terça-feira, 19 de setembro de 2017

Metrô do Rio retira propaganda após acusação de racismo


Placa sobre linha que liga Zona Norte à Barra da Tijuca mostra dois casais separados: um negro e outro branco.
O MetrôRio vai remover a nova propaganda sobre a Linha 4, que liga a Zona Norte à Barra da Tijuca, após ser acusada de racismo nas redes sociais. A linha atravessa bairros nobres da Zona Sul da cidade.
Colocada na estação Antero de Quental, no Leblon, a peça mostra dois casais, um branco e outro negro, cada um em uma ponta da placa. Entre eles, a frase: ‘Linha 4 – conectando o Rio de ponta a ponta’.
Veja – 18/09/2017
Comentário do SINFERP
Essa coisa do politicamente correto muitas vezes passa do limite...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desperdício de dinheiro público: mato cresce em entrada de túnel, Anápolis (GO), onde ferrovia custou R$ 4,6 bilhões


O
mato que cresce na entrada do túnel em Anápolis (GO) é a demonstração mais clara da subutilização do trecho central da Ferrovia Norte-Sul, que vai da cidade goiana até Palmas (TO). Três anos após a inauguração desse trecho, com extensão de 855 quilômetros, foram transportadas apenas três cargas, num total de 45 mil toneladas. Isso representa menos de 1% da estimativa de carga para os cinco primeiros anos da ferrovia, incluindo o trecho Norte – 6 milhões de toneladas por ano.
Nos primeiros quilômetros o que se vê são carros e motos atravessando a ferrovia, além de pessoas que utilizam os trilhos para encurtar caminho na periferia da cidade. A estimativa de custos feita pelo governo não é precisa porque a obra teve início há 30 anos, no governo José Sarney, em 1987. Mas a estatal Valec, que coordenou a construção, aponta um total de R$ 11,7 bilhões, em valores nominais, sendo R$ 4,6 bilhões para o trecho Palmas-Anápolis.
Os contratos de transporte firmados pela Valec no trecho central até o momento geraram uma receita de R$ 31,6 milhões – menos de 1% do custo do trecho. As despesas de operação ficaram em R$ 4 milhões por ano, envolvendo o trabalho de 18 funcionários distribuídos em Palmas, Anápolis e Brasília.
Nos estudos de demanda, a Valec traçou ciclos de cinco a sete anos. Os cenários previam um volume de carga de até 6 milhões de toneladas no início da operação. Passado o primeiro ciclo, o volume seria ampliado para 14 milhões de toneladas, depois para 20 milhões, até chegar ao máximo de 26 milhões de toneladas/ano num prazo de 30 anos.
No trecho central, sob a concessão da Valec, a realidade é bem diferente das expectativas. Desde a inauguração, em maio de 2014, houve o transporte de 18 locomotivas de Anápolis até Imperatriz (MA), em fevereiro de 2015; 26 mil toneladas de farelo de soja para o porto de Itaqui (MA), em dezembro do mesmo ano; e 13 mil toneladas de madeira triturada de Porto Nacional (TO) até Anápolis, de dezembro de 2016 a março de 2017.

Uma ferrovia sem trens

Questionada sobre os motivos da atual subutilização do trecho Palmas-Anápolis, a Valec afirmou que “não possui locomotivas e vagões”, mas detém a gestão da manutenção da infraestrutura ferroviária e disponibiliza as suas vias aos operadores interessados. “Todo o transporte a ser realizado neste trecho depende da iniciativa privada, das negociações comerciais entre os operadores e seus clientes e do próprio interesse comercial dos operadores logísticos ferroviários”, disse a estatal em nota à Gazeta do Povo.
Sobre uma possível superestimativa da demanda de carga, a estatal respondeu: “Da parte da Valec, as iniciativas para implantar as condições operacionais adequadas para o incremento do transporte na Ferrovia Norte-Sul estão acontecendo”.
Até o início do próximo ano, o trecho Palmas-Anápolis e a extensão de Ouro Verde (GO) a Estrela D’Oeste (SP), com 682 quilômetros, será colocado em licitação. A extensão até São Paulo, com execução de mais de 90%, terá investimentos totais de R$ 5,5 bilhões. A operação dos dois trechos passará para as mãos da iniciativa privada.
“Falha colossal de planejamento”
O diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista, aponta o motivo da atual subutilização: “Que existiu uma falha colossal de planejamento isso não há dúvida. Esse trecho demorou para ser construído. A ferrovia toda está muito atrasada, começou na década de 80. Mas, por outro lado, precisa ser complementada. Ainda não foi feita a construção de linhas complementares, os pátios, nenhuma instalação de armazenagem. Como se imagina que vá atender o escoamento de grãos, ela precisa ter silos, precisa de rodovias que cheguem até esses terminais de transbordo. É preciso obras complementares para que ela possa ser operacional”.
Questionado se o governo não teve tempo para pensar nisso tudo nesses 30 anos de obras, Batista respondeu: “Isso é inexplicável. Não faz sentido se planejar uma ferrovia para, quando ela estiver pronta, não ter acesso, não ter as condições operacionais. Mais do que inexplicável, esse é um grande desserviço ao país. Não faz sentido um país que tem um baixo nível de investimento, ao realizá-lo, você tem uma infraestrutura cara em condições de subuso. De fato, é uma situação absurda isso”.
Direito de passagem
Outro entrave apresentado pela CNT é a questão do direito de passagem – a garantia de que o trem de uma concessionária possa passar pela malha de outra mediante pagamento. “O fracionamento da malha da rede em várias concessões foi válido para diversificar as fontes de investimento, mas a questão do direito de passagem é fundamental porque, se você fica com um trecho que não dá garantia de acesso ao porto, a ferrovia não faz sentido”, afirma Batista.
O diretor-executivo da CNT acrescentou que, quando o governo anunciou a Norte-Sul como um negócio para ser direcionado à iniciativa privada, o questionamento foi óbvio: “Salvo engano, os investidores chineses disseram que, sem o direito de passagem, esse projeto não é atrativo”. Mas ele lembra que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já abriu uma séria de audiências públicas para discutir o assunto.
Sobre a ferrovia, Batista afirma que “a importância da Norte-Sul é inconteste. Ela é importante para o país. O sentido da ferrovia é permitir a conexão de trechos transversais a um eixo estruturante longitudinal. Por isso foram previstos os projetos complementares da Fiol (Oeste-Leste) e da Fico (Centro-Oeste) para dar atratividade maior para a ferrovia”.
Trecho Norte em operação
Enquanto o trecho central engatinha, o trecho norte, com 720 quilômetros, está em plena operação. Concessionado em 2007 para a VLI – que tem como sócios as empresas Vale, Mitsui, Brookfield e o Fundo de Investimento do FGTS – o trecho entre Açailândia (MA) e Palmas já movimenta 5 milhões de toneladas por ano. Nos dois primeiros anos de operação, já transportava 1,5 milhão de toneladas.
A empresa explica o que uma ferrovia precisa para funcionar bem: “Para uma ferrovia transportar um volume desses não é necessário apenas os trilhos. É preciso toda uma infraestrutura como locomotivas e vagões para transportar a carga, terminais rodoferroviários para receber as cargas da rodovia e transferir para os trilhos, boas estradas para levar essas cargas das fazendas até os terminais rodoferroviários e principalmente capacidade portuária”.
Sobre o direito de passagem, a VLI informa que possui contratos de longo prazo com a Estrada de Ferro Carajás e Transnordestina para a passagem dos trens no trecho. A concessionária acredita que “o futuro operador do tramo central da Norte-Sul também utilizará esse instrumento, viabilizando a passagem dos trens tanto em direção aos portos do Sudeste quanto do Norte/Nordeste. O compartilhamento da malha deverá ocorrer normalmente como já acontece em outras malhas concedidas”.
Gazeta do Povo – 15/09/2017
Comentário do Sinferp
Fosse apenas naquela localidade...

Linha 9 da CPTM tem falha elétrica e trens não chegam a Osasco



Trajeto é interrompido na estação Presidente Altino; linha 8 é a alternativa.

Uma falha de energia elétrica faz os trens não circularem no trecho final da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em Osasco, na Região Metropolitana, na manhã desta segunda-feira, 18. A linha não opera entre as estações Presidente Altino e Osasco.

Os passageiros podem fazer a transferência para a Linha 8-Diamante da CPTM para chegar ao final do trajeto. Não há previsão para que as operações sejam normalizadas na região.

R7 – 18/09/2017

sábado, 16 de setembro de 2017

Alckmin entrega estações do metrô com atraso e faz promessas para ano eleitoral


Obras custaram quase 293% a mais que o orçamento previsto inicialmente, segundo Tribunal de Contas do Estado.


SÃO PAULO — Em evento que lembrava uma campanha eleitoral, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) inaugurou três estações da Linha 5-Lilás do metrô na capital paulista, nesta quarta-feira, e anunciou a entrega de mais 21 paradas até o próximo ano, bem em meio à corrida eleitoral de 2018. O atraso de três anos na entrega das obras, que somam mais 2,8 quilômetros de extensão à malha metroviária do município, foi justificado como parte da política de austeridade fiscal da gestão tucana.

— Em Nova York, Tóquio e Cidade do México, tudo foi feito com a ajuda do governo federal. Nós não gastamos mais do que arrecadamos. Ou então fica como o governo federal, que quebra. Usamos só recursos do governo do Estado de São Paulo — declarou o governador, comparando a malha paulista, que tem 81 quilômetros de extensão, com o metrô nova-iorquino, que soma mais de mil.

Inicialmente, a inauguração das paradas Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, da Linha 5-Lilás, era prevista para 2014, mas foi adiada pelos dois anos seguintes e postergada outras duas vezes, em julho e agosto deste ano, até a entrega efetiva nesta quarta-feira. As obras do trecho tiveram início em 2011.

A extensão da linha teve um custo de R$ 9,97 bilhões — 293% a mais que o valor previsto no primeiro orçamento da ampliação, registrado em 2009, no valor de R$ 3,4 bilhões. O aumento das estimativas nos últimos anos atraiu a atenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que publicou nesta quarta um despacho no Diário Oficial afirmando que a estação Adolfo Pinheiro, entregue em 2014, foi "inaugurada de forma precária".

No texto, o TCE pede que o metrô apresente considerações sobre falhas no projeto, apontado como "última fatia de uma obra demorada."

O Metrô informou que "irá prestar todos os esclarecimentos necessários ao Tribunal de Contas do Estado". Segundo a companhia, a estação Adolfo Pinheiro foi inaugurada em fevereiro de 2014 e já recebeu "8,6 milhões de passageiros".

"A ampliação da linha 5-Lilás compreende a construção de 11 km e 11 estações, de Adolfo Pinheiro (inaugurada em fevereiro de 2014) a Chácara Klabin, além da aquisição de 26 novos trens, implantação do moderno sistema de sinalização e controle – CBTC – em toda a linha e a construção do pátio de manutenção Guido Caloi. O investimento para todo o empreendimento é de R$ 9,97 bilhões (em valores atualizados)", diz nota enviada pelo Metrô.

NOVAS PROMESSAS E OBRAS ATRASADAS

Durante a cerimônia de inauguração, realizada na estação Brooklin, aliados do tucano discursaram pedindo Alckmin como presidente. O próprio governador não fez nenhum comentário sobre sua possível candidatura, mas tirou fotos com populares e fez promessas de entrega de novas paradas.

Ele afirmou que deve entregar outras seis estações da Linha 5-Lilás nos próximos 120 dias. São elas Ibirapuera, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin. A estação Campo Belo é prevista para o próximo ano. Quando estiver completa, a linha apresentará 20km de extensão e deverá se conectar às linhas azul e verde do metrô.

Além das sete estações da Linha 5-Lilás, a gestão anunciou para 2018 a entrega de três paradas na Linha 4-Amarela, oito da Linha 15-Prata, e três na Linha 13-Jade, da CPTM, que leva até o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

O governador destacou o aspecto “sustentável” das estações entregues nesta quarta, que possuem claraboia de vidro para, segundo a gestão, priorizar o uso da luz natural e economizar energia elétrica.

— Nem Londres, nem Nova York, nem Pindamonhangaba possuem estruturas como estas — disse, em tom de brincadeira, ao se referir à sua cidade natal, no interior do estado.

Apesar da cúpula de vidro, o novo trecho ainda apresenta estruturas inacabadas em seu interior. Uma das plataformas da parada Brooklin estava interditada, deixando apenas uma via livre para circulação dos trens. Na estação Borba Gato, as portas de acesso aos trilhos estavam sem os parafusos de sustentação.

O funcionamento das novas estações será restrito nos primeiros meses. Elas devem operar de segunda a sábado, entre 10h e 15h, em 60 a 90 dias. Os horários serão ampliados gradativamente. Não haverá cobrança de passagens no período inicial.

CARTEL DOS TRENS

Além dos atrasos, as obras da linha 5-lilás também estiveram envolvidas no escândalo do cartel dos trens. O esquema, organizado entre 1999 e 2000, durante o mandato do governador tucano Mario Covas, aponta que algumas empresas fizeram um acordo para dividir a construção da linha e impedir a competição.

Em maio deste ano, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra nove pessoas que teriam envolvimento com o escândalo. Até então, o caso do cartel era investigado apenas em âmbito estadual. Segundo os procuradores, os acusados usaram empresas de fachada e contas no exterior para lavar o dinheiro da corrupção.

De acordo com a denúncia, os executivos envolvidos ocultaram pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos por meio de empresas de consultoria. As quantias chegaram a 5% do valor do contrato, totalizando R$ 26,3 milhões.

A obra da linha 5-lilás não é a única investigada. Em quatro anos, o Ministério Público Estadual denunciou cerca de 30 pessoas em oito processos diferentes relativos a contratos de trens e metrôs. As investigações também não chegaram a nenhum político. Até hoje, ninguém foi preso.

O Globo – 06/09/2017

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Explosão de bomba caseira em trem lotado do metrô de Londres deixa 22 feridos

LONDRES - Uma bomba caseira explodiu em um trem lotado na hora do rush do metrô de Londres na manhã desta sexta-feira, ferindo 22 pessoas, informou a polícia, em um incidente tratado pelas autoridades como o quinto ataque terrorista no Reino Unido neste ano.

Passageiros a bordo de um trem que seguia para a capital fugiram enquanto o fogo tomava o vagão na estação de Parsons Green, no oeste de Londres, às 8h20 (horário local). Alguns sofreram queimaduras e outros foram feridos durante a correria, disseram testemunhas.
O Serviço Nacional de Saúde disse que 22 pessoas foram levadas a hospitais, mas que nenhuma estava em estado grave.
Neil Basu, principal coordenador nacional do policiamento de contraterrorismo, classificou a detonação como um incidente terrorista. A primeira-ministra britânica, Theresa May, convocou uma reunião do comitê de reação de emergência do Reino Unido ainda nesta sexta-feira, informou seu escritório.
"Nós consideramos no momento que foi uma detonação de um artefato explosivo improvisado", disse o chefe de combate ao terrorismo da polícia britânica, Mark Rowley, nesta sexta-feira.
Fotos feitas no local mostraram um balde branco com uma sacola de supermercado no chão de um vagão. O balde estava em chamas e parecia haver arames na parte superior.
"Eu estava no segundo vagão a partir da traseira. Ouvi uma espécie de assobio. Olhei para cima e vi o vagão inteiro envolto em chamas que vinham na minha direção", disse Ola Fayankinnu, que estava no trem, à Reuters.
"Muitas pessoas foram pisoteadas. Havia celulares, chapéus, sacolas para todo lado, e quando olhei para trás vi uma sacola em chamas. As pessoas gritavam, chocadas, algumas pessoas haviam sido feridas, algumas pessoas haviam sido pisoteadas".
Fora da estação, uma mulher se sentava no chão com um curativo na perna enquanto policiais armados patrulhavam. Uma testemunha da Reuters viu uma mulher sendo levada em uma maca com as pernas protegidas por uma coberta metálica.
Em 2005, 52 pessoas morreram quando quatro militantes islâmicos britânicos se explodiram em três trens do metrô de Londres e um ônibus, e neste ano o Reino Unido sofreu outros quatro ataques atribuídos a terroristas.
Rowley disse nesta semana que houve uma mudança no nível de ameaça.
Nos três anos passados até março deste ano, a polícia impediu 13 ataques em potencial. As 17 semanas seguintes concentraram os quatro atentados, mas as autoridades frustraram outros seis, afirmou Rowley.
DCI – 15/09/2017

Falha afeta funcionamento da Linha 5-Lilás do Metrô de SP por duas horas


Estações só começaram a abrir às 6h37, com quase duas horas de atraso, em razão de problema no sistema de controle de trens; há restrição de entrada de passageiros.

Uma falha afetou o funcionamento da Linha 5-Lilás do Metrô na manhã desta quinta-feira (14) em São Paulo. As estações só abriram a partir de 6h37, com quase duas horas de atraso, em função de problemas no sistema de controle de trens.

Em razão do acúmulo de passageiros do lado de fora das estações, o Metrô realiza restrição de acesso nas catracas para evitar tumulto e lotação das plataformas.

A linha é um dos principais acessos entre bairros na Zona Sul, como Capão Redondo e Jardim Ângela, e a região central. A linha fax conexão com a Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Para tentar minimizar os problemas, o Metrô acionou o sistema Paese e a SPTrans disponibilizou 30 ônibus que fazem trajeto semelhante ao da linha.

A linha tem 10 estações em funcionamento. Três delas, porém, Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, estão em fase experimental e só abrem às 10h. Não há

Linha 5-Lilás

Após atrasos acumulados desde 2014, o governo de São Paulo entregou no dia 6 A REÊS NOVAS ESTAÇÕES A LINHA 5-Lilás. Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin deverão receber juntas 60 mil pessoas por dia.

Quanto estiver concluída, a linha 5-Lilás terá 17 estações e ligará o Capão Redondo às Estações Santa Cruz, da linha 1-Azul, e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde.

A linha foi prevista pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para 2014. Depois, o prazo mudou para 2015 e 2016. Já em 2017, a promessa foi entregar três estações em julho, mas a previsão mudou para agosto. A inauguração ficou para este início de setembro.

As novas estações funcionam em horário parcial, das 10h às 15h de segunda-feira a sábado, e com entrada gratuita para os passageiros que quiserem trafegar apenas entre as três estações. A operação assistida deve durar pelo menos dois meses.

G1 – 14/09/2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Trens da linha 10-turquesa, da CPTM, voltam a circular normalmente em SP



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os trens da linha 10-turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltaram a circular normalmente na manhã desta quarta-feira (13). Por volta das 6h, houve falha em uma das composições e os passageiros tiveram que desembarcar na estação São Caetano (ABC Paulista). Segundo a CPTM, cerca de 40 minutos depois o trem foi retirado da via e a linha 10-turquesa voltou a funcionar normalmente. Durante o trabalho de liberação da via férrea, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Brás e São Caetano (ABC Paulista).



Bem Paraná – 13/09/2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Metrô de Salvador (BA) chega à Estação de Mussurunga nesta segunda-feira


Após fase de teste, o metrô chega definitivamente à Estação de Mussurunga na segunda-feira, dia 11.

O governador Rui Costa visitou, nesta sexta-feira (8), as instalações do terminal de ônibus de Mussurunga, que passou por requalificação, e anunciou início da operação comercial nas quatro novas estações de metrô a partir das 5h da próxima segunda-feira (11).

“Já nesta segunda-feira o metrô terá quatro novas estações e chega a Mussurunga. Quem chegar de metrô até aqui também vai encontrar uma estação de ônibus completamente reformada, com ampliação de plataformas, troca de todo o telhado, reforma nos banheiros e instalações para os motoristas, é uma estação renovada, com um investimento de mais de R$ 20 milhões pra dar segurança, conforto e trafegabilidade aos ônibus que passam por aqui”, disse o governador na visita ao novo terminal de ônibus.

As novas instalações ganharam novo asfalto, piso de granito, rota tátil para deficientes visuais e o acesso à estação é feito sem catracas. Com uma área construída 23% maior que a anterior, contará com 17 baias de ônibus, capacidade para receber 126 veículos e 190 mil passageiros por dia. O terminal será interligado à Estação Mussurunga do metrô através de uma passarela, que poderá ser acessada por escada fixa, rolante ou elevador.

Com a entrega das estações Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz e Mussurunga, o sistema metroviário de Salvador passa a contar com 19 estações e 29 km operacionais somando as Linhas 1 e 2. Também na segunda, oito linhas metropolitanas passam a entrar no terminal de ônibus de Mussurunga, facilitando a integração dos moradores da região metropolitana de Salvador.

Jorna da Mídia – 08/09/201

sábado, 9 de setembro de 2017

Trem da SuperVia descarrila no ramal de Santa Cruz (RJ)


Por conta do ocorrido, os passageiros desembarcaram na via e, com auxílio de agentes da concessionária, seguiram até a estação Benjamim do Monte.

Rio - Um trem do ramal Santa Cruz da SuperVia, que iria para a Central do Brasil, descarrilou por volta das 14h da tarde desta sexta-feira. Por conta do ocorrido, os passageiros desembarcaram na via e, com auxílio de agentes da concessionária, seguiram até a estação Benjamim do Monte. Não houve feridos.

Por causa da ocorrência, nesse momento, trens do ramal Santa Cruz circulam somente entre Central do Brasil e Campo Grande. A SuperVia enviou técnicos imediatamente ao local para providências necessárias a fim de encarrilar o trem e normalizar a circulação o mais breve possível.

De acordo com a SuperVia, os passageiros estão sendo informados por meio do sistema de áudio dos trens e das estações, além dos canais digitais da concessionária. Aqueles que não puderam embarcar ou desembarcar na estação desejada por conta da ocorrência estão recebendo vale-restituição (reembolso no valor da tarifa ou uma nova passagem) ou siga-viagem (permite ao passageiro embarcar em outro modal de transporte).

A concessionária irá instaurar uma comissão técnica para apurar as causas do incidente.

O Dia – 08/09/2017

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Com atraso, Alckmin planeja abrir 19 novas estações de Metrô e trem até março de 2018


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que pretende entregar 19 novas estações de Metrô, monotrilho e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até março do próximo ano. As estruturas serão entregues com atraso em relação aos prazos iniciais, assim como ocorreu com as três estações da Linha 5-Lilás inauguradas na quarta-feira (6), na Zona Sul de São Paulo.
A linha chegou a ser prometida para 2014, mas apenas parte dela funciona três anos depois. Alckmin afirma que vai entregar outras seis estações da Lilás e que ainda ficarão prontas as estações da Linha 13-Jade, da CPTM, já em construção, mas que chegaram a ser prometidas inicialmente para 2014 pelo ex-secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes.
Também estão no pacote duas estações da Linha 4-Amarela do Metrô, que tiveram obras retomadas em 2016 após um ano paradas. A previsão era concluir em 2017, mas a Estação Oscar Freire deverá ser entregue apenas em 2018.
A Linha 15-Prata, que é o monotrilho da Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo, na Zona Leste de São Paulo, terá oito novas estações até março de 2018. A linha foi prometida inicialmente pelo governo de São Paulo para 2012.
Veja a lista de estações por linha e as novas previsões para inauguração
Linha 5- Lilás
Campo Belo (até março de 2018)
Eucaliptos (2017)
Moema (2017)
AACD-Servidor (2017)
Hospital São Paulo (2017)
Santa Cruz, integração com Linha 1 (2017)
Chácara Klabin, integração com Linha 2 (2017)
Linha 13-Jade
Estação Cecap (até março de 2018)
Estação Aeroporto (até março de 2018)
Linha 4-Amarela
Higienópolis-Mackenzie (2017)
Oscar Freire (até março de 2018)
Linha 15-Prata
São Lucas
Camilo Haddad
Vila Tolstói
Vila União
Jardim Planalto
Sapopemba
Fazenda da Juta
São Mateus
Questionado sobre atrasos na entrega das estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin na quarta-feira, Alckmin citou a crise e destacou a manutenção das frentes de serviço. “Isso tudo numa época que praticamente não há investimento. O Metrô tem investido em média R$ 5 bilhões. Fomos a 11ª empresa que mais investiu no Brasil. Só recursos do estado de São Paulo”, disse.
G1 – 07/09/2017
Comentário do SINFERP
Bem, primeira coisa a fazer é aguardar até março para ver se acontece. Afinal, ele “pretende” entregar. A segunda é constatar que nada como um ano eleitoral após o outro, não é?

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

VLT de R$ 1 bi é o dano mais visível de corrupção no Mato Grosso


Obra projetada para a Copa está inacabada e tomada por lixo.

CUIABÁ - Os efeitos da roubalheira no estado de Mato Grosso podem ser vistos pelas ruas da capital, Cuiabá. O mais visível e revoltante deles é a obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) projetado para funcionar na Copa do Mundo de 2014, mas, até hoje, não passa de trechos inacabados de trilhos enferrujados e tomados por lixo. Cerca de R$ 1 bilhão foram gastos na obra e agora, para ser concluída, a empresa responsável quer receber mais R$ 1,2 bilhão, mais que o dobro do custo total orçado inicialmente para o VLT.

Projetado para ligar o aeroporto ao Centro de Cuiabá, o corredor foi alvo, mês passado, de uma operação da Polícia Federal. Ele é um dos símbolos do desperdício e da corrupção que houve em obras para a Copa no país. A Operação Descarrilho apura os crimes de fraude, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do VLT e sua execução em Cuiabá, na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Em delação premiada, ele confessou ter recebido propina da empresa Mendes Júnior, investigada na Lava-Jato e que construiu o estádio Arena Pantanal. Cerca de 3% do valor do contrato foram para o então governador. Rachaduras nas paredes, infiltrações e piso quebrado são alguns dos problemas do estádio que custou quase R$ 600 milhões. O governo do estado estima que para terminar a obra precisará de mais de R$ 20 milhões.

Na saúde, a falta de dinheiro tem causado um caos no atendimento. Nas redes sociais, pacientes divulgam vídeos de hospitais lotados, macas pelos corredores e armários de medicamentos vazios. Na quinta-feira passada, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) anunciou que a dívida do governo do estado com as prefeituras na área de saúde é superior a R$ 68 milhões. Repasses de recursos que deveriam ter sido feitos no ano passado ainda não foram honrados.

TAQUES ACUSOU ANTECESSOR

Quando assumiu, o atual governador Pedro Taques (PSDB) acusou o antecessor de não ter deixado em caixa recursos suficientes para cumprir com as despesas de início da gestão.

Por suspeita de fraude, um dos principais programas de recuperação de estradas foi paralisado e agora, aos poucos, recomeça. Um exemplo é a pavimentação da MT-100, uma das principais rodovias para escoamento da produção agrícola do estado. Silval, em seu programa MT Integrado, prometeu pavimentar boa parte da estrada, mas entregou o governo com apenas dois trechos prontos.

O Globo – 03/09/2017

Trens e metrôs de São Paulo registram 127 denúncias de assédio sexual no 1º semestre


Apenas uma delas foi considerada estupro. Em todas as outras, os abusadores foram liberados.
Os trens e metrôs de São Paulo registraram 127 denúncias de assédio sexual no primeiro semestre deste ano. Apenas uma delas foi considerada estupro. Em todas as outras, os abusadores foram liberados, segundo levantamento divulgado pelo Fantástico neste domingo (3).
O grande número de casos em que os assediadores saíram impunes está relacionado a uma questão que divide os juristas, que é a interpretação do que seria ou não violência contra a mulher.
Na última terça-feira, em um ônibus na avenida Paulista, Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, ejaculou em uma mulher que estava sentada no banco.
No entanto, o juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto entendeu não ter havido constrangimento ou violência e decidiu soltá-lo um dia depois.
No sábado, Diego voltou a molestar uma mulher em um ônibus, esfregando o pênis no corpo dela. Desta vez, o juiz Rodrigo Marzola Colombini entendeu que ele cometeu mesmo o estupro e manteve a prisão.
Uma proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado pretende mudar a lei e criar uma punição específica para os casos em que o ataque sexual é feito com pouco uso de violência ou grave ameaça.
A ideia é criar um crime intermediário entre o assédio sexual e o estupro, que seria uma molestação sexual, com pena de 3 ou 4 anos no máximo de prisão. Quando é configurado como estupro, o acusado pode pegar de 6 a 10 anos.
"(Poderíamos) aplicar isso largamente para coibir a conduta de atacar sexualmente as mulheres no espaço público, principalmente, nos meios de transporte", afirmou advogada criminal Luíza Eluf, que participou da elaboração do projeto.
G1 – 03/09/2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Veja como serão os trens da Linha 13-Jade, que atenderá o Aeroporto de Guarulhos


Fornecidos pelo consórcio Temoinsa-Sifang, composições serão entregues em 2019 e contarão com bagageiros para passageiros do aeroporto.
Após uma longa análise, o contrato para fabricação de oito trens destinados à Linha 13-Jade da CPTM foi assinado na sexta-feira (01) pelo governador Geraldo Alckmin. As composições serão as primeiras de origem chinesa usadas na empresa e contarão com alguns diferenciais em relação ao restante da frota como os bagageiros destinados sobretudo aos passageiros originários do Aeroporto de Guarulhos.
A CPTM divulgou algumas ilustrações desse novo trem, cuja denominação interna ainda é um mistério. A maior novidade será mesmo o espaço para bagagens, instalado nas laterais dos vagões no lugar de um assento. Antes se imaginava que esses bagageiros ficariam sobre os bancos como se vê em outros sistemas. As projeções também mostram uma novidade, o botão de abertura das portas, um recurso usado em alguns sistemas como o parisiense. Com ele, as portas abrem apenas quando há passageiros entrando ou saindo do trem.
Os novos trens deverão ser entregues em até 23 meses, ou seja, a data limite seria por volta de agosto de 2019 quando a Linha 13 já estará em operação plena. Enquanto isso, segundo a CPTM, serão usados trens da Série 8500 u8 9500 que estão sendo entregues no momento para as Linhas 7 e 11 – antes existiam rumores que a Série 9000 faria esse serviço de forma provisória.
A nova série, a ser fabricada pelo consórcio Temoinsa-Sifang será equipada com todos os equipamentos de sinalização existentes na CPTM, o ATC, ATO e o CBTC, que ainda não é usado em nenhuma linha. O financiamento para a fabricação virá do Banco Europeu de Investimento, que disponibilizou 85 milhões de euros (R$ 317 milhões) para o projeto. O custo total dos oito trens será de R$ 316.720.807, segundo o governo.
4º aeroporto do país a ser interligado a um sistema ferroviário
A licitação para os trens da Linha 13, que ligará o Aeroporto de Guarulhos à rede metroferroviária, foi lançada em janeiro de 2016 e aberta em março do ano passado. O vencedor, no entanto, só foi revelado nos últimos dias de 2016, após longa análise pelo BEI. A novidade foi o consórcio chinês desbancar a espanhola CAF e a coreana Rotem, que têm fornecido os trens para a CPTM nas últimas licitações. As duas entraram com recursos contra o resultado dias depois do anúncio que só foi negado em agosto passado, permitindo que enfim o contrato pudesse ser assinado.
O governador Geraldo Alckmin, em mais uma frase eleitoreira disse que Guarulhos “será o primeiro aeroporto da América do Sul interligado ao sistema ferroviário”, esquecendo-se ou ignorando que os aeroportos Salgado Filho (Porto Alegre) e Guararapes (Recife) já são conectados à linhas ferroviárias há bastante tempo. O primeiro, inclusive, possui aquilo que a concessionária GRU Airport prometeu e não vai cumprir, um people mover, que leva os passageiros da porta do terminal até a estação da Trensurb.
A aeroporto paulista corre o risco de nem ser o terceiro da lista afinal Salvador deve abrir uma estação de metrô próxima do aeroporto Luiz Eduardo Magalhães na região de Lauro de Freitas ainda em 2017.
Metro/Cptm – 03/09/2017
Comentário do SINFERP

Gozado: em passado nem tão distante,  o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos, ao ser criticado por comprar trens dos mesmos, enquanto o  Metrô do Rio comprava composições bem mais baratas da China, afirmou, na Assembleia Legislativa, que o governo Alckmin iria prestigiar a indústria ferroviária paulista e não facilitar a exploração da mão de obra chinesa, motivo do baixo preço das composições. Quanto as datas, vamos esperar para ver, não é?  Oito trens, com oito carros cada, custará R$ 289.971.200,00, e mais "sobressalentes" (sic) no valor de R$ 28.749.607,00, Data base de preços em abril de 2016. 

domingo, 3 de setembro de 2017

Crise no metrô de Nova York revela precariedade no transporte público


Questão vira queda de braço político entre prefeitura e governo estadual;


NOVA YORK - O DJ brasiliense Mauro Cipriano, de 32 anos, estendeu em agosto a comemoração da conquista da dupla cidadania — brasileira e americana — ao metrô, um dos símbolos da cidade que escolheu para viver. Mas embarcou rumo ao norte de Manhattan com receios mais associados à realidade de usuários do transporte público de cidades bem menos ricas do que Nova York: não sabia se o trem iria chegar no horário, se conseguiria embarcar por conta das filas na plataforma e dos vagões entupidos de gente e se, no verão com sensação térmica de 40 graus no buraco do metrô, contaria com ar-condicionado.

Não era excesso de preocupação. A revista “New Yorker” publicou, na capa de uma de suas edições de agosto, ilustração de Bob Staake a partir de expressão cunhada pelo governador Andrew Cuomo. Ele apelidou a temporada que termina extraoficialmente no feriadão deste fim de semana nos EUA de “o verão do inferno” para os cerca de 5,7 milhões de passageiros diários. E mesmo com o fim da estação chegando, os problemas não desapareceram. Eles são tantos que o prefeito Bill de Blasio, de olho na reeleição em novembro, propôs uma taxa de manutenção do serviço a ser bancada pelos moradores mais ricos da cidade.

UMA HORA PARADO NO TÚNEL

A proposta não tem grandes chances de ser aprovada pela assembleia legislativa, bicameral, com o Senado controlado pelos republicanos, mas chamou a atenção da mídia, pois o metrô é administrado pelo governo estadual.

— Os atrasos têm se tornado cada vez mais frequentes, com a espera nos horários de pico chegando a 40 minutos — diz Cipriano, que presenciou um acidente grave na estação da Rua 14 causado por conta das filas formadas nas plataformas. — Era tanta gente que uma mulher acabou caindo nos trilhos. Posto nas redes imagens de um dia comum aqui, pois me incomoda os amigos repetirem que “só no Brasil é assim”.

A situação se agravou com a reforma emergencial nos trilhos que levam à estação Penn, principal ponto de partida ferroviária para os subúrbios. E a concentração de investimentos previstos para a expansão do metrô na Segunda Avenida, em Manhattan, e a reforma dos túneis do East River, que ligam os distritos de Manhattan e Brooklyn, implodiram o sistema coordenado pela Metropolitan Transit Authority (M.T.A.). Os ônibus não deram vazão à demanda. Especialistas afirmam que as duas ações prioritárias, ainda que necessárias, foram feitas a toque de caixa, a fim de atender aos interesses do mercado imobiliário, destacado financiador das campanhas de políticos, nos valorizados bairros de Upper East Side e Williamsburg. Deixou-se para depois a modernização da frota, o incremento dos sistemas de aquecimento e ar condicionado e melhorias de estações depauperadas no centenário metrô nova-iorquino.

Pressionado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Metrô, que comprou espaço na TV para pressionar o prefeito a ajudar o governo estadual, De Blasio propôs também subsídio público de 50% para os 800 mil moradores mais pobres da cidade poderem arcar com os custos do bilhete unitário, a US$ 3 por viagem. O presidente da M.T.A., que foi o principal concorrente de De Blasio nas primárias democratas para a prefeitura em 2013, reagiu, afirmando que não tem jeito: é preciso uma injeção extra de US$ 400 milhões da prefeitura no metrô para a situação melhorar a médio prazo. O estado investe anualmente o mesmo valor. De Blasio argumenta que, se os 32 mil moradores mais abastados tiverem de se submeter a seu “imposto dos ricos”, a M.T.A. terá o dobro deste valor em caixa anualmente.

No meio do debate, Jessica Ramos postou nas redes sociais sobre seu trem, da Linha 7, parado no túnel entre Queens e Manhattan. Uma hora mais tarde os passageiros foram redirecionados para o Queens, e ela relatava o desespero de trabalhadores, temendo serem demitidos. Ramos é uma das diretoras de comunicação da prefeitura. Para a opinião pública, fica a impressão de que prefeitura e estado tentam jogar no colo do outro a batata quente. Na década passada, o então prefeito Michael Bloomberg propôs uma taxa de US$ 8 por motoristas que entrassem em Nova York a fim de bancar a modernização do transporte público, mas o legislativo estadual não a aprovou. Cuomo quer ressuscitar a ideia.

O governador comanda os moderados do Partido Democrata no estado, adversária da ala mais à esquerda de De Blasio. Candidato à reeleição no ano que vem e com sonhos de disputar a Presidência, Cuomo declarou “estado de emergência” para o transporte público e iniciou estudos para a retirada de cadeiras dos vagões afim de aumentar o número de passageiros nos trens. Mas foi criticado após a revelação de que US$ 5 milhões do orçamento da M.T.A. foram parar em reformas de três estações de esqui no norte do estado.

Na mesma “New Yorker”, David Sipress publicou recentemente um cartum com os passageiros do metrô, de cabeça para baixo. Já Staake, o pai da ilustração da capa, passa os verões em Cape Cod, à beira-mar, em Massachusetts, bem longe do furdunço:

— Sim, mas meus filhos continuam pegando o metrô diariamente e me contam histórias do arco da velha.

O Globo – 03/09/2017

sábado, 2 de setembro de 2017

China desenvolve trem que pode atingir velocidade superior à dos caças


A empresa aeroespacial chinesa CASIC (China Aerospace Science and Industry Corporation) pretende desenvolver trens capazes de acelerar a uma velocidade de 4 mil km/h.

O sistema de transporte HyperFlight é um trem sobre uma almofada magnética que se desloca em um túnel de baixa pressão. 

Os trens de levitação magnética, que atingem uma velocidade máxima de 4000 km/h, vão ser desenvolvidos na China, sinaliza o portal Sina.com.

​Em comparação, a velocidade máxima dos caças norte-americanos de quinta geração F-35 Lightning II é de 1.930 km/h. 

O sistema HyperFlight desenvolvido pela empresa aeroespacial CASIC vai permitir viajar do leste ao ocidente da China em apenas uma hora. 

Mais de 20 institutos chineses e estrangeiros estão trabalhando em conjunto no HyperFlight. A CASIC já registou mais de 200 patentes relacionadas com este sistema de transporte do futuro. 

O projeto se desenvolve em três etapas. Primeiro serão lançados trens regionais que podem acelerar à velocidade de 1000 km/h. Depois serão construídas as redes ferroviárias entre as grandes cidades chinesas para que os trens possam duplicar a velocidade. Finalmente, o HyperFlight vai atravessar as fronteiras chinesas.  

Projetos semelhantes estão também em curso nos EUA. Recentemente o protótipo da cápsula de transporte de passageiros Hyperloop, propulsada em um tubo de vácuo, conseguiu acelerar à velocidade recorde de 324 km/h. 

Sputnik – 01/09/2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

VLTs começam a operar em Teresina (PI) até junho de 2018; Governo quer levar trens até Altos


O Governo do Piauí concluiu a concorrência dos novos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e adquiriu três das seis composições licitadas. O secretário estadual de Transportes, Guilhermano Pires, prevê que os VLTs substituam os atuais trens do metrô até junho de 2018. Os trens antigos devem ser envolvidos em um novo projeto, que prevê o transporte da capital até o município de Altos.
O gestor concedeu entrevistas, nesta quinta-feira (31) para o Cidade Verde Notícias, da Rádio Cidade Verde. Ele explicou que além da compra das três composições, será feita a reforma dos trilhos atuais e de algumas estações. Depois será conduzida uma segunda etapa, com mais três VLTs, a duplicação dos trilhos, a construção de mais quatro estações e uma ponte sobre o rio Poti, além de um centro de controle de operações.
"Quando todo o sistema estiver funcionando, nós teremos trens indo e voltando no intervalo de mais ou menos 10 minutos entre um trem e outro", disse o secretário.
A previsão é que a primeira composição, construída em uma fábrica no interior do Ceará, chegue ao Piauí em março ou abril. As outras duas serão entregues entre maio e junho. Os VLTs irão substituir automaticamente os trens da Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP). Quando houver a reforma da linha, com troca dos dormentes, os novos veículos poderão trafegar a até 70 quilômetros por hora.
"É a maior obra de mobilidade urbana que já foi realizada no estado, mas acredito que também seja a maior obra de alcance social", reforçou o secretário, que destaca a melhoria do transporte público como um todo. A estimativa dele é que toda a obra leve dois a três anos para ser concluída.
Projeto até Altos
Os trens usados no Metrô de Teresina não devem ir para o ferro velho. Guilhermano Pires adiantou na Rádio Cidade Verde que o Governo do Piauí trabalha com um projeto para que esses veículos sejam reformados e façam o transporte de veículos até Altos. A linha deve ser readequada e beneficiar cerca de 12 mil pessoas por dia, tanto do município vizinho como de povoados próximos, como a Taboca do Pau Ferrado. Todos fariam a conexão do VLT com os trens na estação Boa Esperança, zona Sudeste da capital.
Cidade Verde – 01/09/2017