terça-feira, 6 de setembro de 2016

Conheça a tecnologia por trás do metrô mais moderno da América Latina


Enquanto a gente debate, discute e espera ansiosamente para que os carros autônomos (e seguros) se tornem uma realidade comercial, uma linha inteira do metrô de São Paulo já opera sem condutor. Na linha 4 Amarela, todos os trens são autônomos e programados a distância aqui desta sala, o CCO - Centro de Controle Operacional.

Com essa tranquilidade aparente, esse monitora 100% do serviço da Linha 4. Divididos em três categorias, enquanto uns observam o fluxo e segurança através das mais de 600 câmeras de alta definição espalhadas pelas estações e outras 26 instaladas cada trem; o pessoal da gestão de manutenção cuida da infraestrutura como fornecimento de energia elétrica e ventilação; e os “condutores à distância”, se assim podemos chamar, monitoram toda a movimentação dos trens - tanto no pátio quanto nas vias do metrô.

O sistema ATC (sigla em inglês para Controle Automático de Trens) é capaz de identificar, por exemplo, quando um trem está parado em uma estação para reduzir a velocidade do carro que vem chegando até o trecho adiante ficar liberado. Como consegue determinar a posição exata de cada composição em operação de forma mais precisa, os trens podem operar mais próximos uns dos outros sem comprometer a segurança dos passageiros. É tudo automatizado.

De qualquer forma, um profissional está sempre à disposição nas estações, mas só interfere e assume o controle em casos de emergência e sempre sob a orientação do centro de controle. Em condições normais, autônomo, o trem chega a 80 quilômetros por hora, mas no modo manual, não pode ultrapassar os 30 quilômetros por hora.

Outra tecnologia envolvida na Linha 4, para treinar esses profissionais que pouquíssimas vezes são requisitados para conduzir os modernos trens, é este simulador que reproduz fielmente todas as dimensões das estações, iluminação, equipamentos e até as condições operacionais como quantidade de pessoas no trem, trechos de subida… nesses casos, aceleração e velocidade são influenciadas e o treinamento fica ainda mais próximo da realidade.

Toda essa tecnologia fica praticamente invisível para os usuários do metrô de São Paulo, mas mostram que - em algumas situações - o Brasil está à frente até de alguns países mais desenvolvidos. Infelizmente as outras linhas da capital paulista não são assim tão modernas, mas nada impede que as próximas sigam o exemplo oferecendo cada vez mais fluidez e segurança na maior metrópole da América Latina.

Olhar Digital – 03/09/2016

Um comentário:

Pregopontocom Tudo disse...

Em breve a linha 2 do Metrô de Salvador quando estiver totalmente concluída estará também operando nos 25km com sistema CBTC (Communications-Based Train Control) com condução remota.Três estações da linha estão praticamente concluídas e já deverão entrar em operação.