quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Internauta registra 'degrau' entre trem e plataforma em Itaquaquecetuba (SP)

Foto Claudemir Rodrigues
Leitor diz que desnível é superior a 50 cm na Estação Aracaré da CPTM. Companhia afirma que a estação será reformada.

Depois da denúncia do G1 sobre o vão de 33 centímetros entre o trem e a plataforma na estação Estudante, em Mogi das Cruzes, o internauta Claudemir Rodrigues resolveu mostrar a situação da estação Aracaré, em Itaquaquecetuba (SP). Claudemir mora na cidade e usa a Linha 12 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) diariamente para ir até o trabalho em São Paulo. Ele enviou uma foto por meio da ferramenta VC no G1. 

 Na foto enviada pelo internauta, é possível observar que há um "degrau" entre o trem e a plataforma. “Aqui com certeza a distância é mais de 50 centímetros. Sempre eu pego trem assim, principalmente os carros novos.”

A estação de Aracaré faz parte fica na Vila Bartira, em Itaquaquecetuba . Claudemir disse que já viu pessoas que ficaram com o pé preso no vão e até mesmo caíram nos trilhos. “Meu colega já desceu no trilho, a sorte dele é que o trem estava parado e deu tempo de ajudarmos.”

Claudemir ainda conta que observa o desnível em outras estações no percurso que faz até a estação do Tatuapé, já na capital. “Não é só lá em Aracaré não. Na estação de Manoel Feio e na de Itaquaquecetuba a situação é a mesma: existem esses vãos enormes e isso é muito perigoso para quem usa o trem todo dia no horário de pico.”

Nota da Redação: A CPTM informa que a Estação Aracaré será reconstruída, sendo deslocada sentido município de Poá. O novo local permitirá eliminar a plataforma em curva, reduzindo o vão entre o trem e a plataforma, bem como nivelar a altura do piso com a porta dos trens. O novo prédio contará com os itens de acessibilidade e oferecerá mais conforto aos usuários. Assim que definida a fonte de recursos, serão contratados os projetos básico e executivo e posterior licitação das obras.

G1 – 15/12/2015

Comentário do SINFERP


Ah, a estação SERÁ reconstituída. Como tudo na CPTM, a solução é sempre uma promessa lançada em futuro. Dinheiro para a compra de trens novos nunca falta.

2 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

E tudo começou por volta de 1996 com uma tal “doação” dos trens de passageiros espanhóis, e que criminosamente foi usada como propaganda política, e no decorrer do tempo, e das investigações foi desvendado o cambalacho, pois quaisquer das montadoras existentes no Brasil teriam tecnologias e condições de executarem a rebitolagem, (Possuiam a bitola Ibérica) e a adaptação para as condições locais (As carruagens padrão europeu são de largura inferior ~2,8 m as existentes padronizadas no Brasil ~3,18 m) e tiveram adaptadas uma plataforma (estribo) no piso em frente as portas de ~15 cm em ambos os lados (gambiarra) para se evitar o vão, com um custo muito mais justo, foi um presente de grego, com direito a um “Olé”, além da Espanha conseguir livrar-se de algo obsoleto (~35 anos de uso), que lá estavam ocupando espaço, mas havia também uma outra razão para a maracutaia, pois sendo uma doação, não se fez necessário licitar, e aí se abriu uma brecha para os gatunos agirem, contrariando os técnicos que sinalizavam para a uniformização e padronização, indo na contramão da lógica, uma vez que a bitola de 1,6 m já estava consolidada nas sete maiores cidades brasileiras para trens suburbanos e metrô.

Em tempo, A norma que dispõe da acessibilidade e ergonomia em trens urbanos é a NBR-14021 da ABNT, e no item: 5.6.4 – Vão e desnível entre o trem e a plataforma 10 cm no máximo (horizontal) e 8 cm no máximo de desnível (vertical), porém ela é omissa e incompleta com relação ao comprimento máximo do estribo.

“Quem não aprende com os erros do passado, corre o risco de repeti-los no presente.”

“O homem que se vende, recebe sempre mais do que vale” Barão de Itararé

SINFERP disse...

Caro Luiz Carlos,

Em primeiro lugar, gratos pela excelente contribuição com a NBR-14021. Excelente. Não é cumprida em NENHUMA estação da CPTM. Nem mesmo nas novas. O estribo é uma gambiarra, e apenas isso. Uma vez pesquisamos largura e altura de boa parte das ´series de trens da CPTM, desde os trens japoneses, e ficamos surpresos com uma descoberta: nunca houve grandes discrepâncias entre as séries. Isso significa que a CPTM NUNCA teve um padrão, e continua não tendo, nem mesmo comprando e substituindo a frota por trens novinhos em folha. Isso não acontece nem mesmo na SuperVia.

Quanto ao trem espanhol, a situação é pior do que você imagina: 1) de fato ele foi doado, MAS com a condição da CPTM pagar pela reforma e modernização deles todos na Espanha (pagou, e custaram quase o mesmo de trens novos); 2) a indústria nacional poderia ter barrado a operação, MAS autorizou, em troca do contrato da reforma de alguns trens da CPTM.