quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Linhas abandonadas do VLT serão usadas no corredor do ônibus rápido (BRT)


Antigo VLT de Campinas
O BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão, percorrerá 36 quilômetros. Abandono das estações tem causado problemas para a população.

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A Prefeitura de Campinas (SP) decidiu utilizar o antigo trajeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para colocar em prática a construção do BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão. As primeiras obras devem ter início em março de 2017 e a previsão é que o novo meio de transporte coletivo esteja em funcionamento em 2020.

O Rapidão terá 36 quilômetros de linha que irão beneficiar principalmente duas regiões, o Campo Grande e o Ouro Verde, em ligação com o centro da cidade. Para construir os corredores do BRT será preciso desapropriar as áreas da cidade que juntas somam 61 mil metros quadrados.

Pelos estudos da prefeitura, a velocidade média do Rapidão deve ser de 28 quilômetros por hora. Nos corredores já existentes, a velocidade chega a 22 quilômetros por hora e no centro não passa de 11 quilômetros por hora.

O projeto foi dividido em quatro lotes, cada um deles vai ser feito por empresas e consórcios independentes. O valor total dos investimentos para a obra é de R$ 451 milhões e, segundo o secretário de transportes, Carlos José Barreiro, parte deste dinheiro a prefeitura já conseguiu.

“Nós já tínhamos cerca de R$ 300 milhões assegurados com financiamento e o orçamento geral da União e o restante, que é cerca de R$150 milhões serão aportados dentro do orçamento público municipal”, afirma o secretário.

Depois de pronto, a prefeitura pretende reformular as áreas que hoje estão abandonadas.

Áreas abandonadas

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está desativado em Campinas há 21 anos e o abandono desse sistema tem causado problemas para a população que vive próxima às estações: sujeira, abandono e usuários de drogas que ficam nessas áreas.

Ao todo, oito pontos da cidade enfrentam problemas como mato alto, muito lixo, abandono e medo. Os moradores dessas regiões reclamam da insegurança e da falta de estrutura nesses locais próximos às estações abandonadas.

“Incomoda bastante, então o certo era a prefeitura tomar umas providências e tirar isso daí", afirma o mestre de obras e morador, Genivaldo da Silva.

Na Vila Pompéia, por exemplo, os moradores convivem com muito entulho e lixo acumulado próximo às passagens de carros. Além disso, há um fosso aberto no terreno que causa perigo aos moradores da região.

Na Estação do VLT, no Jardim Aurélia, a estrutura está abandonada e com muito mato alto nas proximidades. Já na Vila Industrial, o caminho por onde passava antigo transporte coletivo virou pastagem.

Na Vila Teixeira, a falta de asfalto no local prejudica a caminhada dos moradores que precisam atravessar o local a pé, como é o caso de Taís. Segundo a moradora, o chão de terra prejudica, mas o principal problema na região são os assaltos e a insegurança causada principalmente pela presença de usuários de drogas.

“Tem usuários de drogas e aí dá medo de passar aqui por esse canto”, afirma a moradora.

O VLT

Conhecido popularmente como pré-metrô, o VLT começou a funcionar em 1990 e durou até 1995, em Campinas. A primeira e única estação ligava as regiões sul e central da cidade.

A construção deste transporte coletivo foi marcada por denúncias de corrupção e de superfaturamento. O projeto contemplava 11 estações, mas nem todas saíram do papel.

O VLT tinha capacidade para transportar 75 mil passageiros por dia, mas todas as linhas juntas não ultrapassavam quatro mil passageiros. Este problema ocorreu, porque as estações eram mal localizadas e não havia, de fato, integração com as redes de ônibus municipais e intermunicipais.

Por conta desses problemas, o transporte foi desativado. Hoje, 21 anos depois, o que sobrou do VLT são as antigas estações abandonadas e destruídas.

G1 - 10/10/2016

Comentário do SINFERP

Ainda vão aparecer com essa ideia CPTM...

4 comentários:

Pregopontocom Tudo disse...

Como bem diz um amigo meu...Essa é a verdadeira teoria do absurdo.....Ai cabe uma pergunta se o VLT não deu certo porque daria um BRT??????......será que o VLT foi mesmo o culpado de tudo que isso que aconteceu????????

SINFERP disse...

Foi em governo Quércia. Iniciativa inovadora, mas na época, de fato, uma linha de ia de lado algum para lado nenhum. Hoje, portanto, área adensada.

Anônimo disse...

Enquanto isto , VLT Carioca "avacalhado"

https://www.facebook.com/riodenojeira/videos/vb.979698195399450/1131657946870140/?type=2&theater

SINFERP disse...

Não dá para levar essa besteira do Rio a sério, Anônimo.