sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Movimento Passe Livre faz novo ato contra tarifa em São Paulo

Após inicio de confusão, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo estouraram na Avenida Paulista nesta terça-feira.
Manifestantes liderados pelo Movimento Passe Livre iniciaram no fim da tarde desta terça-feira, em São Paulo, o segundo ato de protesto contra o aumento do transporte coletivo público na capital paulista. As passagens do metrô, trens estaduais e ônibus municipais passaram de R$ 3,50 para R$ 3,80.
Cordões de policiais cercaram o local da concentração do ato, na Praça do Ciclista, localizada na Avenida Paulista. Nas ruas próximas, há policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) com metralhadoras. O policiamento, mesmo antes do início do ato, abordava e revistava pessoas que saíam da estação Paulista do Metrô. 
A última manifestação foi dispersada por volta das 19h30min, depois de a Polícia Militar entrar em confronto com os manifestantes no início da Avenida 23 de Maio, na região central da capital. O local transformou-se em campo de batalha, com a polícia jogando bombas de gás e disparando contra a multidão. Alguns manifestantes arremessaram garrafas e pedras nos policiais. A maior parte dos participantes do ato dispersou pelas ruas próximas ao Terminal Bandeira, no centro da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, responsável pelos ônibus municipais, e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo transporte dos metrôs e trens, o reajuste ficou abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste, em 6 de janeiro de 2015. A inflação acumulada neste período foi de 10,49%, enquanto o aumento das tarifas foi estipulado em 8,57% para o bilhete unitário.

A tarifa de integração entre ônibus e trilhos (metrô e trens) passarão de R$ 5,45 para R$ 5,92. Já os bilhetes temporais 24 horas, madrugador, da hora, semanal e mensal terão seus preços mantidos.

De acordo com as secretarias, "mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária porque são beneficiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale-transporte".


Agência Brasil – 13/01/2016

Comentário do SINFERP

Governador reclamando que ninguém faz movimento contra o governo federal por conta da alta da inflação. Ora, se fosse contra o governo federal não haveria polícia militar nas ruas, e "passe livre" para todos os manifestantes em trens e metrô. 

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