sábado, 26 de março de 2016

Bilhete Único no Metrô: mudar empresa da recarga pode não resolver problema

O risco de um novo período de caos para quem precisa colocar créditos no Bilhete Único no Metrô de São Paulo  não está totalmente afastado, mesmo com a promessa do governo paulista de expandir a rede de recarga até o fim do mês. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL é necessário melhorar contratos imprecisos e corrigir brechas na integração entre Estado e Município.

Em novembro do ano passado, a Rede Ponto Certo decidiu abandonar suas atividades de recarga de Bilhete Único no Metrô alegando prejuízo mensal de R$ 1 milhão com a operação. No momento da interrupção, a empresa prestava o serviço em 23 estações do Metrô. Algumas delas, segundo dados do Metrô, estão entre as 10 mais movimentadas do sistema, como Barra Funda, República, Santo Amaro e Jabaquara.
Sem o serviço funcionando plenamente, houve gente passando mais tempo na fila que nos vagões. Alguns optavam inclusive por pagar mais pela passagem, usando uma venda paralela e ilegal, para não passar horas aguardando a vez de fazer a recarga.
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Para Floriano Azevedo Marques Neto, do escritório de advocacia, Manesco, Ramires, Perez Azevedo Marques, entre as circunstâncias que podem levar um contrato a se tornar inviável estão o erro de avaliação do prestador de serviço sobre a rentabilidade da atividade e a concepção equivocada do negócio por parte do poder público, exigindo muitas obrigações sem um regime de proteção adequado.
"Posso te dizer, sem conhecer os detalhes, que esse contrato foi mal concebido, pelo (ente) privado e pelo poder público. Não se chega a essa situação à toa", diz Neto.
Uol – Bernardo Barbosa – 26/03/2016


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