sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Falha de segurança faz monotrilho de SP iniciar viagem com as portas abertas


Incidente na Linha 15-Prata ocorreu na segunda-feira na estação Oratório; operador conseguiu interromper viagem acionando freio de emergência.
Uma falha de segurança fez com que um trem da Linha 15 – Prata do Monotrilho de São Paulo iniciasse viagem ainda com as portas abertas. O incidente aconteceu na manhã de segunda-feira (10), na estação Oratório.
De acordo com o diretor da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro) Alex Santana, o trem só não prosseguiu viagem porque um funcionário estava dentro da composição monitorando a operação do monotrilho e conseguiu realizar uma freada de emergência. 
"Os trens não têm cabines, então o operador fica junto com os passageiros. Como o monotrilho ainda transporta pouca gente, ele conseguiu realizar a parada. Se houvesse uma lotação maior, seria complicado", diz Santana.
Caso o operador não interviesse, o trem seguiria viagem até a estação seguinte (Vila Prudente) com as portas abertas. O monotrilho circula cerca de 15 metros acima da Avenida Sapopemba, na zona leste paulistana.
Segundo o diretor da Fenametro, a falha que provocou o incidente teria ocorrido devido a uma falha do software que opera o monotrilho.
"Esse programa é um conglomerado que integra o sistema das plataformas, dos trens, das vias, etc. Ele identifica se as portas estão ou não fechadas e 'informa' se está tudo ok para seguir viagem", explica. "Às vezes acontece de o sistema entender que as portas estão fechadas, quando elas estão abertas."
Outro lado
De acordo com as informações da Fenametro, o Metrô instaurou um procedimento na Comissão Permanente de Segurança (Copese) para apurar a ocorrência. 
Procurada pela reportagem do iG, o Metrô informou que o trem foi recolhido para manutenção e que a fabricante da composição (Bombardier) foi acionada.
"A Bombardier implantou uma nova versão do sistema de controle de portas que elimina este tipo de falha em todos os trens do monotrilho", informou o Metrô em nota.
O monotrilho da Linha 15-Prata, projeto do Governo do Estado de São Paulo para atender à demanda na zona leste da capital, ainda opera apenas entre as estações Vila Prudente e Oratório. O projeto do empreendimento prevê um total de 18 estações e operação com 58 trens atendendo a mais de 500 mil passageiros por dia. Parte das obras, no entanto, estão paralisadas.
IG – 14/10/2016
Comentário do SINFERP
Será que alguém ainda acredita nesse grande fiasco em que o governo de São Paulo nos envolveu?

7 comentários:

Anônimo disse...

Não disse que o tal Monotrilho é "O problema"
https://www.youtube.com/watch?v=ySnX75T8MD8

Que falha !

Anônimo disse...

Isto é mais que um fiasco!

É o MICO !
Implantar o "trenzinho de parque" !

E , alias nos EUA , é motivo de chacota....

Vide "Simpsons" !!!!

SINFERP disse...

Dá para imaginar quando (se) estiver funcionando para valer? Pior é que o paulistano não sabe desse desastre, a tucanalha desconversa, e a chamadas "oposições" não sabem ou ficam de bico fechado. Estamos mesmo mal servidos...

Anônimo disse...

As "oposições" ficam caladas pois "elas" terão que assumir o fiasco também e é grande . Principalmente dinheiro do BNDES que veio a mando dos "Cumpanheiros". . .

SINFERP disse...

É por essa e outras razões que nossa posição política tem sido a seguinte: 1) oposição aos desmandos do PSDB, pois o partido que comanda o que restou dos transportes sobre trilhos em São Paulo, e que ele mesmo desmontou, tem mais de 20 anos; 2) não dar crédito, até prova em contrário, a nenhum outro partido.

Anônimo disse...

O monotrilho foi imposto devido ao lobby da Bombardier e da Scomi, sob o pretexto de que seria mais barato e com construção bem mais rápida que o Metrô subterrâneo ou o trem de superfície.
Todos esses argumentos foram demolidos com o passar do tempo, o Metrô está tendo inúmeras dificuldades para colocar o sistema em operação plena, o custo já chegou ao mesmo valor de um metrô convencional com imensa desvantagem. Por isso o governo do Estado está "dando de brinde " as linhas 15 e 17 para a concessionária que levar a linha 5.
Cai também por terra o argumento que o a Governo do Estado usou quando o BNDES recusou o financiamento da linha 18 bronze (que também seria monotrilho) justamente por este motivo, a imensa dificuldade técnica e operacional que o Metrô em colocar esse monotrilho em funcionamento e o Governo do Estado usou a saída partidária acusando o BNDES de opinião ideológica.

Anônimo disse...

Quero ver "quem" irá administrar este "brinquedo de parque"!

Se faz necessária "muita coragem" financeira para assumir !

Alias , alguém assumiu a operação "daquele" similar em Poços de Caldas - MG.