de surpreender os clientes pela gastronomia e pelo turismo. Em Milão, a versão do trem-restaurante é comandada pela empresa ATMosfera, que introduziu pela primeira vez o serviço em 2006 e até hoje leva seus clientes de uma forma diferente aos principais pontos turísticos da cidade.

O passeio, que custa 70 euros - cerca de R$ 256 -  por pessoa, dura cerca de 2h30 e serve pratos e vinhos especialmente selecionados. Há três opções de cardápio (carne, peixe ou vegetariano) e o restaurante é comandado por chefes italianos e estrangeiros.

Em entrevista à agência de notícias Ansa, Fabio Mosconi, responsável pelo departamento de Serviços Diversificados do ATMosfera, contou que, "em 2016, foram servidos 15.600 jantares, com uma média de preenchimento de 91% das vagas disponíveis".

Apesar de ser uma atração turística, o passeio atrai mais italianos que estrangeiros. "O público consiste na maior parte de italianos, mas também recebemos clientes do mundo todo e a reserva precisa ser feita on-line", explicou o manager. Para quem procura uma experiência mais exclusiva, é possível alugar os trens para festas privadas e casamentos, que são realizados, segundo Mosconi, uma vez a cada três meses.

O ATMosfera possui dois trens de época restaurados, os quais comportam 24 pessoas e seu ponto de partida fica na via Cantù. O serviço é oferecido todos os dias da semana, com um trem partindo às 20h00 e o outro, às 20h30. Equanto janta, o público aprecia música clássica e atravessa os principais pontos turísticos de Milão.


Roma


Já em Roma, dois trens disponibilizam o serviço de restaurante. Um é o Tramjazz, uma opção mais romântica, pois uma banda de jazz toca pelo trajeto enquanto o jantar é servido à luz de velas, com pratos típicos da região da Lazio e com vista para o Coliseu. O ingresso custa 70 euros.

O outro é o Ristotram, que também oferece música ao vivo e menus exclusivos por 60 euros - equivalentes a R$ 220 - por pessoa. O passeio em ambos os trens-restaurantes dura cerca de 3 horas, partindo da praça Porta Maggiore e passando pelos principais pontos turísticos de Roma.
Band.com – 24/07/2017

terça-feira, 25 de julho de 2017

Viagens de trem e VLT de Maceió (AL) ficarão suspensas por três dias, informa CBTU


Medida foi tomada após solicitação da Prefeitura de Maceió para obras em uma galeria danificada devido às chuvas.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou por meio de nota, nesta segunda-feira (24), que as viagens de trens e do VLT ficarão suspensas por três dias após uma solicitação da Prefeitura de Maceió.  Durante o período, serão feitos reparos em uma galeria que foi danificada no bairro do Mutange, devido às chuvas no último sábado (22). 
As viagens devem ser normalizadas a partir da próxima quinta-feira (27).
De acordo com a assessoria da CBTU, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) informaram que será necessária a utilização de máquinas pesadas no local, o que impedirá a circulação dos trens por questões de segurança.
A galeria danificada provou a queda de uma barreira que fica próxima à linha férrea que corta o bairro. Desde o último sábado, moradores da região interditaram a Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, via principal do Mutange, por conta que o rompimento da galeria provocou uma enxurrada e terminou invadindo as casas. O tráfego de veículos foi liberado no início desta tarde.
Gazeta Web – Rafael Maynard – 24/07/2017

Vendedores ilegais de passagens de trem e Metrô continuam agindo em SP


Esquema fraudulento pode ser visto em estações da capital paulista e região metropolitana. Passageiros pagam R$ 3 para usar o Bilhete Único.

A venda ilegal de passagens de trem e Metrô continua sendo realizada em estações da capital paulista e da região metropolitana. O esquema foi flagrado pela equipe de reportagem do SP1.

Na estação Celso Daniel, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na Grande São Paulo, pelo menos quatro vendedores ilegais agiam ao mesmo tempo.

Ao invés dos R$ 3,80, valor unitário da viagem, os passageiros pagam R$ 3 usando o bilhete dos infratores. Os passageiros pegam o bilhete das mãos do vendedor clandestino e passam pela catraca, devolvendo pela porta giratória da saída.

Em Mauá, outra cidade da Grande São Paulo, a venda ilegal de passagens também ocorre no meio da rua. A diferença é que lá, quem vende o bilhete vai até a catraca com o passageiro.

Na estação Vila Matilde do Metrô, na linha 3-Vermelha, na Zona Leste de São Paulo, a cena se repete.

O SP1 já mostrou que esses bilhetes as vezes também são carregados de forma fraudulenta. o dinheiro nunca chega ao sistema de transporte.

No primeiro semestre, a SPTrans aprendeu bilhetes falsos que se fossem usados causariam um prejuízo de um milhão e duzentos mil reais ao sistema de transporte.

Em breve, esse problema poderá ser da iniciativa privada. O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo, o bilhete único, está nos planos de concessão da Prefeitura de São Paulo que, para isso, fechou um convênio com o estado.

A manutenção do sistema custa cerca de R$ 250 milhões por ano. A ideia é que alguma empresa assuma o serviço. Desta forma, estado e Prefeitura ficariam livres dos custos e ainda poderiam arrecadar com a concessão. A empresa que ganhar a concorrência poderá explorar os 15 milhões de bilhetes único de outras maneiras.

“Hoje, o bilhete único não tem valor agregado, ele só serve para pagar transporte. E uma boa parte da população não tem conta em banco. Ela anda com dinheiro e o Bilhete Único. Esse cartão em países mais modernos em cidades mais modernos, ele já serve como cartão de débitos, cartão de benefícios, cartão que dar prá fazer outras coisas”, afirmou Wilson Poit, secretário municipal de Desestatização e Parcerias.

De acordo com o secretário, os ganhos com o bilhete único vão para saúde e educação.

G1 – 24/07/2017

VLT de Fortaleza (CE) inicia operação assistida nesta terça com viagens grátis


A Operação Assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no trecho das estações Borges de Melo a Parangaba terá início nesta terça-feira (25). De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), o trecho faz parte do Ramal Parangaba/Mucuripe que se integrará com as linhas Sul e Leste e, indiretamente, com a Linha Oeste, cruzando 22 bairros.
São 13 km de via dupla, sendo 1,5 km de via elevada e 10 estações. Quando concluído, a demanda prevista é de 90.000 passageiros por dia.
O governador do Ceará, Camilo Santana, dará início à utilização do sistema, com saída prevista para 8h30min da Estação Borges de Melo, perfazendo o trajeto entre as estações Borges de Melo, Vila União, Montese e terminando em Parangaba.
Por se tratar de uma Operação Assistida, não haverá cobrança de passagem nesta fase. O sistema funcionará, no período, entre as 8h e 12h, de segunda a sexta-feira.
O trecho em Operação Assistida tem cinco quilômetros de extensão, compreende quatro estações e vai ligar a Parangaba ao Bairro de Fátima, passando pela Vila União, Itaoca e Montese. Para a operação, serão utilizados três trens – dois na via e um de reserva. Neste primeiro momento o VLT se integrará com o Metrô de Fortaleza e transporte rodoviário urbando, através da estação da Linha Sul e terminal, ambos no bairro Parangaba.
O início da Operação Assistida representa um avanço nas obras do trecho 2 (Parangaba – Borges de Melo) do VLT, que operava em fase experimental, sem passageiros, desde setembro do ano passado. Com 96% de execução, o trecho já está em fase de conclusão.
Além do trecho 2, as obras seguem no trecho 1, que corresponde à passagem inferior da Borges de Melo e já alcança cerca de 70% execução, com entrega prevista para setembro deste ano. Já no trecho 3, que fica entre as estações Borges de Melo e Iate, as obras vão passar por nova licitação nos dias 17 e 18 de agosto, para acelerar a conclusão.
Atrasos e paralisações nas obras
O VLT estava previsto inicialmente para ser inaugurado em 2014, a tempo de ser usado na Copa do Mundo, mas sofreu uma série de atrasos, e o então governador do Ceará, Cid Gomes, rompeu o contrato com a empresa responsável.
Foram iniciados um novo processo de licitação para contratar uma nova empresa, que concluiu a obra do VLT com três anos de atrasos.
G1 – 24/07/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Doria planeja vender o transporte público de São Paulo todo de uma só vez


A Prefeitura de São Paulo planeja lançar ao mesmo período as três grandes privatizações de transporte público: a operação dos terminais de ônibus, das linhas e do sistema de pagamento do bilhete único.



A Prefeitura de São Paulo planeja lançar ao mesmo período as três grandes privatizações de transporte público: a operação dos terminais de ônibus, das linhas e do sistema de pagamento do bilhete único. Trata-se de formar um "pacotão do transporte público" e vende-lo aos empresários para lucrarem em cima da mobilidade urbana da maior cidade do país.

É um grande risco à qualidade do transporte público e ao custo do transporte público na vida do trabalhador, pois submete esse direito fundamental aos interesses de mercado, de lucro, de grandes empresários estrangeiros e despreocupados com a população.

A estratégia, diz o prefeito João Doria (PSDB), é atender ao "grande apetite" de capitalistas árabes e asiáticos no setor. Doria, em visita à China, tem hoje reuniões no Banco da China e no Banco de Desenvolvimento da China e deve focar as conversas em duas das três privatizações: terminais e bilhete único. A estratégia é preparar terreno para "negócios" futuros.

Esquerda Diário – 24/07/2017

Comentário do SINFERP

Realmente, é a fome com a vontade de comer. O grande apetite dos capitalistas árabes e asiáticos diante da grande oferta da apetitosa oferta capitalista do engomadinho alcaide da capital dos paulistas.

Acidente interrompe parte da linha 12 da CPTM


Um acidente envolvendo um trem de manutenção nas proximidades das estações Tatuapé e Engenheiro Goulart, zona leste de São Paulo interdita uma via da linha 12 Safira (Brás/ Calmon Viana), fazendo com que os trens sigam em velocidade reduzida.
O trem de manutenção bateu no muro de uma casa. Ainda não há informações sobre vítimas.
As composições de passageiros seguem apenas por uma na região, provocando lentidão no trecho entre USP Leste e Tatuapé.
A CPTM acionou ônibus da operação PAESE para dar apoio aos passageiros, São 25 veículos operando neste trecho.
Não há previsão para normalização.
Diário do Transporte - Adamo Bazani – 24/07/2017
Comentário do SINFERP

Ah! Foi um acidente, e não uma falha.

Trens da linha 12-turquesa circulam com velocidade reduzida em SP


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os passageiros da linha 12-turquesa (Brás-Calmon Viana) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) enfrentam problemas na manhã desta segunda-feira (24). Os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações de Tatuapé e Engenheiro Goulart, zona leste de São Paulo. Segundo a CPTM, houve um problema técnico de equipamento na via. Por volta das 7h, não havia previsão de normalização da linha. Durante a interrupção, foram acionados 25 ônibus do Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para atender o trecho entre as estações USP Leste - Tatuapé.

Bem Paraná – 24/07/2017

domingo, 23 de julho de 2017

Trensurb (RS) aposenta projetos de criação de novas linhas do Aeromóvel


Ideia era oferecer transporte para a Arena do Grêmio e para a Zona Sul de Porto Alegre.

Quatro anos depois de anunciar projetos de criação de novas linhas do Aeromóvel em Porto Alegre, a Trensurb informa que aposentou a ideia. Pelo menos, por enquanto.

Segundo o diretor-presidente da empresa, é preciso esperar mais. David Borille está de olho no projeto do Aeromóvel de Canoas. Ele diz ter muitas perguntas, que serão respondidas a partir do início das operações que irá ligar os bairros Mathias Velho e Guajuviras, passando pelo Trensurb.

Os projetos de expansão do Aeromóvel não estão avançando. Estamos esperando os resultados de Canoas - informa Borille.

Este projeto, que é desenvolvido pela prefeitura, prevê veículos maiores, transportando mais passageiros ao mesmo tempo, em duas vias, de forma simultânea e em um traçado de 15 quilômetros. Esse é um plano completamente diferente do atual modelo de linha que a Trensurb tem, entre a estação do trem e o Aeroporto Salgado Filho. 

O problema é que o atual prefeito de Canoas Luiz Carlos Busato decidiu não dar prosseguimento ao projeto do seu antecessor enquanto não encontre algum parceiro para dividir os custos de construção do aeromóvel. Em fevereiro, a prefeitura e o Governo Federal iniciaram uma discussão envolvendo a empresa chinesa China Railway First Group (CRFG). A ideia seria criar oito linhas de aeromóvel entre municípios da Região Metropolitana em troca da concessão da Trensurb por 30 anos, mas, por enquanto, a prefeitura informa que não há avanço ou novidade sobre esse projeto.

Em maio de 2013, a Trensurb anunciou a realização de um estudo de demanda de de uma linha de 18 quilômetros do Aeromóvel, da Estação Mercado até a Avenida Juca Batista. Dois meses depois, foi a vez da empresa divulgar a intenção de criar uma linha de transporte até a Arena do Grêmio. Em fevereiro e março de 2014, a Trensurb divulgou a suspensão dos projetos, mas com intenção de executá-los em breve. 

Rede Gaúcha – 21/07/2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dia 01/08 é greve no Metrô e CPTM: Da falsa "modernização" ás licitações fraudulentas.


Trabalhadores do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) marcam greve para o dia 01/08. O projeto de ataques aos direitos trabalhistas, começa a todo vapor em SP. Na CPTM querem cortar os salários dos funcionários, se apoiando em uma decisão judicial que diminuiu o aumento dado a categoria na campanha salarial de 2011. No Metrô o processo de terceirização avança descaradamente. Só resta a essas duas categorias ameaçadas de serem extintas, resistir.
A direção do Metrô de SP, seguindo as diretrizes do governo Alckmin, promete terceirizar todas as bilheterias das estações. Já começaram na linha 5 e pretendem expandir para todas as linhas.
Sob um discurso de modernização, querem trocar trabalhadores do Metrô, por trabalhadores que ganham 3 vezes menos, com uma jornada de trabalho maior e menos direitos.
Não é de hoje que o PSDB promove um desmonte no transporte sob trilhos de SP. Há muitas décadas no poder, terceirizam e privatizam serviços, entregando o transporte para as empresas que financiam suas campanhas eleitorais. A linha 4 amarela é o exemplo mais acabado de como entregar o serviço público para empresas amigas, que dão gordas contribuições para as campanhas eleitorais do partido.
Entre cartéis, obras atrasadas, superfaturadas e denúncias do MP, o governo de SP passa ileso. Continua seu esquema de "modernização", as custas do suor do trabalhador e do rebaixamento de seus salários e direitos. Contando com a conivência da justiça Paulista, os tucanos se sentem livres para seguir com seus esquemas espúrios e fraudulentos, afim de financiar sua hegemonia na política Paulista.
A venda de bilhetes do Metrô é um negócio milionário. Um flanco que os parasitas do estado, os monopólios e os políticos burgueses, não podiam deixar passar. Pois rende grandes fortunas para os empresários amigos, que contribuirão com quantias generosas para o PSDB conseguir fazer bastante propaganda enganosa, elegendo seus políticos no estado.
Ao invés de contratar mais funcionários efetivos do Metrô, vão usar esse dinheiro para a corrupção. Colocando uma empresa terceirizada, que paga 1 salário mínimo para seus funcionários. A diferença do salário que viria para o trabalhador, vai para o bolso dos corruptos.
E não para por aí. Assim como o governo corrupto e golpista de Temer, quer fazer com os trabalhadores do Brasil inteiro, diminuindo seus salários e direitos através da reforma trabalhista, Alckmin, em SP, se prepara para dar saltos e privatizar todo o Metrô. Um negócio bilionário que vai precarizar a vida do metroviário, diminuindo a qualidade já questionada do serviço prestado. Afinal de contas, uma empresa privada trabalhará com menos funcionários, com jornadas maiores e salários menores, atingindo em cheio a qualidade do serviço prestado a população.
É necessário dar uma resposta à altura, para esses políticos e empresários corruptos. Não aceitaremos mais as negociatas feitas pelas costas dos trabalhadores. Negociatas que custam nossas vidas, que colocam o lucro e o poder de poucos a frente da qualidade de vida da maioria da população.
Precisamos de um transporte público, de qualidade e acessível a todos. É necessário a mobilização popular, para barrar a privatização e estatizar todo o transporte, sob controle dos trabalhadores e usuários.
Os metroviários precisam organizar uma grande greve, junto a outras categorias do transporte. Não podemos aceitar a traição da maioria das centrais sindicais, que limitaram as greves gerais do dia 15/03 e 28/04 a 1 dia, e boicotaram a do dia 30/06. Precisamos parar a cidade e levantar uma grande mobilização nacional, contra as reformas do governo golpista de Temer e as privatizações de Alckmin.
Tomar as greves em nossas mãos, para garantir que nenhum direito aos trabalhadores seja tirado. Estatizar todo o transporte, sob controle dos trabalhadores e usuários, é a bandeira que nós metroviários, ferroviários e rodoviários, precisamos levantar no Brasil inteiro.
Garantir um transporte digno! Garantir nossos direitos trabalhistas! Derrotar os corruptos! Precisamos nos organizar e parar a produção! Nós podemos e devemos! Nossas vidas valem mais que o lucro deles!
Mundo Operário – 21/07/2017
Comentário do SINFERP
Bem, essa informação é de metroviário de São Paulo. A ver se de fato acontece.

Usuários reclamam de água que entra nos trens do subúrbio de Salvador (BA) quando chove.


Portas e janelas dos veículos estão com defeito e não fecham direito.
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Usuários dos trens do Subúrbio, em Salvador, reclamam da entrada de água da chuva no local, devido às condições precárias dos veículos. A situação ocorre porque as portas e janelas dos trens apresentam defeitos e não fecham direito. Os trens transportam cerca de 11 mil passageiros por dia.
Um vídeo mostra que, em dia de chuva, a água entra nos trens, já que as janelas não ficam bem fechadas. “Olha a condição dessa 'cachoeira' dentro do trem do Subúrbio. A gente paga prá andar de trem e anda de piscina e cachoeira”, reclama o autor do vídeo.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), responsável pelos trens, disse que lançou a licitação de empresas que vão participar do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio, que têm até o dia 28 de agosto para se cadastrar.
A Sedur diz ainda que irá ampliar a malha ferroviária, que terá mais estações, e o tempo de deslocamento dos passageiros será menor. Uma decisão judicial liminar, no entanto, suspendeu o edital de licitação no dia 27 de junho deste ano. Procurada pelo G1, nesta quinta-feira, a Casa Civil informou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) "está trabalhando na elaboração da peça recursal cabível para derrubar a liminar".
G1 – 20/07/2017

Crise econômica tira passageiros de trem e metrô do Rio


A crise econômica, apontam concessionárias e especialistas, foi a responsável pela queda no número de passageiros dos trens e do metrô do Rio. Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre janeiro e junho de 2016, 90 milhões de pessoas usaram os trens. Nesse mesmo período de 2017, o número caiu para 79 milhões. Já o metrô teve uma queda de 122 milhões para 121 milhões — mesmo com a implantação da Linha 4, extensão da Linha 2 que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.
— Como o Rio reduziu sua atividade econômica, é razoável que o transporte tenha reduzido também. Há uma correlação entre eles. Livros de transporte e economia falam que isso é um comportamento esperado — afirma o especialista em transportes e professor da Uerj Alexandre Rojas.
As concessionárias confirmam o diagnóstico. A SuperVia alegou que registrou diminuição de cerca de 100 mil passageiros por dia no primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso, ainda segundo a empresa, causou uma perda de R$ 100 milhões na receita.
Já o Metrô Rio afirmou que perdeu 15 mil passageiros por dia: “A entrada em operação das 5 novas estações da Linha 4, em setembro de 2016, compensou parte da redução”.
Extra – 21/07/2017

Comentário  do SINFERP

Também em São Paulo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estado vai reduzir desapropriações para implantar VLT de Cuiabá


Menos imóveis serão desapropriados pelo Estado para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos em Cuiabá e Várzea Grande. Este é um dos apontamentos feitos pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) em relação ao acordo firmado pelo governo com o Consórcio VLT e que o secretário de Estado de Cidades Wilson Santos (PSDB) garante que será acatado pelo governo do Estado.
Conforme o secretário, a equipe técnica da Secretaria de Cidades (Secid) já está trabalhando em um novo plano de desapropriações desde o último final de semana. “Nós vamos reduzir drasticamente o número de desapropriações e de demolições, em torno de 30% a 50%. Os Ministérios Públicos exigem que esse plano esteja pronto antes da assinatura do acordo. Então, também estamos acatando essa orientação”, disse na manhã desta terça-feira (18).
Wilson Santos explicou que a Secid concordou com a alteração após constatar em outros lugares do mundo que o VLT circula a poucos metros de construções urbanas. “Com a inauguração do VLT no Rio de Janeiro, nós pudemos observar in loco que é possível ter o VLT passando a um metro e meio, dois metros de paredes, como acontece no Rio, em Lion, em várias capitais do mundo porque ele é um veículo leve, que não causa quase nenhum impacto na estrutura arquitetônica e de engenharia dos imóveis”, disse.
Trazendo o exemplo para Cuiabá, o secretário apontou que na Avenida Tenente Coronel Duarte, região da Prainha, será possível impedir a desapropriação de dezenas de imóveis. “É possível ter esse veículo leve mais próximo e evitando, por exemplo, aonde tem a papelaria Dunorte, praticamente todos aqueles sobrados estavam condenados. Nessa nova concepção, nós entendemos que é possível preservar todos aqueles sobrados”.

Outras adequações

Segundo o secretário de Cidades, outros pontos de discordância com o Ministério Público que já foram superados são a cláusula de compliance no contrato do VLT e os incentivos fiscais, que não constarão mais no contrato com o consórcio VLT.
Compliance é um conjunto de disciplinas que servem para garantir que as normas e regulamentações constantes em um contrato sejam cumpridas, além de ser uma forma de prevenir qualquer inconformidade dentro de uma empresa.
Com relação à retirada deste ponto do acordo, Wilson Santos se mostrou insatisfeito, porém, resignado. “Nós não vamos discutir, nós vamos acatar o pedidos dos Ministérios Públicos. Eu acho que é uma modernidade, é algo que protege os contratos. E nós vamos acatar o pedido do MP e retirar a cláusula do compliance”, disse.
Em relação à retirada de incentivos fiscais, Wilson Santos explicou que a desoneração havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa em 2012, ainda na gestão passada, e que na primeira etapa das obras com VLT, foram concedidos R$ 106 milhões. “Os MP’s exigem fiscalizar, o que nós concordamos”. Segundo Wilson, outra alternativa do governo é pagar diretamente o tributo. “Ao invés de darmos a desoneração, nós pagarmos o tributo. Nós temos duas alternativas para atender aos MP’s, então, este ponto não é mais polêmica, está resolvido”.

Pendências

Ainda restam pontos ainda sem consenso por parte do Estado e dos MP’s, como a definição do valor a ser pago pelo término do modal e do prazo para que isso aconteça. No caso do prazo, o acordo com o consórcio prevê 24 meses de obras, enquanto os procuradores e promotores sugerem 19 meses, mesmo prazo que, segundo Wilson Santos, foi apontado pela consultoria da empresa KPMG.
“Só que nós sabemos onde o VLT vai passar. As avenidas, o transtorno, a complexidade. Agora, pode ter certeza que a questão de prazo não será impeditivo para o acordo. Havendo necessidade de reduzir o prazo, o governo está aberto à discussão”, amenizou.
A questão do valor a ser pago pela obra é a principal preocupação da Secid. “Os valores é o item que nós mais queremos que os nossos técnicos conversem com os peritos do Ministério Público, porque o MPE fez um relatório contábil e chegou a R$ 920,79 milhões. Nós temos documento em mãos assinado pelo MPE. E o nosso é R$ 922 milhões, ou seja, nós estamos muito próximos do preço do MPE. Estamos dispostos a superar todos os problemas”, ressaltou.
JornalMax – 18/07/2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

“Se os MPs [de Cuiabá] entenderem que não vai ter VLT, vendemos os vagões”


O governador Pedro Taques (PSDB) demonstrou certa irritação ao ser questionado sobre o novo parecer do Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) em relação ao acordo firmado entre o Poder Executivo e o Consórcio VLT para a retomada das obras do modal de transporte.
No documento, MPE e MPF afirmam que o Estado não saneou ou deu resposta adequada às irregularidades comprovadas na ação judicial para retomada da obra.
“O secretário de Cidades Wilson Santos, o procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, o controlador-geral, Ciro Rodolpho, e todas as equipes destas secretarias estão trabalhando para resolver isso”, disse Taques.
“Ora, se o Ministério Público Federal e Estadual entenderem que não vai ter o VLT, a gente vai ter que vender os vagões do VLT e buscar outra coisa”, afirmou.
Perguntado se os MPs estariam atrapalhando o andamento da obra, ele disse que não.
“Em absoluto. O MP é uma instituição séria que ajuda muito. O que estamos aqui debatendo é: o que é melhor para o Vale do Rio Cuiabá. Não podemos ficar com essa cicatriz rasgando Cuiabá e Várzea Grande. Cuiabá vai atingir 300 anos. Uma cidade moderna não pode ficar dessa forma”, disse.
O governador afirmou também que o acordo firmado com o consórcio para a retomada da obra ao custo de R$ 922 milhões é o caminho mais fácil, mais econômico e mais rápido.
“O acordo foi feito, estamos superando algumas fases e precisamos entender que é muito mais caro fazermos outra licitação. Outra licitação será uma licitação internacional, vai demorar e o valor será bem maior”, disse.
“O MPF e MPE não têm posição final ainda. Isso [parecer] vai ao juiz federal Ciro Arapiraca e o juiz vai fazer, me parece, uma audiência de conciliação. O MP não está pondo pau na frente do VLT. Eles estão cumprindo seu papel constitucional”, concluiu Taques.
O VLT
A obra do VLT foi iniciada em agosto de 2012 e deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.
Entretanto, os sucessivos atrasos levaram a gestão anterior do Executivo a fazer um aditivo, prevendo o término para 31 de dezembro daquele ano.
Porém, as obras foram paralisadas antes deste prazo, já que o Estado não realizou os pagamentos solicitados pelo consórcio.
Desde então, a gestão Taques vem travando uma batalha judicial por conta de erros encontrados nas obras e até mesmo no contrato.
Midia News – 18/07/2017
Comentário do SINFERP
Novela ridícula, escandalosa e cara, muito cara.

Atrasos provocados por defeitos no metrô de Recife (PE) geram reclamações de usuários


O metrô é um meio de transporte utilizado por 400 mil pessoas por dia na Região Metropolitana do Recife (RMR). São duas linhas elétricas: a Sul e a Centro, e uma a diesel, que liga o Cabo de Santo Agostinho a Jaboatão dos Guararapes. Pelo menos na teoria, um meio de transporte rápido e barato, cuja tarifa custa R$ 1,60, mas nem sempre é fácil de utilizar.

Na última semana, duas paralisações no sistema tumultuaram a vida de milhares de pessoas que tiveram que atravessar de um lado para outro da Estação Cajueiro Seco, pelos trilhos, e enfrentaram plataformas mais lotadas que o normal. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o número de falhas nos trens é pequeno.

Na linha Sul de 1 de junho a 13 de julho, foram realizadas 7.294 viagens e registradas falhas em apenas 43 delas, o que significa cerca de 0,58% das viagens. Um número que isolado parece insignificante, mas que na vida dos usuários acarreta uma série de transtornos.

Relatos

A jornalista Tereza Moura já viveu a experiência de estar em um vagão quando o trem quebrou. De acordo com ela, era um dia de muita chuva e todos os passageiros, inclusive idosos, tiveram que descer e caminhar em meio aos trilhos, de volta a uma estação, para pegar outra composição.

A maioria das pessoas reclama que os trens são velhos e desconfortáveis. Além disso, apresentam goteiras, e em muitos o ar condicionado não funciona. Os atrasos provocados pelos defeitos são de longe a principal reclamação, o que revela que a percepção dos usuários sobre as falhas no sistema é bem diferente dos números da CBTU.

TV Jornal – 17/07/2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Novos trens para Linha 10 da CPTM só em 2020


Usuários da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) devem receber novos trens em meados de 2020. O ramal que liga cinco cidades do ABC à região central de São Paulo é o último a ser contemplado com as mais recentes composições do sistema ferroviário. A estatal também não tem previsão pelas reformas das estações do trecho.
No momento, a CPTM trabalha como prioridade a renovação das frotas da Linha 7-Rubi (trecho Luz-Francisco Morato) e Linha 11-Coral (Luz-Estudantes), além de transferir modelos recentes, antes adquiridos, para Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana). A Linha 8-Diamante (trecho Júlio Prestes-Itapevi) e Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) já foram contempladas pelas novas composições.
Hoje, a Linha 10 conta com trens da década de 1970 de origem espanhola, porém, modernizados no fim dos anos de 1990 para operação na CPTM. “Temos um lote de trens a receber em três anos e, gradativamente, vamos realocar os trens. A expectativa nossa é a substituição total desses trens (espanhóis)”, projeta o gerente de Relacionamento e Marketing da companhia, Sérgio Carvalho Júnior.

Estações

Das 13 estações que compõem o traçado da Linha 10, apenas duas têm acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida: Brás e Tamanduateí. Atualmente, o ramal conta com estruturas antigas, a exemplo das estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, cujos prédios são da década de 1880.
Carvalho aponta uma projeção tímida de que até 2020, os usuários do ABC terão as modernizações das estações. “A gente infelizmente não consegue fazer todas as reformas de estações ao mesmo tempo. Temos um elenco de estações que já receberam o novo padrão de acessibilidade e a Linha 10 não fugirá à regra. Apenas não posso dizer se as reformas começam em 2018 ou 2019”, discorre. A Linha 10 atende São Paulo, São Caetano, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Expresso ABC

De acordo com Carvalho, a implantação do Expresso ABC, que funciona nas estações Santo André, São Caetano e Tamanduateí, em uma via central de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h, demonstra desempenho positivo e serve para atenuar o fim do acesso da Linha 10 à Estação Luz, interrompido desde 2011. “A Estação da Luz não comporta mais (três linhas de trens)”, finaliza.

Reporter Diário – 15/07/2017

domingo, 16 de julho de 2017

VLT é solução inteligente para mobilidade


Ainda na fase imperial do Brasil, os primeiros veículos sobre trilhos se instalavam na zona urbana do Rio de Janeiro, movidos por tração animal. Aos poucos, novas tecnologias foram inovando até que, no início do século 20, com a implementação da rede aérea, bondes já circulavam com grande expansão nas principais cidades, período este que se prolongou até meados de 1968, quando foram retirados de circulação devido aos subsídios oferecidos para a indústria automobilística, que incentivaram o transporte individual.

Ao final desse mesmo século, já com os reflexos de grandes congestionamentos e poluição ambiental, as atenções se voltaram novamente para o transporte coletivo. Soluções de mobilidade foram implementadas, principalmente no setor metro ferroviário, mas alternativas inovadoras que complementem a mobilidade com eficiência e curto prazo se fazem cada vez mais necessárias.

Veículo Leve sobre Trilhos, como uma solução de mobilidade que vem alcançando sucessivos sucessos de implantação nos mais diversos países. Hoje, quando se fala em cidades inteligentes, não se consegue desvincular a contribuição da mobilidade urbana para tornar a vida dos usuários de transporte público menos estressante, dinamizar deslocamentos e melhorar a qualidade de vida da população.

O VLT compartilha com o que há de mais moderno nos sistemas de transporte, associa recursos e tecnologias que disponibilizam viagens dentro de padrões de horário e qualidade. Wi-Fi, rádio, GPS, redes ópticas e dispositivos inteligentes de localização, interligados a sistemas computacionais de controle, formam uma complexa rede que permite a movimentação do veículo dentro de padrões de regularidade e de atendimento eficiente à demanda de transporte.

Como este modal normalmente interage com o ambiente urbano, é típico o seu compartilhamento com veículos, principalmente em cruzamentos viários. No tocante ao conceito de Cidade Inteligente, o veículo VLT utiliza-se de sistemas semafóricos que lhe oferecem prioridade de passagem, o que permite fluidez e pontualidade em sua movimentação.

Os conceitos aqui apresentados não se restringem apenas aos aspectos tecnológicos, mas na grande contribuição pelo bem-estar do cidadão e o VLT faz sua parte. Leitos gramados, que embelezam e valorizam a região e seu entorno, acessibilidade quanto à comodidade e facilidades para usuários de mobilidade reduzida, design futurista, normalmente adequado às características da cidade que se destina forte incentivo à urbanização, se traduzem em oferecer qualidade de vida para os usuários e pedestres.

O VLT contribui com a revitalização das zonas urbanas por onde circula e incentiva o comércio local e os setores de lazer, com suas janelas panorâmicas e locais de paradas estratégicos. Assim, permite uma interação maior do usuário com seu entorno e colabora com o conceito de shoppings a céu aberto.

É também importante cooperador com o meio ambiente, visto que utiliza energia elétrica para seu deslocamento, colaborando com a não emissão de gases poluentes ao longo de seu trajeto.

Em complemento à nova tendência de utilização de energia limpa e de maiores avanços tecnológicos no setor de mobilidade, as tecnologias de baterias e supercapacitores substituem as redes aéreas por outras opções, e elimina a poluição visual proporcionada pelos postes e catenárias, como pode ser visto no VLT em operação no Rio de Janeiro.

Os sistemas de comunicação permitem que usuários possam usufruir das mais novas tecnologias em dados, voz e imagem interna aos veículos, e os mantêm conectados às redes da Internet no interior do veículo e nas plataformas de embarque.

As implantações de VLT no Rio de Janeiro e na Baixada Santista, em São Paulo, demonstram a viabilidade desse meio de transporte no Brasil. Espera-se que a experiência vivida com esta solução traga mais oportunidades e melhorias a inúmeras cidades brasileiras, onde o problema de transporte público já é presente e agravante.

Cabe aos gestores do setor de transporte avaliarem com bastante atenção as oportunidades de integrar suas cidades a esses novos conceitos, de oferecer bem-estar a seus cidadãos e visualizar um futuro promissor que marcará uma geração que não mais consegue se deslocar sem que a tecnologia a acompanhe.

Segs – Afonso Arroyo - 16/07/2017

sábado, 15 de julho de 2017

Bondinho sai dos trilhos e causa acidente próximo a Santo Antônio do Pinhal (SP)


Foto Leandro Miranda
Um bondinho de turismo da EFCJ (Estrada de Ferro Campos do Jordão), automotriz A1, descarrilhou na tarde desta sexta-feira (14) próximo a cidade de Santo Antônio do Pinhal. O acidente aconteceu entre os quilômetros 27 e 28 da ferrovia. Segundo informações, ninguém se feriu no acidente.

A EFCJ informou que o bondinho fazia trajeto de volta, sentido Campos do Jordão, quando descarrilhou e bateu em um poste. Havia 40 turistas no trem, eles foram transportados de ônibus de volta a estação. O acidente não irá prejudicar o itinerário do bondinho, que funcionará normalmente neste final de semana.

As causas do acidente devem ser apuradas pela Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos
AgoraVale – 14/07/2017
Comentário do SINFERP
Ah! A Secretaria dos Transportes Metropolitanos irá apurar as causas? Fácil saber o resultado: foi o maquinista.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Mudança de monotrilho para BRT na Linha 18 é descartada


Sugerida pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, a mudança do modal da Linha 18-Bronze do Metrô (Tamanduateí-Djalma Dutra), que ligará o ABC a São Paulo, de monotrilho para BRT (Bus Rapid Transit) está descartada pelo governo estadual. A proposta também sofre ressalvas da concessionária VemABC, responsável pela obra e pela operação do ramal, pois o contrato não prevê a alteração no projeto.
Em nota, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos informa que a mudança de modal não consta na PPP (Parceria Público-Privada) com a VemABC, firmada em agosto de 2014. A proposta oficializada pelo colegiado de prefeitos da região é que o traçado fosse mantido, com partida de São Paulo e passagem por São Caetano, Santo André e São Bernardo, mas em vez de monotrilho, o atendimento seria por ônibus que, na visão da entidade, seria mais barato em meio à crise econômica.
No entanto, a ideia anunciada pelo prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal, Orlando Morando (PSDB), esbarra no contrato, nas diferenças estruturais e também com relação aos impactos ambientais entre os tipos de vias elevadas de um monotrilho e de um BRT. Um exemplo é o comparativo de sombreamento perante a luz solar, maior na estrutura para ônibus ao projeto original.
Diretor-presidente da VemABC, Maciel Paiva diz que o formato do modal da Linha 18 é uma discussão que compete apenas aos entes do poder público, ou seja, entre Estado e municípios. Mesmo assim, o executivo ratifica a informação da Secretaria de Transportes Metropolitanos. “A mudança de modal não faz parte do contrato, que prevê a construção e operação do monotrilho”, afirma.
Para o diretor de Engenharia e Construções do Metrô, Paulo Meca, a alteração para o BRT traria maior impacto ambiental e classificou a ideia como “judiação” por parte do Consórcio Intermunicipal. “A Linha 15 (Prata do Metrô, também em formato de monotrilho), nasceu no lugar do que seria o Expresso Tiradentes, sistema de ônibus que colaboraria na emissão de CO2 (dióxido de carbono) e que não teria a mesma capacidade de transporte do monotrilho. Então o ABC merece coisa melhor”, aponta.
Entre os argumentos favoráveis ao monotrilho, estão a baixa emissão de agentes poluentes e de ruídos sonoros, além da capacidade de transportar de 20 mil a 40 mil passageiros por hora. Outro ponto é que esse tipo de estrutura não sofre interferência de chuvas em relação à velocidade do veículo e tampouco não enfrenta problemas quanto às enchentes.
A ideia de mudança de modal da Linha 18 de monotrilho para BRT foi dada inicialmente pelo deputado federal Alex Manente (PPS), em entrevista ao RDtv. Em junho, Morando também adotou a sugestão, em decorrência da demora do início das obras da linha metroviária. Inclusive, o tucano foi procurado pela reportagem para comentar a nota do Estado, porém, informou que não houve qualquer informação oficial sobre o assunto e optou por não comentá-lo.

Fabricante é da Malásia

A empresa contratada para fabricação dos 32 monotrilhos que estarão à disposição da Linha 18 é a Scomi, da Malásia (foto), também responsável pelas 14 composições da futura Linha 17-Ouro (São Paulo Morumbi-Jabaquara). Todos os modelos para o ramal do ABC serão produzidos no Brasil, pela fábrica a ser construída em Taubaté, interior paulista.
Vice-presidente da Brasell, empresa sócia da Scomi no Brasil, Halan Moreira também destaca os problemas de uma eventual mudança de monotrilho para BRT. “Seria necessário fazer tudo de novo (licitação e contrato) e demoraria mais tempo. E as dificuldades que ocorrem no ABC (devido às burocracias na disponibilização de verbas) é de todo o Brasil”, pontua.
A Linha 18 terá 13 estações numa extensão de 15,7 km e partirá da região central de São Bernardo, próximo ao Paço, com passagens em Santo André e São Caetano, à Estação Tamanduateí, em São Paulo, onde haverá a conexão com a Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) do Metrô e a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Obras ficarão mais caras

Orçado em R$ 4,6 bilhões em julho de 2014, com R$ 2,3 bilhões dotados pelo Poder Público e a outra metade levantada pelos sócios da VemABC, a Linha 18 ficará mais cara devido ao atraso do projeto. Segundo Paiva, o valor previsto pela iniciativa privada já está em R$ 3,5 bilhões, por meio de financiamento pela Caixa Econômica Federal na linha Pró-Transporte e por recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
De acordo com a Pasta de Transportes Metropolitanos, os valores investidos são corrigidos anualmente com base em índices oficiais, conforme estabelecido no próprio contrato. A destinação de verbas públicas está dividida em R$ 1,2 bilhão por meio de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), R$ 400 milhões de repasse do Orçamento Geral da União e R$ 252,4 milhões oriundos do Tesouro do Estado. Além do aporte, o projeto prevê R$ 406,9 milhões para as desapropriações.
O Estado prorrogou por mais seis meses o prazo para que a concessionária VemABC dê início às obras do monotrilho, em publicação no Diário Oficial no dia 14 de junho. Nesse período, o governo paulista espera que a Secretaria do Tesouro Nacional revise classificação de categoria “C”, dada pela Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), vinculada ao Ministério do Planejamento, às condições de pagamento a um possível financiamento externo, a fim de receber as verbas pelas desapropriações.
Repórter Diário – 14/07/2017
Comentário do SINFERP
Ah, cogita-se substituir o monomico por buzão, por papa-fila moderno, é?