sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Especialista em bondes faz inspeção técnica em trilhos do Centro de Manaus

Manaus - O engenheiro elétrico especialista em bonde Marcos Rogério Nascimento, da Companhia de Tráfego de Santos - SP (CET), que participou do processo de restauração dos bondes de Santos (SP) no ano de 1999, fez uma análise dos trilhos da Avenida Eduardo Ribeiro, Centro, datados de 1896.
Durante a análise, Marcos Rogério utilizou o perfil de uma roda de bonde, feito de madeira, para verificar o estado de nivelamento dos trilhos bem como o grau de desgaste que sofreram ao longo do tempo.
Acompanhado da gerente do Ateliê de Restauro e do engenheiro da Secretaria de Cultura, Judeth Costa e Franklin Motta, o técnico em bondes fez orientações à arqueóloga da Prefeitura, Margaret Cerqueira, de como proceder com o restauro e a conservação dos trilhos. “A partir de agora, todo o trabalho é manual, para não danificar os materiais encontrados”, afirmou Cerqueira.
Os trilhos e  Aparelhos de Mudança de Via (AMVs), que faziam a transição dos mesmos, situados no trecho do cruzamento da Avenida Eduardo Ribeiro com a Rua 10 de Julho, apresentam um grande desgaste, provocado naturalmente pelas rodas dos bondes que por eles passavam, pois como o tipo de transporte é rígido, ‘sacolejava’ e danificava as peças durante as manobras.
Uma das possibilidades, avaliadas pelos técnicos, seria a retirada do trilho para restaurá-lo e nivelar o piso, para possibilitar o tráfego de veículos leves na região, situação que ainda está sob análise das equipes da obra.
Na avaliação de Marcos Rogério, na situação em que se encontram os trilhos, deve ser bem pensada a decisão de voltar a ter um tráfego de veículos no local. “Trilho e trânsito não combinam. Existem, pelo menos, dez pontos de acidentes na Rua 10 de Julho”, afirmou.
Para Judeth Costa, do laboratório de Conservação e Restauro da Secretaria de Estado de  Cultura (SEC) essa avaliação amplia a parceria com a Prefeitura, pois o laboratório já realiza a guarda institucional do material arqueológico.
“Esse novo momento é de discussão para a conservação do material do trilho, para que as pessoas voltem a ver a beleza deles, por meio da retirada das crostas provocadas pela oxidação do metal, pelo cimento e asfalto”, disse.

D24am – 31/02/2016

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