terça-feira, 21 de julho de 2015

Governo de SP passará operação da Linha 5 do Metrô à iniciativa privada

Concessão foi o modelo escolhido e vai gerar mais empregos, diz Alckmin. Prolongamento está com obras atrasadas e previsão de conclusão é 2018.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira (21) que vai passar a operação da Linha 5-Lilás do Metrô, na capital paulista, para a iniciativa privada. O modelo escolhido foi o de concessão.

O objetivo é que a empresa vencedora opere toda a Linha 5-Lilás, desde o trecho que já está em funcionamento (Capão Redondo ao Largo Treze) e o também o que ainda está em obras (Largo Treze até a Chácara Klabin).

O governo defendeu que a medida vai preservar e gerar mais empregos, e afirmou que já iniciou os estudos de modelagem financeira e jurídica para a concessão de operação e manutenção da Linha 5. O trecho entre Capão Redondo e Chácara Klabin, com 20,8 quilômetros de extensão, tem demanda prevista de 750 mil usuários por dia.

Atualmente, a operação e a manutenção da Linha 4-Amarela do Metrô são feitas pela iniciativa privada após uma concessão por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), mas a construção foi financiada pelo estado. A Linha 6-Laranja está em obras, também por meio de uma PPP. Os trabalhos começaram em abril de 2015, com mais um ano de atraso.

Atrasos na Linha 5-Lilás

As obras de 11 novas estações para a expansão da Linha 5 estão atrasadas. Um texto publicado na página na internet do Metrô em 27 de dezembro de 2012 dizia que a  ampliação  deveria ficar pronta ainda esse ano. O custo total da obra será de R$ 9,1 bilhões.

O prolongamento tem 11 km de extensão e começa na estação Largo Treze, em Santo Amaro, e vai até a Chácara Klabin, na Linha Verde. Mas, durante uma visita ao canteiro de obras no começo de maio, o governador disse que as todas obras serão concluídas apenas em março de 2018.

Na ocasião, o governador afirmou desapropriações e questões ambientais foram superadas e que as obras aconteciam normalmente. “Esperamos entregar Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin no primeiro semestre de 2017. Depois mais seis estações no segundo semestre (...) e uma estação em 2018, que é a estação de Campo Belo, que ali tem uma grande interferência”, disse Alckmin.

Em outras oportunidades, Alckmin citou como motivo da demora o fato de a obra ter ficado suspensa pela Justiça por 15 meses por uma decisão judicial que apontava indícios de corrupção na escolha da construtora. Em outubro de 2010, reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” afirmava que conhecia os vencedores da licitação para a construção da linha antes dela ser concluída.


G1 – 21/07/2015

8 comentários:

Anônimo disse...

MANTER EMPREGO? OS TUCANOS SÃO ORIGINAIS NAS DESCULPAS PARA ENTREGAR O PATRIMONIO PUBLICO E JORRAR DINHEIRO NAS EMPRESAS. QUEM SERÁ QUE VAI LEVAR ESSA? A CCR? ODERBRECHT TRANSPORT? CAF? SIEMENS? ALSTON ? BOMBARDIER? TEJOFRAN?

Anônimo disse...

Parece que o inicio do fim do Metrô como estatal operadora e mantenedora do sistema começou, já se fala também nas concessões dos Monotrilhos e até da linha 2. A CPTM também deve passar por este processo. Eu aposto que até o final desta década, pelo menos 70% da operação do Metrô e da CPTM estejam nas maãos da iniciativa privada. É o sonho do Peter Alouche finalmente se concretizando,

SINFERP disse...

Senhores: começará pelo transporte, e depois avançará pela saúde e tudo o mais. Seremos apenas isso: financiadores das obras públicas entregues à exploração privada, e depois tomadores desses mesmos serviços, na condição de consumidores. Pagaremos as obras, e depois os serviços.

Anônimo disse...

Está mais que na cara que o processo de modernização do Metrô e da CPTM não passa de uma preparação para a entrega à iniciativa privada. Com a conclusão das obras de modernização de rede aérea, sinalização e energia, além da troca do material rodante e aposentadoria dos trens antigos, os serviços serão concedidos e o que sobrar das estatais serão meros órgãos fiscalizadores e gestores de projetos, provavelmente com a fusão da CPTM e do Metrô.

SINFERP disse...

Também apostamos nessa possibilidade, Anônimo. "Modernizar" para entregar.

Anônimo disse...

O Governo de São Paulo está aproveitando essa nova onda de liberalismo e ultraconservadorismo para retirar seus esqueletos privatizadores do armário. Lembro que lá pelos idos de 2001,2002 e 2003, houve um papo muito forte do fim da CPTM e concessão de três ou quatro de suas linhas e as outras seriam repassadas ao Metrô. Mas na época parece que não houve definição do modelo de concessão até pelo fiasco que foi o modelo usado no Rio de Janeiro que originou a Supervia.
Agora voltaram a carga justamente pelo Metrô, e com linhas já em funcionamento, já que o tal projeto de expansão das linhas do Metrô fracassou, as obras estão atrasadas e quase paralisadas e sem dinheiro para licitar novas obras o jeito vai ser conceder o que já está em funcionamento. As empresas financiaram a campanha eleitoral e agora estão exigindo seus contratos.

SINFERP disse...

Sim, obras e concessões são as moedas de troca para financiamento de campanhas. Interessante, nesse movo modelo de liberalismo, é a participação do Estado como entidade "facilitadora" dos negócios privados, mas com o dinheiro público. Quando transferir para o setor privado a operação do Metrô, CPTM, EFCJ e VLT da Baixada, o governo terá, finalmente, se livrado do pouco que restou do transporte de pessoas sobre trilhos no Estado de São Paulo. Anônimo, as coisas estão sendo "deixadas de lado" até mesmo no imenso canteiro de obras chamado CPTM.

Anônimo disse...

alguem me explica porque esses documento sao bloqueados?

http://www.stm.sp.gov.br/index.php/ppp-linha-18