sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

SuperVia (RJ) pagou R$ 600 mil a diretores da Agetransp para não ser multada, diz jornal


A concessionária SuperVia, que administra os trens do Rio, pagou R$ 600 mil para dois diretores da Agetransp (Agência Reguladora de Transportes do Rio) para não ser multada. A informação foi divulgada pelo jornal Extra nesta terça-feira (13). De acordo com a publicação, a afirmação foi feita por Paulo Cesana, ex-presidente da Odebrecht Transport, que controla a concessionária, durante sua delação premiada.

Segundo a publicação, o pagamento foi feito pelo setor de Operações Estruturadas, departamento de propinas criado pela empreiteira para administrar os repasses de recursos ilegais. Cesar Mastrângelo, atual presidente da Agetransp, e Arthur Bastos, diretor, receberam R$ 600 mil em nome do PMDB-RJ, segundo a delação.

Antes de dirigir a Agetransp, Bastos já havia sido tesoureiro do PMDB-RJ e chefe do gabinete do chefe da Casa Civil de Sérgio Cabral, Régis Fitcher. Já Mastrângelo foi diretor de relações institucionais do Metrô-Rio.

De acordo com Cesana, o pedido foi feito em 2014, em uma reunião na sede da Agetransp, na presença do presidente da SuperVia, Carlos José Cunha. No depoimento, Cesana diz que “Carlos José me informou que esses pagamentos poderiam levar a uma proximidade maior com os diretores da agência reguladora e, consequentemente, com o governo do PMDB”.

No departamento de propina, os pagamentos foram listados com o codinome de “Plataforma”, diz o jornal. Planilhas do setor foram entregues por Cesana como prova.

A Agetransp fiscaliza a atuação de trens – geridos pela Supervia –, metrô e barcas do Rio. Em nota, a agência informou que "Os conselheiros Cesar Mastrangelo e Arthur Bastos, da Agetransp, repudiam veementemente as informações atribuídas à suposta delação premiada de Paulo Cesena, que fazem menção a eles, publicadas na coluna de Lauro Jardim, em O Globo on line, na tarde desta segunda-feira (12). Os conselheiros negam com veemência qualquer pedido de recurso em nome de partido político ou para qualquer finalidade".

A nota diz ainda que "Arthur Bastos desfiliou-se do PMDB em 2013 e Cesar Mastrangelo nunca teve qualquer vinculação político-partidária, tendo trabalhado a maior parte da carreira na iniciativa privada. Os conselheiros se colocam à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos. Os conselheiros ressaltam que, desde que o atual conselho diretor tomou posse na agência reguladora, em 2014, houve total rigor na fiscalização dos sistemas de transportes e rodovias regulados. Em dois anos e dez meses, o atual conselho diretor foi responsável por 73 das 97 multas aplicadas à concessionária SuperVia desde o início da concessão, em 1998, o que representa 75% do total de penalidades já aplicadas à concessionária. Apenas entre 2014 e 2015, o atual conselho diretor havia aplicado 52 multas (R$ 5,3 milhões) à concessionária SuperVia. Em 2016, de janeiro a outubro, foram aplicadas 21 multas à SuperVia, em um total de R$ 1,3 milhão".

R7 - 13/12/2016

Comentário do SINFERP

Pois é, pois é... Uma agência REGULADORA. Alckmin quer criar algo igual em São Paulo para fiscalizar seus parceiros em futuras PPPs.

2 comentários:

Anônimo disse...

Pra quê uma agência reguladora que não regula nada!!!
"Puro engodo ou melhor dizendo ENROLATION "

SINFERP disse...

Cabide para ajeitar boquinha aos "sobrinhos".