quarta-feira, 9 de março de 2016

Conflito entre consórcio e Estado (MT) pode jogar VLT para 2017

Caso o governo de MT e o consórcio responsável pelo projeto entrem em acordo sobre contrato, trabalhos podem recomeçar no fim de 2016, ao contrário apenas em 2017; questão financeira é impasse.

Para quem espera ver algum avanço nos trabalhos implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Grande Cuiabá, ainda neste ano pode ficar decepcionado.

Isso porque, caso o governo do Estado e o Consócio VLT entrem em um acordo e decidam manter o contrato, a previsão é de que somente no final de 2016 os serviços sejam retomados. Porém, caso a empresa decida por não continuar o contrato, a obra de implantação do veiculo poderá recomeçar somente no segundo semestre de 2017. 

Segundo o secretário de Estado de Cidades (Secid) Eduardo Chiletto, o governo deseja manter o acordo com o consórcio, entretanto caso eles não aceitem os termos ele pode ser rompido.

“Nós temos duas situações. O estudo independente apontou que o VLT deve custar mais R$ 602 milhões e não R$ 1,1 bilhão a mais como a empresa havia pedido.Com isso, o já existe um impasse. Caso eles aceitem, vamos levar quase todo este ano para realinharmos o cronograma e começar as desapropriações. Por outro lado, se não chegarmos a um acordo e rompermos, teremos que realizar um levantamento de todos os materiais do veículo que temos. E nisso que entra a parte difícil, pois têm peças que ainda estão na Espanha”, explica o secretário.

Conforme Chiletto, a gestão passada não tinha esses dados. “Não existe informações aqui sobre todos os materiais. Então caso o contrato seja rompido teremos muito trabalho e a obra só poderá ser retomada no segundo semestre de 2017”, completa.

O ano passado foi um ano perdido para o VLT. Paralisada no final de 2014, quando já se encontrava atrasada, a obra licitada por 1,477 bilhão, não contou com a instalação de um metro de trilho em 2015, uma vez que se tornou objeto de uma disputa judicial entre o Estado e o consórcio responsável. E, por determinação da Justiça Federal, uma auditoria avaliou a viabilidade de conclusão das obras na região metropolitana da capital.


Folha do Estado – 07/03/2016

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