segunda-feira, 23 de maio de 2016

CPTM diminui proposta de reajuste a funcionários e categoria pode parar

Os funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não aceitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa durante uma nova reunião de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) nesta segunda-feira (23).

Representantes da CPTM recuaram e fizeram uma nova proposta de reajuste de 7,5% sobre os salários e benefícios, retroativos a março de 2016. A nova proposta é inferior à oferta do encontro anterior, que previa reajuste de 10,44%, em duas parcelas, realizado no dia 17 de maio, e não equipara os benefícios aos valores pagos aos metroviários.

Os quatro sindicatos que representam os trabalhadores da CPTM vão realizar assembleias, em suas respectivas sedes, por volta das 18h desta segunda, para decidir se entram em greve nesta terça. A CPTM tem até o início das assembleias para se posicionar se volta a ofertar o reajuste de 10,44%.

O desembargador Wilson Fernandes, que mediou o encontro no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), determinou que, caso haja greve da categoria, 80% do efetivo de maquinistas deverá ser mantido.

O juiz também determinou que 60% dos funcionários trabalhem nos horários de pico (entre 4h e 10h e entre 16h e 21h) e de 50% nos demais horários e proibiu a liberação de catracas. Em caso de descumprimento, haverá pagamento de multa diária no valor de R$100 mil.

A ação no TRT foi impetrada pela CPTM. Com isso, Fernandes concedeu prazo de 24 horas para apresentação de defesa e documentos de todos os sindicatos. Na sequência, o processo segue para análise do Ministério Público do Trabalho e, depois, para a relatoria, quando será marcado o julgamento.

METRÔ

Representantes do Sindicato dos Metroviários e do Metrô participarão de uma audiência de conciliação às 16h desta segunda, na sede do TRT.

Os metroviários pedem 10,82% de reajuste mais 6,59% de aumento real e ainda acusam a companhia de querer retirar "vários direitos trabalhistas". Eles reclamavam da mudança das datas de pagamento, da participação nos lucros em duas vezes (era feito um único pagamento), do adiamento de férias e da redução do adicional de hora extra, de 100% para 50%.

Após o encontro no TRT, os funcionários vão se reunir na sede da categoria, na zona leste da cidade, para avaliar a proposta e deliberar se prosseguem com a greve. Eles pretendem paralisar as suas atividades durante 24 horas


Folha de São Paulo – 23/05/2016

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