sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Metrô SP negocia mais R$ 108 milhões em dívidas


Em crise financeira, governo tenta de todas as maneiras renegociar dívida milionária do Metrô com credores.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) reconheceu mais duas dívidas milionárias com consórcios contratados em 2009 para reformar 98 trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Os débitos somam R$ 108 milhões e o pagamento em parcelas até abril de 2017 foi negociado com a Alstom Brasil Energia e Transporte, empresa acusada pelo Ministério Público Estadual (MPE) de integrar um cartel para fraudar licitações de metrô e trens durante os governos José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Com isso, as dívidas do Metrô acumuladas com fornecedores já chegam a R$ 150 milhões.
O maior débito, no valor de R$ 70,8 milhões, é com o Consórcio Reformas Metrô (Alstom e Iesa), para "modernização" de 22 trens e fornecimento de equipamentos na Linha 3. Outra dívida, de R$ 37,5 milhões, é com o Consórcio Modertrem (Alstom e Siemens), para reforma de 25 trens da Linha 1.
Na segunda-feira, 12, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o Metrô já havia negociado pagamento de R$ 41 milhões de dívidas com o Consórcio BTT (Bombardier, Temoinsa e Tejofran), contratado para reformar 26 trens da Linha 1.

O Metrô afirmou, em nota, que "o procedimento é totalmente legal e previsto nas relações com fornecedores de serviços e obras" e que "não há qualquer prejuízo" à empresa e "nos serviços prestados aos usuários com os parcelamentos".

Ao todo, o Metrô assinou quatro contratos em abril de 2009 para reforma de 98 trens no valor de R$ 1,7 bilhão. Até agora, 80 trens já foram reformados. Segundo denúncia feita pelo MPE à Justiça em 2015, houve conluio entre as empresas para dividir as contratações e os valores apresentados na licitação tiveram sobrepreço de R$ 122 milhões. Seis executivos das empresas viraram réus. O Metrô afirmou à época que a denúncia não envolvia nenhum funcionário da estatal, que não compactua com irregularidades e colabora com a Justiça. 

Na segunda-feira, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, por causa de uma crise financeira, com quedas de repasses do governo Alckmin e no número de passageiros, além dos atrasos nas obras, o Metrô tem alterado a ordem de pagamentos a fornecedores para evitar despejos dos canteiros.

Jovem Pan – 13/09/2016

Comentário do SINFERP

O leitor notou que é SEMPRE algum “consórcio”? Interessante que, além de SEMPRE ser um “consórcio”, SEMPRE consórcio entre os de SEMPRE.

4 comentários:

Anônimo disse...

O pior que é sempre tal consórcio "aquele e aquilo".

Se não for com relação ao consórcio referente ao "fabricante do material rodante" aí haverá perda de qualidade com certeza.

SINFERP disse...

Kkkkkkkkk Vale tudo no Estado de São Paulo, né? Se fosse na Petrobrás metade já estaria no mínimo se explicando na Justiça. Kkkkkkkkk

Anônimo disse...

Mais uma reportagem da esquerda a fim de tentar afetar o governo de Sao Paulo...sem credibilidade

SINFERP disse...

O problema não é nem mesmo a falta de credibilidade - pois nada há na notícia a duvidar -, mas a falta de trato na matéria para aprofundar.