terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Estação da Luz já tinha sido vítima de outro grande incêndio em 1946

Incêndio registrado há quase 70 anos destruiu toda a edificação.  Parte que abriga Museu da Língua Portuguesa pegou fogo nesta segunda.

O incêndio no Museu da Língua Portuguesa, ocorrido nesta segunda-feira (21) não foi o primeiro a atingir o complexo arquitetônico histórico da Estação da Luz. Há quase 70 anos, em 6 de novembro de 1946, um incêndio de grandes proporções destruiu todo o complexo que abrigava a estação de trem.

Uma reprodução do jornal O Estado de São Paulo com data de 7 de novembro de 1946 diz que “em 15 minutos o edifício era um braseiro iluminando a cidade.” O relógio que ficava no topo da torre também parou às 4h10 no auge do incêndio. Os bombeiros trabalharam cerca de 6 horas para combater as chamas, dois deles ficaram feridos e a água era escassa.

Além da edificação, foram destruídos documentos e o local onde funcionava o restaurante, de acordo com a reprodução do jornal.

O incêndio se alastrou por todos os pavimentos da estação da Luz. Era ali que os passageiros embarcavam para Santos e cidades do interior do Estado para fazer a viagem de trem. A circulação de trens também foi interrompida como aconteceu desta segunda vez.

Dois bombeiros ficaram feridos atingidos por estilhaços de vidros que se desprenderam das janelas durante o incêndio.

A estação da Luz foi inaugurada em 1901 e a implantação do Museu da Lingua Portuguesa começou em 2000, época em que a estação passava por um processo de modernização. Foram 6 anos de reforma até a abertura do Museu.

Por causa do primeiro incêndio, nem tudo no prédio era original. O projeto e as peças da construção foram feitas na Inglaterra. O Museu da Língua Portuguesa devolveu ao edifício o status de ponto turístico. Além disso, ele fica ao lado da estação da Luz que é uma das estações mais movimentadas para os usuários de trem e metrô.

O incêndio que destruiu o Museu na segunda-feira (21) pode ter sido provocado por um curto-circuito iniciado na troca de uma luminária. Mas os trabalhos de investigação continuam para que todos os pavimentos sejam analisados.

Por isso, a estação da Luz permanece fechada e os trens da CPTM não passam por ali.
O bombeiro civil que era brigadista do Museu, Ronaldo Pereira, morreu durante o incêndio.


G1 – 22/12/2015

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