quarta-feira, 27 de abril de 2016

Estudo do VLT (Cuiabá) sai misteriosamente da Internet

Na CPI das obras da Copa, engenheiro Massimo Bianchi, dono da TTrans, afirmou que os os argumentos pró-VLT, apresentados em 2012, sairam da Internet

O engenheiro Massimo Giavina Bianchi, que prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo, revelou que o processo licitatório público para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ocorreu de forma sigilosa, sem que outros concorrentes pudessem ter acesso às demais propostas. “Isso não é normal! Concorrências públicas têm que ser abertas ao público”, pontuou. 

Além disso, Massimo ainda confessou que sua empresa, a TTrans, responsável pela elaboração do estudo para a troca de modal de transporte de BRT para VLT, realizou o estudo de viabilidade da troca em um final de semana e apenas com conteúdos retirados da internet. 

“Inicie num sábado e na segunda estava pronto. Eu nem sequer conhecia a cidade. (...) Apresentei em uma reunião de meia hora”, disse aos deputados membros da investigação.

O estudo da TTrans apontava que o número de usuários do VLT seria, em média, 300 mil passageiros em um trecho que teria 20 quilômetros. Para tanto, foi sugerida a compra de 20 vagões, que seriam suficientes para suprir à demanda. O modal custaria R$ 700 milhões.

No entanto foram adquiridos 40 vagões que somados a obra foi orçado em R$ 1,4 bilhão. A obra está paralisada e já apresentou diversas irregularidades. Para o presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), o engenheiro foi conivente nas ações, pois sabia do valor desde o principio. Bezerra diz ainda que, apesar das revelações de Bianchi, perguntas contundentes ficaram sem respostas. 

Folha do Estado – 27/04/2016

Um comentário:

Thiago nunes viana disse...

Quer dizer: enquanto uns tentavam se esforçar pra debater sobre sistema de transporte, os responsáveis por tal sistema estavam vendo-o mais como ferrorama!!!! Assim fica fácil! Também quero o meu, pra domingo!!!! Ai depois quando a casa (viaduto, ciclovia...) cai, vem a choradeira...