quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bondes do Rio Grande


A história dos transportes na Cidade do Rio Grande tem início em 1851, quando as pessoas se deslocavam de um ponto a outro da Cidade, montadas a cavalo, tendo nos pontos centrais cocheiras para o tratamento dos animais. Devido à necessidade de transportar mais membros da família em certas ocasiões, os proprietários rurais começaram a construir carroções, que era uma carroça grande de madeira com cobertura e bancos, puxada por cavalos ou bois.
Em 1872, a Cidade do Rio Grande recebeu de Porto Alegre alguns bondes mula que seriam utilizados para o transporte da população dentro do Município. Em 23 de maio de 1876, a Assembleia Provincial concedeu a um concessionário a exploração do serviço de bondes urbanos, na Cidade do Rio Grande, e a autorização para o início das obras, que não foram realizadas por falta de capital. Em 05 de julho deste mesmo ano, a Companhia de Bonds Rio-Grandenses inaugurou a primeira linha de bondes com tração animal, com trajeto da Estação Ferroviária Central até a Intendência Municipal do Rio Grande, no Centro da Cidade. Em 1884, foi instalada a Companhia Carris Urbanos do Rio Grande, com a finalidade de explorar a viação urbana na Cidade.
Em 26 de janeiro de 1890, a Companhia de Bonds Suburbanos, fundada com a finalidade de construir uma estação no balneário, pois assim os passageiros iriam de bonde até o Parque e então pegariam um trem, puxado por uma pequena locomotiva para chegar à praia, inaugurou uma nova linha de veículos a vapor da estação Ferroviária Central até o Parque.
Em dezembro de 1891, a Companhia Carris Urbanos do Rio Grande foi incorporada à Estrada de Ferro Costa do Mar, que, em fevereiro de 1894, passou a ser denominada Companhia de Viação Rio Grandense. Em 1900, a Companhia vendeu a linha Costa do Mar, restringindo-se ao serviço de transporte urbano.
Em 1906, o Governo Brasileiro contratou o Engenheiro Estadunidense Elmer Corthell para reconstruir as instalações portuárias da Cidade e eletrificar a linha de bondes. Foi constituída uma empresa nos Estados Unidos para o trabalho, porém, como os principais investidores eram Franceses, em 05 de junho de 1908, a empresa foi reformada e denominada Compagnie Française du Port de Rio Grande do Sul. Em 1910, as obras tiveram início com a colocação dos trilhos e, em 1913, foi inaugurada a primeira linha de bondes elétricos.
A Estação Central dos Bondes e o Posto de Controle localizavam-se na então Rua da Praia em frente à Praça, atual Rua Marechal Floriano Peixoto. No início do Século XX, por ali passavam todos os bondes em circulação na Cidade e eram feitas as trocas de fiscais, motorneiros e condutores, além da venda dos blocos de passagens comuns e escolares e ainda havia bancos para os passageiros aguardarem a chegada dos bondes. O prédio, construído em Estilo Arquitetônico Art-Nouveau, possui no frontão da porta principal e na platibanda formas vegetais estilizadas, uma coluneta entre duas janelas simétricas e, acima, nas colunas, as imagens de rostos com asas. Atualmente, no prédio encontra-se o Sindicato dos Servidores Municipais do Rio Grande – SISMURG.
Em 29 de setembro de 1919, a Companhia Francesa foi expropriada pelo Governo Brasileiro, e os bondes passaram a ser operados pela Viação e Iluminação Elétricas do Rio Grande - VIERG, uma divisão da estatal Companhia Porto e Barra do Rio Grande do Sul. Em 1920, começaram a ser construídos pela Viação os bondes fechados.
Agora – Thaís Nunes - 30/11/2016

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