quarta-feira, 29 de junho de 2016

Trem Intercidades pode sair do papel, afirma governo paulista

Uma Audiência Pública está programada para as 10h do dia 5 de julho, e pode ser a oportunidade de que o projeto Trem Intercidades seja tirado do papel. A audiência vai acontecer na Câmara Federal para discutir a implantação do novo meio de transporte para a população paulista

O projeto do Governo do Estado prevê ligar as regiões metropolitanas de Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos, que juntas compõem a macrometrópole paulista, fazendo uso da malha férrea existente. O percurso abrange 431 quilômetros de ferrovia que ligarão 24 estações.

Para o encontro estão confirmadas as presenças de Maurício Quintella Lessa, ministro dos Transportes; Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo; Eduardo de Castro, diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística S.A - EPL; Jorge Luiz Macedo Bastos, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT; e José Manoel Ferreira Gonçalves - presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias - Ferrofrente.
Caso o projeto inicial seja cumprido, o trem partirá de Sorocaba até Pindamonhangaba, onde encontra outra ferrovia que explora o turismo na Serra da Mantiqueira. Outro trajeto parte de Americana e vai até Santos, estando os dois trechos interligados por uma central de transbordo em São Paulo.

O presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, lembrou que será uma grande oportunidade de pensar o que se quer para o futuro para o futuro de São Paulo e do Brasil.  "Hoje temos obras inacabadas, paralisadas, trilhos abandonados, ferrovia inaugurada sem operação regular, alto custo logístico em consequência dos inúmeros gargalos vergonhosos. Precisamos de um país organizado, capaz de aproveitar suas potencialidades e considerar sua extensão geográfica continental, desconcentrando nosso modal de transportes hoje super dependente dos caminhões", afirmou.

O custo previsto para a interligação está estimado em R$ 20 bilhões sendo R$ 4 bilhões de recursos públicos. Vale salientar que a região da macrometrópole concentra 25% de todo o PIB gerado no país.
Agrovale – 28/06/2016

Comentário do SINFERP


De novo? A velha e mesma história? Incrível, mas basta ter proximidade de eleição para que essa prosa apareça.

Nenhum comentário: