sábado, 15 de outubro de 2016

Doria quer levar "metrobus" de Buenos Aires para São Paulo


O prefeito eleito de São Paulo estuda implantar um serviço semelhante ao Metrobus de Buenos Aires em São Paulo. A experiência argentina foi inaugurada sob governo do então prefeito Mauricio Macri há nove anos e teve boa aceitação da população. 
Trata-se de uma espécie de VLT (veiculo leve sob trilhos) que circula por uma via segregada. Promete economizar até 40% de tempo de deslocamento em comparação com um ônibus e é bem mais barato que a construção de uma linha de metrô.

Sem dar detalhes de como funcionaria na prática na capital paulista, João Doria explicou que os pormenores do projeto serão estudados em fevereiro, quando o prefeito portenho, Horacio Larreta, visitá-lo em São Paulo. Segundo Doria, ao menos na Argentina, o Metrobus não foi financiado pela iniciativa privada.
"Eu gostei muito do sistema do Metrobus, porque ele é barato e eficiente", classificou. "Eles não tiveram financiamento privado. Perguntei para o prefeito, como funcionava PPPs, parcerias e programas de privatizações. Disse que o Estado foi muito fechado e absolutamente hostil a investimentos privados e internacionais. Agora ele (prefeito de Buenos Aires) vai abrir", disse Doria.
A mobilidade foi apenas um dos quatro assuntos abordados na reunião de Doria e Larreta nesta sexta-feira na capital argentina.
O prefeito paulista afirma ter interesse ainda nas experiências bem sucedidas em zeladoria urbana (especialmente na área de conservação de praças e parques), na qualificação de serviços públicos e na economia criativa. Esta última aborda também o know-how das duas cidades em terem se tornado polos gastronômicos.
Segundo João Doria, o intercâmbio de experiências começa no segundo mês da sua gestão:
"Vamos evoluir em programas conjuntos em que as experiências de Buenos Aires serão transferidas a grupos de trabalho da Prefeitura de São Paulo já a partir de fevereiro", garantiu o tucano. "O prefeito (de Buenos Aires) se dispôs a mandar técnicos a São Paulo (...). O que me deixou bem impressionado foi o custo baixo. Futebol à parte, acho que podemos fazer coisas em conjunto muito boas", disse o prefeito eleito da capital paulista
Enquanto isso integrantes da equipe de Doria passam, a partir de dezembro, a acompanhar de perto questões que, se fora de controle, podem trazer danos graves à cidade e à imagem do prefeito, como enchentes e combate a epidemia de dengue.
O empresário, aliás, elogiou o petista Fernando Haddad aqui na Argentina dizendo que ele é um homem de bem e que está acima do partido que representa. Voltou a afirmar que está fazendo uma transição republicana e gostando de como o processo está se desenrolando.
Ainda em Buenos Aires, o prefeito tucano reforçou que manterá o horário estendido de abertura do minhocão para pedestres aos domingos, e que vai colocar a guarda metropolitana nas ruas e nos postos de saúde para proteger o cidadão que se deslocará para fazer exames.
Uma das promessas de campanha do empresário é firmar convênios com hospitais particulares para que a população realize procedimentos à noite e durante a madrugada.
Jovem Pan – 15/10/2016
Comentários do SINFERP
1)    O tal Metrobus não é uma espécie de VLT. É um BRT, um buzão articulado que circula em via segregada.
2)    Como o prefeito é ignorante, poderia ao menos ter viajado para Caracas, cidade garota-propaganda desse modal. Encontraria isso em Curitiba, Belo Horizonte, além de outras cidades no Brasil.
3)    A via segregada para BRT é mais barata do que implantação de metrô, mas tem custo elevado. Nisso Haddad foi perfeito, ao isolar parte de ruas e avenidas exclusivamente para ônibus, e sem gastar para implantar BRTs.
4)    Não tem jeito: o prefeito engomadinho foi eleito para facilitar negócios com dinheiro público aos seus amiguinhos do setor privado, e é o que vai fazer. Nós, é claro, vamos pagar as contas, como sempre.

9 comentários:

Anônimo disse...

Estão sempre querendo transformar , maquiar e outras coisas mas . . .

Já não chega "Fura-Fila" , "Paulistão" , "Monotrilho" e agora

"Metrobus". . .e o que vão inventar mais . . .

O palhaço "com maquiagem que somos nós" agradecemos !

Vide: Voltei nulo nesta eleição em São Paulo!

SINFERP disse...

Vão inventar tudo que podem transformar em "negócios". Eu justifico meus votos em cidades próximas, e faz tempo...

Pregopontocom Tudo disse...

Oxiiiiiii....tendi nada ....rrrrrsssssss....é VLT?...é BRT?.......ou mistura tudo?......VBRLT.......haja criatividade ou nada se cria,tudo se copia.....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Pregopontocom Tudo disse...

Porque não o BHLS que aproveita a infraestrutura (faixas exclusivas) já existentes com um custo infinitamente inferior e resultados semelhantes?...gasta-se na verdade uma fortuna para retirar os ônibus das ruas e enfia-los nos canteiros centrais das Avs. causando enormes cicatrizes no ambiente urbano apenas para liberar mais uma faixa para o transporte individual....esse é o fato,essa é a intenção para eles ruas são de exclusividade dos automóveis o resto que se dane.

SINFERP disse...

Simples: se não tem canteiro de obras não tem grana. Além disso, o engomadinho quer deixar "a marca" de seu governo. É assim desde o tempo do fura-fila.

Anônimo disse...

Além de tudo que já foi falado deve se lembrar que a Jovem Pan é tucana e chapa-branca. Fez oposição canina ao Haddad e é uma assessoria de imprensa da Alckmin e Doria Jr.

SINFERP disse...

Tanto que foi uma jornalista da Jovem Pan que escreveu esse texto a partir da Argentina.

Anônimo disse...

a primeira coisa a se fazer é pensar na cidade, pois pode fazer uma linha de metro do lado da outra que nao vai resolver se as pessoas tem que ir a caminhos distantes para fazer os afazeres basicos. segundo, os modais devem ser complementares e nao concorrentes, haja vista por exemplo o onibus intermunicipal que é mais caro que o trem, dá volta e quando chega em SP nao é utilizado. terceiro, pode ate se fazer um BRT desses, desde que ele seja complementar a uma linha ob trilhos, e nao concorrente e muito menos substituto desse.

SINFERP disse...

Gente: a questão não é técnica, pois para isso os "especialistas', em São Paulo, estão aos montes, as pencas. A questão é outra: o cara vai transformar o espaço público em objeto de exploração do setor privado. Estão privatizando os espaços públicos, inclusive os aéreos (monotrilho), e nos tornando reféns de fornecedores.