sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Prefeitura do Rio já arca com calotes no VLT


Como previsto em contrato, município compensa concessionária pelas perdas com quem não paga a passagem.
Rio - Começou a sair das contas da Prefeitura do Rio o prejuízo pelos calotes no Veículo Leve sobre Trilhos, que tem esquema de pagamento espontâneo dentro das composições. Em menos de dois meses após o início da cobrança de tarifa, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmou que os pagamentos para compensar a concessionária do VLT pelas “perdas” com quem não paga as passagens já estão sendo feitos, mas não informou os valores desembolsados.
Como o DIA publicou em outubro, se o número de pessoas transportadas for entre 10% e 20% maior que o de passageiros validados, metade do prejuízo deverá ser ressarcido à concessionária do VLT com recursos do Tesouro Municipal. A compensação mensal é prevista ao longo da concessão de 23 anos em contrato, que estabelece ainda que os valores que excederem os 20% de evasão (pessoas que não pagam a tarifa) são integralmente pagos pela prefeitura. Sensores nos veículos apontariam a lotação e as discrepâncias.
A cobrança de tarifa começou em 26 de julho, mas as multas para quem não pagar só passaram a ser aplicadas em 5 de setembro. O valor é de R$ 170 para quem deixa de validar os bilhetes eletrônicos nos VLTs — a maioria das estações não tem roletas — pela primeira vez. Para reincidentes, a multa é de R$ 255. Até dia 14, foram aplicadas 162 multas, sendo 12 a estrangeiros. O dia com mais registros foi o primeiro (36). Os dias 12 e 13 tiveram a menor incidência (10 multas em ambos).
O VLT transportou 756.173 passageiros nos 17 dias de Olimpíada. Nos fins de semana, atingiu picos com mais de 80 mil passageiros somando sábados e domingos. No primeiro fim de semana de operação na Paralimpíada, mais de 57 mil pessoas andaram de VLT. Desde 5 de junho, início do serviço, foram transportados 2,2 milhões. “Percebo que o VLT entrou na rotina do carioca”, diz o estudante Rodrigo Rapparini, 20, que usa o transporte entre o trabalho, na Candelária, e a faculdade, na Cinelândia.
Pagamentos por 23 anos
Depois que o VLT estiver em operação plena (prevista para 2017), a prefeitura ainda vai remunerar a concessionária nos meses em que o sistema não atingir as curvas de demanda mínima fixadas em estudo para o horizonte de 23 anos.
A prefeitura já remunera o Consórcio VLT Carioca pelos investimentos na obra. O valor, fixado no contrato de 2013 em R$ 5,9 milhões mensais e iniciado com a operação comercial, gira hoje em torno de R$ 8 milhões (devido à atualização monetária) e será pago ao longo da concessão. O empreendimento custou R$ 1,157 bilhão e foi feito em Parceria Público-Privada com o consórcio formado por CCR, Invepar, Odebrecht Transportes, Riopar, RATP e Benito Roggio Transporte, que pagou R$ 625 milhões.
Bilhete só será vendido nas máquinas
A partir de domingo, as estações do VLT não terão mais vendedores do Bilhete Único Carioca, mantidos pela RioCard. A venda e recarga dos cartões continuarão sendo feitas nas máquinas de autoatendimento em todas as paradas. A venda manual foi uma ação voluntária da RioCard para auxiliar o público no início da operação.
A RioCard iniciou campanha, esta semana, com agentes que distribuem panfletos nos pontos, painéis digitais e vídeos nos veículos. O objetivo é evitar que o passageiro seja multado. As mensagens alertam que cada usuário deve ter seu RioCard para andar no sistema, que qualquer RioCard é aceito no VLT e nos outros meios de transporte e recomendam a compra das passagens de ida e volta para facilitar o embarque. Segundo Melissa Sartori, gerente de Marketing do RioCard, essas são as principais dúvidas dos usuários.
O Dia – Gustavo Ribeiro - 15/09/2016

5 comentários:

Anônimo disse...

Durante a inauguração tudo beleza , funciona redondamente , perfeitamente . Fazem o maior "carnaval" .Depois da "festança" vem a tal da ressaca , aquela ressaca de que amanhã vem a conta !

SINFERP disse...

Rsrsrsr É sempre assim, né?

Anônimo disse...

Pior que é sempre assim!

"Se o público não tem recurso para investir e o privado visa lucro num
empreendimento em que o investido demora a retornar , porquê fazê-lo ( lógico sem recurso público investido no privado)"

Nem uma coisa , nem outra e os "elefantes brancos" aparecem aos montes !

"O cachorro corre e morde o próprio rabo" . . .
Ops ! O Estado deu "TILT" .

Anônimo disse...

"estado minimo" com dinheiro estatal fica facil ...

SINFERP disse...

Estado mínimo com o máximo de financiamento público em favor do estado privado.