terça-feira, 4 de outubro de 2016

Promotoria quer multar empresas por atraso na entrega de trens à CPTM


Fabricantes fizeram contrato de R$ 1,8 bilhão. Dos 65 trens, apenas 11 foram produzidos dentro do prazo.
O Ministério Público Estadual quer que duas empresas paguem uma indenização milionária por atrasar a entrega de trens comprados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).  Dos 65 trens, apenas 11 foram fabricados dentro do prazo.
As duas empresas fizeram um contrato com o governo estadual de R$ 1,8 bilhão. A CAF deveria ter entregue 35 trens até o começo de junho, mas mandou para a CPTM só dez. O consórcio Hyunday/ Iesa/ Rotem entregou apenas um dos 30 trens que foram encomendados.

O Ministério Público quer que as duas empresas paguem indenização pelo atraso na entrega dos trens. Numa audiência pública, os empresários foram informados que eles têm 90 dias pra apresentar uma proposta.
O SPTV teve acesso aos termos da audiência.
A espanhola CAF disse que o atraso na entrega foi provocado pela troca do banco financiador do contrato. O novo banco obrigou a empresa a aumentar a nacionalização de peças e equipamentos em pelo menos 5% e diminuir os importados no mesmo percentual.

Já o representante da Hyundai alegou que o atraso foi provocado pela falência de um dos sócios da consórcio. E revelou que "não sabe quantos trens foram fabricados até o momento, mas tem ciência de que pelo menos um foi entregue e que está em fase de testes na CPTM.
O secretário de transportes metropolitanos Clodoaldo Pelissioni disse ao Ministério Público que até o momento o estado pagou à Hyundai R$ 227 milhões. E à CAF R$ 414 milhões.

"As empresas tinham um prazo para a entrega dos trens, foram omissas na fabricação desses trens. Por isso que agora o estado deve exigir o pagamento da multa contratual e o Ministério Público vai exigir o pagamento do dano moral coletivo, ou seja, seria uma indenização paga em razão de a população estar sofrendo com a falta dos trens', disse o promotor Sílvio Marques.
O secretário disse ainda aos promotores que até o fim de 2017 mais 40 trens vão ser colocados em operação. E todos até 2018. Em nota, a CPTM disse na semana passada a CAF entregou mais um trem. E a companhia aplicou multas às empresas pelo atraso e, com o apoio do Ministério Público, acredita que serão aceleradas as entregas das demais composições.
G1 – 04/10/2016

4 comentários:

Anônimo disse...

Como podem aceitar uma das empresas , como o grupo IESA ( Consórcio IESA / Rotem ) na fase de licitação a beira da falência?

Anônimo disse...

Como foi dito acima, como a CPTM fez um contrato de quase 800 milhões de reais com uma empresa que faliu 6 meses depois de assinado o contrato? 9 capital social da empresa não é condição de eliminação do certame?
O mais engraçado de tudo são as explicações do secretário Pelissioni, parece advogado da Hyundai Rotem e da CAF Brasil.

Anônimo disse...

E a CPTM continua intimamente ligada à essas empresas, hoje estavam todas na Lapa para a primeira audiência pública para a terceirização total da manutenção de trens. Estranhamente ouve um "apagão" e a audiência foi adiada para outra data a ser marcada. Provavelmente a audiência será remarcada para a Boa Vista, com acesso restrito e controlado para ferroviários e com pena de advertências e ganchos para quem ousar ir; mesmo se estiver em folga ou fora do expediente de trabalho.

SINFERP disse...

Ah, houve um apagão, e? Rsrsrsr Não tenha dúvida: próxima na Boa Vista e maior vigilância sobre os presentes. É o mesmo de sempre, amigo Anônimo. Quanto ao secretário, a exemplo do anterior, é mesmo advogado dos fornecedores, e você poderá encontrar todos eles, juntos, em festa de final de ano na Fiesp.