terça-feira, 14 de junho de 2016

Usuários cansam de esperar por trem e caminham pelos trilhos da linha 7-rubi da CPTM

Uma falha em um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na manhã desta terça-feira (14) causa transtorno aos passageiros da linha 7-rubi (Francisco Morato-Luz).

Por volta das 7h, segundo a companhia, uma composição apresentou uma falha próximo à estação Jaraguá, sentido Luz. Os usuários tiveram que descer da composição e caminhar pelos trilhos (que não são eletrizados) até a plataforma.

Com a interrupção da circulação de trens, os usuários começaram a se aglomerar na plataforma da estação Jaraguá. Por volta das 8h30, eles cansaram de esperar e começaram a descer e caminhar pelos trilhos até a próxima estação. A CPTM informou que já havia solicitado uma nova composição para a estação Jaraguá, mas, segundo a companhia, os usuários não quiseram.

Já na estação Vila Aurora, uma antes da Jaraguá, os usurários se revoltaram e chegaram a impedir a saída de um dos trens por volta das 10h. Com isso, os trens circulam com velocidade reduzida e maior intervalo entre as estações. A CPTM informou que os seguranças tentam retirar os usuários da via, mas não soube informar quais estavam caminhando pelos trilhos.

Cerca de 400 mil pessoas circulam pelo trecho Francisco Morato-Luz da linha 7-rubi em dia útil. A empresa também não soube informar a causa da falha.

Durante a suspensão da circulação, a companhia informou que havia acionado o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência). Contudo, a reportagem da Folha entrou em contato com a SPTrans (empresa municipal que administra o transporte público), que informou que até as 9h ainda não havia sido comunicada.
FALHAS MAIS FREQUENTES

Apesar das promessas do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de modernização e melhoria nos trens da CPTM, as falhas se trnaram mais frequentes e as viagens descumpridas quase dobraram no intervalo de cinco anos.

Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que as partidas programadas que deixaram de ser feitas pelos trens cresceram de 4,3% do total, em 2010, para 7,9% em 2015 –ano em que a companhia transportou mais de 831 milhões de passageiros. Na prática, quando uma viagem prevista não é cumprida, a espera dos usuários aumenta nas plataformas – podendo agravar também a superlotação nos vagões.

O número de partidas programadas também subiu nesse período, de 769 mil para 933 mil, provavelmente devido à compra de mais trens. A quantidade de viagens descumpridas, entretanto, cresceu proporcionalmente ainda mais –de 33 mil, em 2010, para 74 mil, em 2015.

Embora tenha adquirido novas composições e reformado estações nos últimos anos, a CPTM sofreu críticas por atrasos em investimentos de modernização. Diferentemente do Metrô, a empresa depende de recursos do Estado para manter sua operação – só no ano passado foram necessários quase R$ 1 bilhão em subsídios para compensar a diferença entre seus gastos e a tarifa que é paga pelos passageiros.

A CPTM atribui parte das viagens descumpridas às obras de modernização "intensificadas" a partir de 2011, elevando os intervalos em período de menor movimento.

Folha de São Paulo – 14/06/2016

Comentário do SINFERP

Rrsrsrsrs Como de costume a CPTM explicando  inexplicável

2 comentários:

Anônimo disse...

Foram 4 horas de paralisação !!! É muito tempo !!!!

Aonde estavam as equipes de pronto atendimento!(vulgo comissionamento)

Poxa,se foi tração ou frenagem ou até pane no sistema eletrônico de tração, nem adianta procurar "pelo em ovo", não irá resolver prontamente , somente rebocando por locomotiva! Solução que deveria ser práxis.....mas....

Aí pergunto: O que é mais importante! Não seria evitar com que os usuários andassem pela via devido a demora no atendimento ou até esclarecimentos convincentes num horário crítico?

Demora na tomada de decisões. A prioridade é com relação ao usuário que precisa e tem pressa em chegar ao trabalho!Uma hora num trem lotado ninguém merece!

Planejamento operacional péssimo!

SINFERP disse...

E desde quando a CPTM está preocupada e interessada com usuários? A CPTM quer contratar obras, fazer negócios, e apenas isso.