quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A reabertura da estação Luz (SP) nesta quinta-feira

Foto Antônio Cícero
Alguns acessos e plataformas estarão fechados por causa de obras de reparo.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reabrirá a Estação da Luz nesta quinta-feira (31), a partir das 4h. A reabertura ocorre dez dias após incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa (o incidente deixou um brigadista morto). A população deve ficar atenta porque nem todas as entradas nem todas as plataformas estarão em funcionamento (confira ao final).

Após nova vistoria realizada nesta quarta-feira (30) pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Defesa Civil do município liberou a estação para operação dos trens.
Serão utilizadas três plataformas e os acessos à estação serão realizados pela avenida Cásper Líbero e pela calçada da Pinacoteca, na Praça da Luz.

De acordo com nota divulgada pela assessoria da CPTM, as alterações são necessárias devido à continuidade das obras de reparo do museu.

Os trens da Linha 11-Coral Expresso Leste farão o trajeto Luz-Guaianases e Brás-Guaianases, alternadamente. Já os trens da Linha 7-Rubi farão o trajeto Brás-Francisco Morato, passando pela Luz, como reforço na oferta de lugares do trecho Brás - Luz.
Segundo a CPTM, as alterações foram feitas para garantir a reabertura da estação e permitir a continuidade das obras. O objetivo principal é liberar “o mais rápido possível o acesso principal e a plataforma 4, utilizada pelos trens da Linha 11-Coral”.
Confira as mudanças:

Acessos

Os usuários acessarão a estação pela avenida Cásper Líbero e pelo acesso da calçada da Pinacoteca, na Praça da Luz.
Os acessos pelo saguão principal lado Jardim da Luz, pela Rua Mauá e pela calçada do Museu da Língua Portuguesa permanecerão fechados.
Linha 7-Rubi – Brás-Francisco Morato

Os trens da Linha 7-Rubi farão o trajeto Brás-Francisco Morato, passando pela estação da Luz nas plataformas 1 e 2.
Na estação Brás, a Linha 7 utilizará a plataforma 1.
Linha 11-Coral – Expresso Leste – Luz-Guaianases

Os trens da Linha 11-Coral farão o trajeto Luz-Guaianases e Brás-Guaianases, alternadamente. Os trens que seguirem até a Luz utilizarão a plataforma 3 para embarque e desembarque.
Linha 10-Turquesa – Brás-Rio Grande da Serra
Para operar a Linha 7-Rubi até o Brás, os trens da Linha 10-Turquesa farão embarque e desembarque pela plataforma 2.

R7 – 30/12/2015

4 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

Que estranha tendência é esta, de cada vez mais se criarem museus e exposições entre os quais daquele Memorial da América Latina na Barra Funda que foi construído em um local estratégico para ser uma ampla estação rodo ferroviária, e aquele esqueleto do Museu do Trabalhador que esta sendo erguido em pleno centro de São Bernardo do Campo por aquele partido que tem como lema “Pátria Educadora”, quanto dinheiro inútil para monumentos sem funcionalidade nenhuma, e estranhamente planejados pelos mesmos preocupados em mudar o nome de ruas e praças, e do elevado Costa e Silva e que visam exclusivamente ao culto de personalidades, será que ira constar da placa inaugural que ali teve dinheiro “doados“ da Petrobras ou alguma outra estatal!?

E na região da Luz, a enquanto a cracolândia segue a todo vapor, pois o programa como o “Braços Abertos” para atendimento a dependentes de crack também fracassou. e a estação metrô ferroviária da Luz se encontra ultra saturada, ocorrendo sérios perigos de segurança por excesso de lotação, a sua vizinha próxima Júlio Prestes esta as moscas, e se encaminha melancolicamente para sua desativação como estação ferroviária por falta de uso e transformada em sala de exposições de quadros!!!

E a Estação ferroviária do Bom Retiro, parece que a promessa do governador em 2014 também já foi esquecida.

Não considero inexequível, esta solução uma vez que ela tem por base a descentralização e a utilização de uma estação que esta a beira de sua desativação por falta de uso (Júlio Prestes), enquanto a estação da Luz já esta com seu limite esgotado quando teve por um planejamento mal executado a instalação uma estação subterrânea como terminal da linha-4 Amarela do Metrô, sem que a estação Nova Luz ou Bom Retiro estivesse concluída, e antes que alguém conteste a dificuldade de se executar esta obra, devo dizer que o Metro-Rio na estação Cardeal Arco Verde existe algo semelhante com uma dificuldade maior, pois foi executado em rocha.

“Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou o resultado que aponta uma nova direção” Steve Jobs

SINFERP disse...

Caro Leoni,

Museus e monumentos não têm funcionalidade. Não são regidos pela lógica da funcionalidade. São as reservas culturais de uma gente ou de uma localidade. A Europa consegue ser moderna e funcional, e nem por isso passa pela cabeça de alguém desmontar a torre Eiffel em Paris ou implodir o Coliseu em Roma.

Luiz Carlos Leoni disse...

Prezado Rogério,

Não é segredo para ninguém que o sistema ferroviário brasileiro decresceu após a implantação do rodoviarismo, quando coloco que o transporte coletivo terrestre se estagnou, e não teve a mesma expansão de outros meios.

Na Barra Funda, no local onde se encontra o Memorial da América Latina, que teve também um incêndio misterioso semelhante ao ocorrido na Luz, é um lugar estratégico para se construir uma estação Rodo Ferroviária como existe na China, o próprio Filomeno já tinha postado um comentário sobre este assunto.

São exemplos de edificações altamente funcionais a Estação Rodo Ferroviária da Barra Funda, e o Terminal Metro Rodoviário do Tiete.

Creio que o último lugar para se encontra disponível em São Paulo para construção de uma estação Rodo Ferroviária passou a ser a Mooca com extensão até a Avenida dos Estados.

Reservas culturais de uma gente ou de uma localidade, é o que é feito lá, aqui percebesse a conotação política ideológica!

SINFERP disse...

Caro Leoni,

Quase tudo em São Paulo obedece a lógica imobiliária, da especulação imobiliária. Entra ano, sai ano, entra década, sai década, e nenhum governante quer criar novos espaços para adequação do transporte metroferroviário. Para isso ninguém pensa em desapropriar nenhuma área, como costuma fazer quando diante de interesses rodoviários. Diante da situação a que se chegou fala-se agora em "aproveitamento" de praças e de edifícios "sem funcionalidade" como é o caso de museus, etc. Nos últimos meses temos visto calçadas serem transformadas em ciclovias. Não duvidamos que, em nome da funcionalidade, alguém apareça com a ideia de derrubar o teatro Mvnicipal e no local criar um estacionamento. Entendemos, amigo Leoni, que já passou da hora de desenhar o novo mapa dos transportes metropolitanos sobre trilhos, mas sobre as necessidades presentes e futuras da grande metrópole. Quando querem, como no caso do monotrilho, desapropriam o que lhes parece necessário. Desculpe amigo, mas somos defensores intransigentes dos poucos espaços públicos e históricos que restaram. Não é o caso do Memorial da América Latina, sem valor histórico, arquitetônico e cultural, mas não se pode dizer o mesmo da estação Luz.