terça-feira, 13 de dezembro de 2016

“Monotrilho é desastre urbanístico”, diz Haddad


Segundo o prefeito, as obras do monotrilho são um problema urbanístico "gravíssimo", que formam "novos Minhocões na cidade"

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira, 6, que não comentaria a declaração do prefeito eleito João Doria (PSDB), feita na segunda-feira, 6, de que “a cidade é um lixo vivo”.

Embora tenha evitado críticas a Doria, o petista não poupou o governo estadual, afirmando que há falhas no combate aos pancadões, que a ação “desastrada” da polícia em 2012 levou ao espalhamento da cracolândia e que as obras do monotrilho favoreceram o aumento de usuários de crack e moradores de rua na cidade.

“O monotrilho é um pequeno desastre urbanístico e econômico. É uma tecnologia que não foi adotada por nenhum país civilizado”, disse Haddad.

Segundo o prefeito, as obras do monotrilho são um problema urbanístico “gravíssimo”, que formam “novos Minhocões na cidade”. E que representam um transporte “extremamente ineficiente”.

“Veja há quantos anos as duas estações estão fazendo teste. Já são mais de dois anos em teste e não temos nenhum horizonte de solução desse problema”, afirmou.

Para Haddad, esse atraso acabou acarretando uma “certa desfuncionalidade” nas regiões das obras do modal, tanto na Avenida Jornalista Roberto Marinho quanto na Avenida Anhaia Melo.

Transporte

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos disse que, “ao contrário do que informou o prefeito Haddad, o sistema monotrilho foi implantado e opera há décadas em países como Japão, China, Austrália e Estados Unidos exatamente pelos benefícios do modal”.

A nota cita como benefícios desse tipo de sistema de transporte “a utilização de via elevada, sem necessidade de escavação e construção de túnel; os custos menores com menos desapropriações; as estruturas de concreto pré-moldado instaladas em canteiros centrais de avenidas, gerando pouca interferência no viário; o transporte elétrico, ecologicamente limpo e com impactos ambientais e sonoros reduzidos”.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos ressalta ainda que “todas as obras contam com seguranças uniformizados, que fazem rondas de moto e em postos fixos. Os canteiros de obras estão isolados por tapumes. A presença de moradores de rua e usuários de drogas é uma questão social diretamente afeta à municipalidade, a quem cabe a responsabilidade de implantação de programas sociais de atendimento”.

Exame – 06/12/2016

2 comentários:

Anônimo disse...

Foi adotado sim , porém prestando serviços de porta em porta como deveria ser em trajetos curtos. Mas , como desculpa construiram um belo "elefante branco" e daqueles bem pesados e com "obesidade morbida".....

SINFERP disse...

Sim, é isso mesmo. Como sabem agora que se trata de um imenso mico, abandonam obras para que não ocorra a possibilidade de inauguração.