segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Juiz condena à prisão palmeirenses que agrediram corintianos em trem da CPTM


Integrantes da Mancha Alviverde agrediram trio da Pavilhão Nove em 2014. Segundo juiz, torcedores não cumpriram medidas de liberdade provisória.
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A Justiça de São Paulo revogou a liberdade provisória e condenou à prisão seis integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde a prisão. Eles foram acusados de agressão, tumulto e roubo praticados no interior de um trem contra três torcedores da organizada Pavilhão Nove em outubro de 2014. O Fantástico exibiu em 2015  reportagem com imagens exclusivas da briga e depoimentos das vítimas (veja no vídeo acima). A decisão do juiz foi proferida nesta sexta-feira (18).
Na ocasião, 12 torcedores palmeirenses passaram a agredir os corintianos em um trem da CPTM entre as estações Pirituba e Piqueri. Seis fugiram, e outros seis foram detidos. Eles foram denuciados e condenados à prisão em 2015, mas tiveram concedida a liberdade provisória um mês depois.
Segundo o juiz Ulisses Augusto Pascolati Junior, do Anexo do Torcedor do Juizado Especial Criminal, a liberdade provisória consentida ano passado determinava a imposição de medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo, recolhimento domiciliar no período noturno e dias de folga e, principalmente, afastamento dos estádios em todos os dias de jogos do Palmeiras até o final do processo.
Na sentença, o juiz afirma que "durante todo o curso do processo, os réus, em total demonstração de descaso com as determinações judiciais, descumpriram reiteradamente as medidas impostas, não comparecendo mensalmente em juízo ou às instituições indicadas nos dias de jogos ou chegando e saindo em desacordo com os horários fixados pelo magistrado, entre outras faltas". Para o juiz, "o descumprimento injustificado e reiterado dos réus que, ao que parece, não creem na coerção da Justiça".
Dois torcedores terão de cumprir pena em regime fechado. Um foi condenado a 9 anos e 7 meses de prisão. O outro, a 8 anos e 5 meses. Os outros quatro foram condenados a 7 anos e 3 meses em regime semiaberto.
O juiz negou aos réus o direito de recorrer em liberdade.
G1 – 19/11/2016

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