sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Haddad e Alckmin não recebem MPL; após protesto, spray de pimenta no metrô

O sétimo ato contra o aumento das tarifas de transporte coletivo em São Paulo terminou sem o encontro com o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eles não atenderam ao pedido do Movimento Passe Livre (MPL) para uma reunião aberta com militantes em frente ao prédio da Prefeitura, no centro paulistano, nesta quinta (28).

O protesto ocorreu sem incidentes. No entanto, após a dispersão, houve confusão na estação de metrô Anhangabaú, que estava fechada pelo menos desde 20h30 (horário de Brasília). Em ao menos quatro ocasiões manifestantes tentaram forçar a entrada, entrando em confronto com seguranças. A PM só interveio no primeiro conflito, usando gás de pimenta.
De acordo com o tenente-coronel da PM Márcio Streifinger, responsável pelo policiamento do protesto, a corporação não tem relação com a decisão do Metrô de fechar a estação. Streifinger disse que só ordenou a ação no primeiro momento para dispersar o confronto e depois afastou seus homens para que houvesse negociação entre o Metrô e o MPL.
Segundo o Metrô, o acesso à estação pela rua Formosa foi fechado temporariamente devido ao "princípio de tumulto" e seria reaberto assim que "os ânimos se acalmassem". No entanto, a reportagem do UOL verificou que a entrada já estava fechada antes de a confusão acontecer. A entrada de passageiros só foi liberada em definitivo por volta das 23h.

"Várias pessoas dentro da estação foram agredidas. A gente não está quebrando nada, só queremos a liberação das catracas", disse Andreza Delgado, do MPL. 
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Ao menos três pessoas foram detidas por seguranças do Metrô e retidas em uma sala dentro da estação após tentarem forçar a entrada. Pelo Twitter, a Polícia Militar informou ter detido um manifestante que teria cometido atos de vandalismo no protesto do MPL realizado no dia 8. Ele foi levado para o 3º DP (Campos Elíseos).
Menos gente

O movimento propôs que o encontro com Haddad e Alckmin ocorresse ao fim do protesto realizado nesta quinta, que partiu do largo do Paissandú, também no centro. No discurso feito coletivamente por militantes logo antes da saída da passeata, Haddad e Alckmin foram chamados de "defensores da catraca". 
Sem a presença dos governantes, os representantes do MPL abriram o microfone para os demais presentes. Entre integrantes de diversos movimentos sociais, discursou o ex-secretário de Transportes Lúcio Gregori, ocupante do cargo na gestão da prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e conhecido por propor a adoção da tarifa zero em São Paulo. 

Uol – Flávio Costa - 28/01/2016

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