domingo, 9 de outubro de 2016

Especialista questiona eficiência do VLT: "Não é transporte de massa"


Urbanista alerta para relação custo-benefício do modal, que custou R$ 1,15 bilhão.
Não bastassem os recentes problemas de falhas no sistema do Bilhete Único nos postos de recarga do VLT Carioca, que geraram filas enormes em estações, a eficiência e utilidade do transporte, comparadas com seu elevado custo, o colocam cada vez mais na berlinda.
O professor de MBAs em sustentabilidade da FGV e UFRJ e urbanista Carlos Murdoch questiona a utilidade do veículo como meio de transporte de massa. Para ele, o VLT seria essencialmente um modal turístico, apesar de seu elevado custo colocar sua rentabilidade em xeque. A Prefeitura do Rio o classificou como meio de transporte básico para a população carioca.
Em um vídeo publicado em seu canal no Youtube, o professor explica que o veículo existe apenas para valorizar o território da Zona Portuária, ao conectá-la ao Centro da cidade. Em entrevista ao Jornal do Brasil, Murdoch reiterou o posicionamento. “O VLT custou cerca de R$ 1,15 bilhão, oficialmente. Metade do dinheiro vem de financiamento público, a outra metade de uma parceria público-privada. Ou seja, mais ou menos metade é pago pela gente de novo. Pagamos por volta de 75% do VLT. Todos os cariocas pagaram para valorizar apenas a região da Zona Portuária.”
O VLT foi inaugurado no dia 5 de julho, ligando apenas o Aeroporto Santos Dumont e a Rodoviária Novo Rio. Para o professor, pela baixa capacidade e alcance de atuação, ele não pode ser considerado transporte de massa. “Atualmente, o VLT Carioca sai de 15 em 15 minutos. Mesmo se saísse de 3 em 3, teríamos, aproximadamente, 20 trens/hora. Cada trem pode conduzir aproximadamente 400 passageiros. Quer dizer, com o veículo funcionando muito bem e no pico de uso, ele pode transportar por volta de 8 mil pessoas/hora, por sentido”. Segundo o professor, um meio de transporte público de baixa capacidade, como vans ou similares, transporta até 10 mil pessoas/hora. O metrô, por exemplo, atinge de 30 a 40 mil pessoas/hora. Segundo o engenheiro elétrico Peter Alouche, o veículo tem um custo de manutenção diário de aproximadamente R$ 1 milhão. 
Além de sua baixa capacidade, o VLT para de funcionar em caso de chuva forte. Diferentemente dos trens e do bonde de Santa Teresa, que utilizam a fiação catenária - aquela que vai por cima da composição - o veículo funciona com um sistema chamado APS, cuja alimentação elétrica principal se dá por um terceiro trilho. Segundo o professor, o APS só é eletrificado quando o trem passa por cima do trilho.
Murdoch também ressaltou que o sistema de drenagem da Avenida Rio Branco deixa muito a desejar. Em caso de chuva e empoçamento das vias, por onde também passam pedestres, o sistema de alimentação é interrompido, e o veículo passa a funcionar com o uso de baterias. “No entanto, o veículo só anda de 50 a 70 metros com a bateria, interrompendo seu funcionamento”, explicou.
Jornal do Brasil – 09/10/2016
Comentário do SINFERP
Onde a imprensa encontra esses “especialistas”? VLT não é e nem nunca foi transporte de massa. Ninguém contou isso para o glorioso “especialista”? Modal turístico? Esse sujeito é simplesmente ridículo. É um modal de média capacidade de transporte e adequado para emprego em ambientes urbanos. Funcionam às centenas em muitos países da Europa, e para uso cotidiano dos moradores.  Nem ônibus transita onde há muito empoçamento. Ao "especialista", porém, não ocorre que o problema é o empoçamento, e não o modal. Ridículo, simplesmente ridículo. Que queira reclamar que é caro, e vá lá. Mas nada do que diz, no restante, merece qualquer atenção e respeito. Nada impede que o VLT seja energizado por catenária. Ridículo. VLT é versão moderna do antigo bonde, e tecnologia consagrada.

5 comentários:

Pregopontocom Tudo disse...

Eu não sei onde é que arranjam esses tais "especialistas".O sujeito é um completo ignorante no assunto,um VLT de rua pode transportar até 35 mil pasgs/h.sentido,o VLT segregado 60 mil pasgs/h.sentido e um metrô 80 mil pasgs/h.sentido pode chegar a 100 mil com composições de oito carros e um CBTC ou semelhante bem calibrado no horário de pico.Parece que esse Sr.nunca pois os pés fora do Brasil,ou seja o sujeito comparar um VLT com um sistema de vãs,não passa de um grandissimamente idiota.

Anônimo disse...

Rsrsrsrsrsrs , nossa que "pedalada" no argumento . Total despreparo técnico.... Convide o "cara" para ir em Amsterdã , onde os VLTs são amplamente empregados devido as características do solo ... O que tem de canal aquático por lá não é brincadeira.( Exemplo)!

Poxa , urbanismo rima com viabilidade técnica-econômica . O sistema APT foi escolhido por uma questão "paisagística", levando-se em conta questões geométricas ( plano altimétrico ). O cara precisa ter aulas de "Engenharia Elétrica"...utilização de energia elétrica para tração veícular...

VLT não precisa "correr" como um trem metropolitano ou até um metrô , pois é considerado como um modal "alimentador-distribuidor" que irá desembocar num modal "troncal" em grandes centros urbanos ( vide Paris que também possuem linhas de VLTS circulares) !

Pode ser até troncal , neste caso visto em Santos-SP , litoral paulista , cidade de médio porte....

Vãs é coisa de Carioca . . . Pura baderna !

SINFERP disse...

De matar (de raiva), né amigos?

Pregopontocom Tudo disse...

Tem gente ,ou tais "especialistas" que teriam de pensar 100 vezes antes de abrir a boca para falar asneiras,e ainda teve a cara de pau e a coragem de meter o nome Eng. e Prof, Peter Alouche no meio dessa baboseira.......

SINFERP disse...

Mais algum malandro de plantão. Afinal, o que tem hoje de "especialista", e em tudo, não está escrito.