sábado, 19 de setembro de 2015

Rui Costa admite dificuldade para construir VLT em Salvador (BA)

De acordo com o líder baiano, o VLT poderá sair do papel através de parcerias entre o governo e a iniciativa privada.
No evento do PSD em Salvador ontem, a ausência do presidente nacional do partido, o ministro das Cidades Gilberto Kassab, não teve como passar despercebida, mas segundo o senador Otto Alencar, nada teria a ver com a dívida do governo federal com o Bus Rapid Transit (BRT), proposta da prefeitura de Salvador para ser implantada entre a Estação da Lapa e a Ligação Iguatemi-Paralela (LIP), e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projeto do governo estadual que pretende ligar o bairro do Comércio a Paripe.
Os equipamentos de mobilidade urbana foram prometidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) e reafirmados diversas vezes pelo próprio Kassab. Segundo Otto, o ministro ligou para ele na noite do domingo para informar o cancelamento da vinda à capital baiana por conta de uma agenda com a presidente Dilma.
“Não discuti com ele sobre o BRT e nem o VLT. Mas, diante da crise econômica, o ministro Joaquim Levy vai conter no caixa do governo todo o recurso que puder conter. Isso é para, no final do ano, apresentar ao Brasil um superávit. Para sair dinheiro do caixa agora para obras acho muito difícil”, opinou. Já o governador Rui Costa, que foi convocado ontem para uma reunião de emergência com a presidente Dilma e outros governadores brasileiros, reconheceu a dificuldade para as obras saírem do papel, mas defendeu o governo petista.
“Não só porque sou aliado, mas sou o governador, sou demandado por prefeitos sobre obras nos municípios e eu não posso anunciar todas que são solicitadas, assim como a presidenta tem seus limites e não pode anunciar todas as obras que a ela são solicitadas”, defendeu.
De acordo com o líder baiano, o VLT poderá sair do papel através de parcerias entre o governo e a iniciativa privada. “Mesmo que não venha dinheiro do governo federal, vamos fazer o VLT num formato de parceria com o serviço privado, porque ali é um serviço que tem passagem envolvida, como é o metrô, e nós entendemos que ele é rentável e viável. Ainda aposto na vinda de alguns recursos do governo federal para esse modal, mas mesmo que ele não venha esse projeto se põem de pé com a participação do Estado com a iniciativa privada”, disse, em entrevista ontem durante o evento do PSD.
Ainda segundo o governador, os custos da obra para implantação do VLT giram em torno de R$ 1,2 bilhão e, se inaugurado, cerca de 800 mil pessoas em Salvador serão beneficiadas. “Tendo recursos federais, evidente que o custo fica menor para o Estado e para a população. É um modal importante porque integraríamos com o modal do metrô e dos corredores do BRT. Estou aguardando a definição do orçamento do governo federal, porque se houver recursos federais o edital e a modelagem é de um jeito. Sem recursos federais, o edital é de outro jeito”, explicou. 


Tribuna da Bahia – 15/09/2015

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