domingo, 21 de agosto de 2016

Veja como Erundina fala da gratuidade do transporte público em Carta Capital


Jornal de Carta: Quando prefeita, a senhora propôs a gratuidade do transporte público, em modelo semelhante ao que é reivindicado pelo Movimento Passe Livre. Essa proposta é viável hoje?
Luiza Erundina: A mobilidade de uma pessoa na cidade serve a todos, não apenas a quem se desloca. A própria noção de cidade pressupõe a mobilidade, a capacidade de ir e vir, para trabalhar, estudar. Não é justo que o custo desse serviço recaia apenas ao usuário direto. Por que não podemos socializar os custos desse serviço de que todos se beneficiam? É o princípio da justiça social. 
Jornal de Carta: Socializar de que forma? Um novo tributo?
Luiza Erundina: Podemos reavaliar os contratos de concessão. Estabelecer alguns requisitos, como tarifa zero aos fins de semana. Dessa forma, a pessoa pode se locomover para um teatro, um parque. O transporte dentro de uma mesma região pode ser liberado. O objetivo é eliminar a tarifa paulatinamente, até a universalização da gratuidade, com a socialização dos custos. A forma de fazer isso será discutida com a sociedade. É justo pagar um plus no IPTU? Não dá para onerar de forma insuportável somente o usuário. 
Carta Capital - 19/08/2016

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