sábado, 15 de outubro de 2016

MP investiga atraso na reposição de novos trens na Trensurb


Quinze veículos adquiridos em 2015 só voltarão a circular em outubro do ano que vem.
Após o diretor-presidente da Trensurb, Francisco Hoerbe, empossado no início da semana, alegar que os 15 trens novos adquiridos pela empresa voltarão a circular apenas em outubro de 2017, o Ministério Público Federal garantiu que vai investigar a questão e que os responsáveis podem ser processados pelo atraso.
Um inquérito foi aberto ainda em 2015 para investigar os motivos da demora na reposição das composições, em processo de reparo, mas até agora apenas três máquinas novas foram consertadas e voltaram a circular. De acordo com os dados repassados pela Trensurb, é necessária a troca de todos os rolamentos dos trucks do maquinário, processo com previsão de término para novembro deste ano.
O novo presidente declarou, no entanto, que esse prazo deve se estender pelo menos por mais um ano. Recém empossado no cargo, Hoerbe não soube explicar os motivos para a demora no processo de manutenção.
O procurador Celso Tres, que responde pelo inquérito, reforçou que o atraso vai ser investigado e que tanto a Trensurb como as montadoras que forneceram os carros poderão responder pelo caso. “Já houve atraso desde a inauguração dos carros, em 2014, e agora de novo. Temos que analisar essa questão e entender os responsáveis por essa perda”, disse.
No total, foram investidos cerca de R$ 240 milhões para a compra de 15 novos trens das empresas Alston e CAF, indiciadas por suspeita de formação de cartel no fornecimento de trens para Companhia de Trens Metropolitanos de São Paulo (CPTM). A manutenção desse maquinário custa aos cofres públicos R$ 6 milhões anuais.
Correio do Povo – 15/10/2016

2 comentários:

Anônimo disse...

Que enrolação !!!

SINFERP disse...

É o mais do mesmo, amigo.