quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Verde e amarelo tomam o metrô e os trens do Rio nesta quarta-feira


Para assistir às partidas, estrangeiros optaram por transporte público.
RIO - Rumo ao Estádio Olímpico do Engenhão, palco das partidas de futebol feminino entre África do Sul x Suécia e Brasil x China, a torcida estava vestida, esmagadoramente, com a camisa do Brasil, dentro do metrô e dos trens nesta quarta-feira. Até mesmo os americanos Kevin Thompson e Steven Curry vestiram a camisa brasileira para assistir à partida.
— Assim que chegamos, já compramos. Temos que privilegiar o país. Estão nos recebendo muito bem — elogiou Steven.
Os vagões do metrô seguiam cheios, mas nos trens do ramal Deodoro dava até para ir sentado. Do Pará, o médico Fábio Reis veio com a mulher e os dois filhos pequenos, que usavam bonés dos mascotes dos Jogos.
— Estamos hospedados na Lapa e pegamos o metrô na Carioca. Lá estava um pouco tumultuado, mas é assim mesmo. O pessoal está trabalhando.
Turistas estrangeiros optaram por ir de transporte público. Eles relataram poucas dificuldades para chegar da Zona Sul ao local fazendo uso do metrô e do trem, mesmo não sabendo falar português.
Entre os visitantes que dispensaram o carro e o táxi, está a família da estudante sul-africana Zahh Malhrrbe, de 21 anos, irmã da meio de campo reserva da seleção sul-africana Stephanie Malherbe.
— Foi fácil chegar aqui. É a primeira vez que viajamos para outro país para vermos minha irmã jogar. A cidade é muito bonita e, apesar do que falam da segurança, não tivemos qualquer problema. Até uma voluntária nos ajudou no trem — contou a estudante, que mora com a família na Cidade do Cabo e está hospedada em Copacabana com parentes.
A família da professora americana Amar Clark — marido e três filhos — também foi para a Zona Norte de metrô e trem. Eles ficarão no Rio até o fim dos Jogos. No Engenhão, estavam com ingressos para as duas partidas:
— Vamos ficar até o fim dos Jogos — disse Mary.
A família pretende assistir a partidas de basquete, vôlei e ginástica. Eles disseram que não tiveram dificuldades para se orientar no transporte público.
Os suecos K.G. Felin, de 60 anos, vendedor, e o amigo Kjell Nordebwrg, de 70, optaram por ir de táxi. Eles pagaram R$ 85 pela corrida desde Copacabana.
— É a primeira vez no Rio. A cidade é linda. Ouvi falar de violência, mas problemas existem em todos os lugares do mundo. A estratégia é evitar lugares desertos. Mas isso eu faço qual que seja meu destino — disse Felin
O Globo – 03/08/2016

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